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37 dele, para memória futura

Quarta-feira, 11.01.12

 

 

Desde miúdo que deixei de achar piada ao dia de anos. Não por temer os anos a amontoarem-se, mas porque nunca gostei muito de me sentir o centro das atenções. Hoje, saber que o meu Miguel vai vibrar com os parabéns e com o apagar ininterrupto das velas faz-me voltar a sentir algum brilho no dia. Também me vai sabendo bem reencontrar em telefonemas ou mensagens amigos de longa data que a vida e o tempo vai afastando. E o puto que não pára de cantar os parabéns, logo havia de ser esta a música preferida do rapaz! Obrigado pequeno Miguel, por fazeres brilhar mais intensamente este e os restantes dias do ano.

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publicado por bolaseletras às 14:40

A bola

Terça-feira, 10.01.12

 

 

Um objectivo que tinha com este blog era provar à saciedade, à sociedade, aos críticos acéfalos em geral e ao mundo em particular, que o futebol é, provavelmente, a mais bela e democrática arte de todas. Podia estar aqui a encher o chouriço com belas palavras, com a descrição de lances de génio inesquecíveis, com golos de antologia, com dribles inimagináveis, enfim, o manancial de argumentos para defender a beleza do futebol dificilmente terá um fim à vista. Por outro lado, no que respeita ao lado democrático da bola, I rest my case apenas dizendo que muita rapaziada ordinária, muita gente com QI abaixo de cão e muito pacóvio por quem a Jerónimo Martins não dava um euro proveniente dos países baixos, ocupou o panteão dos melhores futebolistas de todos os tempos. Isso denigre o futebol? Não, isso demonstra que o vizinho do lado pode aspirar a ser um grande artista da bola, que o filho da empregada a dias pode fugir a uma miséria de vida através da bola, enfim, não há arte tão acessível e justa como o futebol. Tudo isto a propósito da fotografia que ilustra este post, em que os génios Bob Marley e Jimmy Hendrix, antecedendo um qualquer concerto épico, jogam à bola nos bastidores. Porque apesar do reggae e das guitarradas a bola era o que verdadeiramente os fascinava.

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publicado por bolaseletras às 18:00

La Coca - O tempo que passou

Segunda-feira, 09.01.12

 

 

"E à medida que as portas se iam fechando, que eu em parte nenhuma revia um rosto conhecido, tomava-me a certeza de que nada adianta guardar lembranças e que as impressões da memória só na aparência são indeléveis. O que nela de facto se mantém não é o cerne das nossas vivências, dos factos ou dos pensamentos, mas somente o andaime em que eles se apoiaram. E quando nos abandonamos à quimera de querer avivar as coisas que foram, de julgar reviver os momentos que passaram, descobrimo-nos prisioneiros num labirinto em que a sombra que nos precede gera o obstáculo que nos entrava os passos."

 

Viver de memórias, das glórias e alegrias do passado é meio caminho andado para nos esquecermos de viver. O que somos é feito do passado que tecemos, mas o que fomos não deve ser uma condicionante para o que resta, muito menos deverá ser o combustível que nos alimenta a chama. Sermos é reinventarmo-nos, crescer é mudar, mesmo que lenta e moderadamente, mas o que sou hoje não deve ser uma cópia fiel e monótona do rapaz garboso que então era. Buscarmo-nos a nós e aos outros nos tempos que não se repetem é negar o crescimento. Por mais que o tempo que passou tenha sido o melhor dos tempos. Rentes de Carvalho, aproximando-se do fim da vida, teve a sabedoria para viver bem com o tempo que passou. Tenhamo-la nós também.

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publicado por bolaseletras às 18:30

E o resto é conversa

Domingo, 08.01.12

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publicado por bolaseletras às 23:03

Sporting 0 - Porto 0

Sábado, 07.01.12

 

 

Sugeria-me um primo portista e bem mais conhecedor do fenómeno da bola do que eu, que fosse objectivo na minha análise do jogo. Disse-lhe que seria difícil, pois tenho perfeita consciência que a subjectividade clubística dificulta fatalmente esses intentos. Ainda assim, creio que sucintamente não será injusto dizer que o resultado foi relativamente justo, mas que se alguma equipa saísse vencedora o menos injusto seria que fosse o Sporting. Mas o futebol não é feito de justiça, mas sim de sorte, de um momento de inspiração, de um ressalto caprichoso.

 

No Sporting destaco inicialmente a temeridade de Domingos em lançar o jovem estreante Renato Neto, que me pareceu merecer a arriscada aposta. Personalizado, forte fisicamente, esclarecido, ágil na recuperação de bola. Na defesa um Patrício seguríssimo (0 erros), Insua aquela máquina, Onyewu bem em lances decisivos com Hulk, Polga sempre no fio da navalha, João Pereira em nítida baixa de forma o que gerou demasiadas perdas de bola e lances perigosos a favor do Porto. Schaars e Elias os habituais pêndulos, Matias a entrar um pouco apagado mas a criar o lance mais perigoso, Izmailov a demonstrar toda a classe de um jogador de eleição e a terminar lesionado, o que infelizmente confirma pela enésima vez que os problemas físicos são a cruz que impediram este jogador de ir muito mais longe. Carrillo esforçadissimo e perigoso a espaços, Capel melhor que nos últimos jogos mas abaixo da forma que já lhe vimos. Lá na frente Wolfswinkel a demonstrar que ainda tem algumas manhas de ponta de lança a aprender, mas a lutar incessantemente em busca do golo. Faltou-nos apenas serenidade no último passe e no remate, é por isso que acho que a vitória nos assentaria melhor.

 

 

Fotografias do site maisfutebol 

 

O Porto, uma equipa com processos muito mecanizados e bem oleados, não deixa de ter uma enorme força que é também uma imensa fragilidade. Hulk é um portento, assusta toda a equipa adversária, está sempre à beira do golo tal é a sua potência e qualidade. Essa força é também a fraqueza do Porto. Tirem-lhe Hulk e a equipa esvazia como um balão mirrado. O uruguaio Rodriguez esteve bastante bem (não percebo como não vinga no Porto), Moutinho foi a conhecida formiguinha trabalhadora e Fernando segurou o resto do meio campo. Álvaro Rodriguez é um excelente defesa esquerdo, o resto da defesa é competente, mas é só isso. James está esvaziado no seu alento e talento por um treinador vulgar, Kléber se era ponta de lança foi convencido por Vitor Pereira que não o era, o Porto é Hulk Hulk e Hulk. Ah, e também é Vitor Pereira, um treinador que vinca toda a sua comunicação pós-jogo na expulsão de Polga, que podia ter acontecido mas o árbitro assim não o entendeu. Também é nisto que se vê a grandeza dos clubes.

 

Para terminar apenas dizer que este não foi um grande jogo, mas foi um dos clássicos mais correctos dos últimos anos, com fairplay e sem quezílias relevantes entre os jogadores. A malta do jornal Público deve ter ficado triste, esperaria certamente uma batalha naval, violência nazi nas bancadas e very lights assassinos a cruzar as bancadas. Obrigado ao jornal Público por me ajudar na austeridade doméstica, passo a poupar o eurito na sua compra.

 

p.s. – Primo, é a objectividade possível;). Um abraço.

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publicado por bolaseletras às 22:57

Papel de parede

Sexta-feira, 06.01.12

 

 

Subscrevo em boa parte este excelente post deste excelente blog sportinguista sobre a parvoeira do momento. Dar esta relevância a um papel de parede no balneário, numa primeira página de um jornal de referência, é revelador do estado desesperado a que a imprensa portuguesa chegou para vender e é também um espelho da qualidade do jornalismo português. Se acho as imagens de bom gosto? Nem por isso, mas acho bem mais abominável a gaiola vermelhusca. Interessam-me muito mais as razões por trás do timing desta notícia. Como diz um bem avisado amigo, pelos vistos Pinto da Costa teme muito mais o Sporting do que aparenta revelar às claras…

 

Bom, mas o que me interessa é que o Sporting vença, e para ganhar contra a astúcia de Pinto da Costa e companhia não podemos andar a fazer de cordeiros. Se calhar o que tem faltado ao Sporting é mostrar os dentes e músculo, se calhar temos que ser um bocado rufias para combater os nossos principais adversários. Se potências económicas como a China, os EUA e a Alemanha não fazem jogo limpo para o serem, queremos nós ser os santinhos lá do bairro e aspirar em simultâneo a ser os melhores de Portugal e dos melhores do mundo? Não, não acho as imagens de bom gosto, mas já vi muito pior vindo da Luz e das Antas e nem nota de rodapé deu. Deixemo-nos de ser anjinhos e toca a caçar dragões, rapazes! GANHAR!!!

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publicado por bolaseletras às 23:11

Mensagens natalícias das gentes dos Olivais - até para o ano!

Sexta-feira, 06.01.12

 

 

Para terminar a série sobre os textos alusivos ao Natal escritos pelos olivalenses, nada como fechar com chave de ouro com as palavras de um bom amigo que, tendo já passado dos 40, mantém boa parte da inocência/pureza/ingenuidade (já perceberam que não sei bem o que lhe chame) da doce infância. Obviamente que ele “infantilizou” um pouco o discurso, mas acreditem, muito do que há de puro e instintivo nas crianças reside no coração deste eterno rapaz. Fiquem então com esta lufada de ar natalício para nos despedirmos daquilo que deveria efectivamente interessar no Natal: as crianças.

 

“O Natal é bom sim senhor, mas era muito melhor quando éramos miúdos. Mal dormíamos na véspera de Natal, num constante vai-vem entre o quarto e a sala, para ver se o barbas, não o do Benfica, já tinha entregue as suas encomendas. Todos nós nos lembramos de uma ou duas prendas, que foram as que mais encheram os nossos minúsculos corações de crianças. Lembro-me particularmente de duas:

 

A Garagem

Corria o ano de 19… andava eu na primária. Nesses anos havia pouco dinheiro, muitas restrições e contracções monetárias. Os meus pais tinham dito que este ano seria um natal mais pobrezinho. À célebre pergunta “o queres tu para o Natal”, a resposta foi a natural para qualquer criança. Não queria só uma prenda, queria uma palete carregada de brinquedos. Nesse 25 recebi apenas uma garagem, daquelas com rampas e uma lavagem automática de esponjas. Mas fiquei tão contente pois era exactamente o que me faltava e nem sequer pedi tal prenda. Tinha muitos carrinhos mas não tinha onde os guardar. Queria eu tanto brinquedo e nem me lembrei do que me fazia mais falta e mais feliz.

 

A bola

Corria o ano de 19… andava eu de bibe. Nesse ano tinha pedido várias prendas, para não variar. Mas havia uma que eu queria mais que todas - uma bola. Daquelas verdadeiras em “catchum” ou Catchumbo”. Era um brinquedo que não era barato. No dia 25 abri todas as prendas que recebi, mas aquela que eu mais queria, a bola (não o jornal), foi a primeira a ser aberta e a única com que brinquei na rua a seguir á missa de Natal. Não era único a brincar com ela, era eu e os meus irmãos, os miúdos do prédio ao lado do meu e do prédio em frente. Todos maltratavam e pontapeavam a desgraçada da bola de “catchumbo”. Ainda hoje brinco com esse brinquedo e partilho o mesmo com todos os meus queridos amigos. Nunca recebi um brinquedo que durasse tanto tempo."

 

 

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publicado por bolaseletras às 17:57

We can´t have it all

Quinta-feira, 05.01.12

 

 

Ainda me lembro dos tempos em que a televisão tinha o aspecto de mais um móvel acolhedor e eterno, das intermináveis viagens entre o sofá e os botões do som ou dos canais que isso do zapping era conversa do futuro. Infelizmente, não me recordo nada de raparigas semi-desnudas e de lingerie sexy a pouparem-me as viagens entre o sofá e os botões da ancestral caixa mágica. Não se pode ter tudo.

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publicado por bolaseletras às 18:05

Manuel João Vieira, um génio estranhamente incompreendido

Quarta-feira, 04.01.12

 

 

“Acho que o importante neste momento é que as pessoas compreendam que há vida além da vida, e que há morte além da vida e que há morte além da morte. Não vale a pena ter uma morte em vida. Acho que Portugal é um país que tem mais de cinco anos de história e que terá muitos mais meses de história no futuro. Temos de voltar a procurar sentido nas coisas que não custam dinheiro, que nos fazem realmente seres humanos.”

 

“A Madeira é uma ilha rodeada de mar por todos os lados. E também tem as ilhas desertas. Neste disco temos uma canção sobre as ilhas desertas e sobre o turismo naturista, que acho que seria uma boa ideia, a fomentar, tendo em atenção que as gaivotas não devem ser molestadas.”

 

“Estou a pensar abrir uma igreja e vender propriedades no céu. Ainda tenho de ver a base teológica para esse processo.”

 

“Quando fui candidato dei uma ideia, que é muito antiga, que era os portugueses emigrarem em massa e ficarem só os choferes de taxi, ranchos folclóricos e pessoal dos hotéis e fazíamos disto um paraíso turístico, mas acho que perdemos essa oportunidade nos anos 60.”

 

 

 

“O problema é a bolha da construção civil. As pessoas vieram todas do Interior para o litoral, portanto a próxima coisa a fazer é levá-las para o Interior, porque aí a construção civil pode refazer casas que foram entretanto abandonadas.”

 

“Nós como pessoas normais, privadas, temos tanto interesse como o nosso vizinho. Há sempre discursos preexistentes às próprias conversas. Basta preencher, pôr um x.”

 

“A vida é feita de lugares-comuns. Acho que a única sinceridade é inventar. Quando estamos cansados, procuramos conforto na semelhança. O que acontece é que as perguntas me fazem pensar. Temos de ser um bocado como o Pacman, quando aparece num lugar-comum damos um salto para outro sítio. É um jogo.”

 

Pronto, agora já podem respirar fundo. E se quiserem ler mais cliquem aqui.

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publicado por bolaseletras às 22:09

A paixão

Terça-feira, 03.01.12

 

 

Depois de 50 minutos de futebol medíocre por terras da nobre cidade vimaranense, de agressões não punidas com expulsão, de penalties não assinalados e de mais mil e uma diatribes de Bruno Paixão, amaldiçoei a minha triste decisão tomada 50 minutos antes e mudei de canal para o Real Madrid-Málaga. Aí o futebol reconciliou-me, porque os artistas são bem melhores, os apitos menos frenéticos e a possibilidade da equipa teoricamente mais fraca poder vencer não ser esmagada por respeitinhos provincianos e incompetências viciadas. Em Portugal não há um treinador que faça uma tripla substituição ao intervalo a la Mourinho para tentar dar a volta a um jogo, em Portugal não há clube que aplauda um seu antigo jogador que jogue num adversário do mesmo campeonato (como o fizeram hoje os madrilenos com Van Nistelrooy). Em Portugal há um Jorge Jesus que pragueja, cospe para o chão, agride jogadores adversários e incentiva a falta de fairplay dos seus jogadores. Em Portugal a paixão de Bruno é da cor da paixão: vermelha.

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publicado por bolaseletras às 22:53






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