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Parabéns Porto!

Domingo, 03.04.11

 

 

O Porto jogou bem mais do que o Benfica, foi uma equipa mais madura e confiante, o que resultou numa natural superioridade. O apagar da Luz no momento da celebração dos portistas, o sistema de rega a tentar estragar a festa foi a maior demonstração de pequenez, mau perder e mesquinhez a que alguma vez assisti no futebol. É por estas e por outras que digo que o facto do Benfica ser o clube com mais adeptos em Portugal é um espelho da actual mediocridade do país, de um país comatoso que precisa de melhores pessoas, de melhores políticos e responsáveis desportivos e também de melhores clubes.

 

p.s. - Um amigo meu benfiquista foi ferido nos confrontos. Nada justifica esta loucura fanática e irracional, acabem com esta merda!

 

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publicado por bolaseletras às 23:55

Como o futebol explica o mundo e a violência

Sábado, 02.04.11

  

"Incipiente nos anos 80, o hooligan do futebol passou a ser considerado um inimigo de proa do Ocidente. “Uma vergonha para a sociedade civilizada”, comentou, certa vez, Margaret tatcher. Com base no número de mortos – mais de 100 nos anos 80 – os ingleses eram os líderes mundiais na produção de adeptos enlouquecidos, mas estavam longe de ser os únicos. Por toda a Europa, América Latina e África, a violência tinha-se tornado parte da cultura do futebol. (…) Susan Faludi e uma falange de sociólogos deram uma explicação para esta erupção. Escreveram sobre homens excluídos do trabalho, aqueles cujos empregos na indústria foram deslocados para o terceiro mundo. Privados do trabalho tradicional e subtraídos aos altares patriarcais, estes homens procuravam desesperadamente reafirmar a sua masculinidade. A violência futebolística deu-lhes a rara oportunidade de exercerem o seu domínio. Se estes adeptos chafurdaram no racismo e no nacionalismo radical, era porque tais ideologias funcionavam como metáforas das suas vidas. As suas nações e raças tinham sido vitimizadas pelo mundo tão profundamente quanto eles mesmos.

 

A privação e o desenquadramento económicos são explicações óbvias. Mas há tanto que estes factores não explicam. Os Ultra Bad Boys, como Draza, incluem também estudantes universitários com boas perspectivas. Os Caçadores de Cabeças (Head Hunters) do Chelsea, o mais notório gang inglês de hooligans, inclui corretores da bolsa e caçadores de emoções de classe média. Além disso, a história humana tem muita gente pobre, e raramente estes se juntam em grupos para mutilar por mutilar."

 

 

  

No seu brilhante ensaio em que coloca o futebol a tentar explicar o mundo, Franklin Foer dedica boa parte do seu livro a analisar o fenómeno do hooliganismo. Aquilo que em Portugal é visto e descrito como uma franja de marginais e rufiões a quem umas bastonadas chegarão para colocar no lugar, é certamente muito mais do que isso. O facilitismo e superficialidade analítica tipicamente lusitana teimam em não ver todo o quadro, apesar dos sinais que deveriam convidar a uma visão mais abrangente do fenómeno. Foer embrenhou-se no fenómeno na Sérvia e demonstrou inequivocamente a força e influência daqueles adeptos na guerra dos Balcãs. Também percorrendo os pubs e os estádios da velha Albion Foer esmiuçou a importância dos hooligans no modo de vida dos jovens e menos jovens britânicos. Em Portugal, apesar de todos os sinais indiciarem o contrário, quer-se limitar o fenómeno a um bando desorganizado de desordeiros. Era bom olhar para o crime organizado e para as redes de tráfico de estupefacientes percebendo a sua relação com as claques organizadas. Era bom que os responsáveis do Porto e do Benfica percebessem o quão convidativas podem ser as suas baixas atitudes e impensadas acusações para estes criminosos da bola. Para que não venham depois chorar lágrimas de crocodilo e vomitar desculpas esfarrapadas.

  

 

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publicado por bolaseletras às 14:31

Lamb - "Zero"

Sábado, 02.04.11

 

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publicado por bolaseletras às 12:44

Paulo, agora que voltaste, vê lá se ficas por cá a animar a malta

Sexta-feira, 01.04.11

 

 

O Bruno Vieira Amaral tem em comum comigo, com os portugueses, com os adeptos colchoneros, com o mundo que gosta de rir de si mesmo, uma paixão assolapada e incondicional pelo Futre, pelo Paulo, pelo nosso Paulo. Futre é inclassificável, é merecedor de intermináveis adjectivos, é um arco íris de sadia maluqueira. Obrigado por tudo, Paulo, obrigado pela brilhante tentativa de definir o indefinível, Bruno.

 

"Futre é sonho, é futuro numa bola de futebol e de cristal, Futre é Montijo e Madrid, Sporting, Porto e Benfica, Gil y Gil e Pinto da Costa, é ganhar, pá, ganhar, caralho, é Manela, e tu quanto ganhas, Manela, Futre é o Grande Homem, o Doutor, é charters a abarrotar de chineses, é chineses a abarrotar de charters, magotes de chineses às compras no Lidl do Alvaláxia, Futre é finta e fantasia, jogava muito com os braços, não sei explicar, Futre é Deus e Deus é amor e Futre é o Deus do amor que cruza a galáxia num porsche amarelo, Futre é fumo, do tabaco que fumava, um maço à terça, meio maço à quarta, dez cigarros à quinta, cinco à sexta, três ao sábado e um ao domingo de jogo, depois do almoço, por causa dos nervos, Futre é génio, Futre tem visão visionária, asiática, Futre é Stromp pateta, Futre é denhêro, que é o dinheiro que cresce nas árvores do Montijo, Futre é profeta, alquimista da academia, negociante da China, Futre é o rapaz do cabelo verde, Futre é de outra galáxia, Futre é de um outro tempo fora do tempo, o tempo do Sporting Clube da China, Futre é futuro, é vontade para além da vontade, Futre é o mito que é tudo, no Futre cabem todos os delírios, Futre é a negação speedada do impossível, Futre no palanque serpenteia com as palavras, dribla jornalistas e atira para a bancada, para os seus, Futre é foda, em francês."

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 19:05


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