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O mistério cor de breu

Segunda-feira, 20.02.12

 

 

Foi só depois de assumir a condição de pai que, com maior preocupação, me comecei a questionar e a surpreender com determinadas vertentes da natureza humana. A questionar-me sobre o mistério que é existirem seres humanos que não gostam de crianças, existindo mesmo alguns que se dedicam à exploração infantil, aos maus tratos destes seres magníficos, ao abuso sexual destas inocentes flores. A surpreender-me sobre a contradição insanável que recai sobre os ombros de homens que adoram crianças e, ainda assim, imunes à inocência e à natural inclinação para a bondade dos petizes (sim, continuo a acreditar no princípio do bom selvagem), praticam o mal sem sobressaltos ou remorsos. Perceber e comungar o universo infantil deveria contribuir decisivamente para a eliminação do mal nos homens. Mas o ódio grassa como erva daninha ameaçando a própria inocência das crianças. Quem semeou essa negra semente é um mistério. Quem rega os campos onde ela germina outro mistério. Porque a recebemos de braços abertos e deixamos que ela floresça em nós é o mistério a que deveríamos saber responder.

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publicado por bolaseletras às 17:11

Sporting 1 - Paços de Ferreira 0

Domingo, 19.02.12

 

Foto do jornal "A Bola"

 

Gostava de vir aqui escrever que os novos ventos de Sá Pinto trouxeram um novo Sporting. Mas não, continuámos a jogar poucochinho, curtinho, mediocrezinho. Nota-se vontade mas falta confiança. E a falta dela entrava tudo: o fio de jogo, os passes, a clarividência, os golos. Temos bons jogadores? Sim, temos, mas que estão a render muito menos como equipa do que deviam. Porquê? Por uma série de intermináveis equívocos. Exemplos? Aqui ficam alguns:

  • Temos a mania das curas milagrosas. Pensamos que um ídolo do passado, no caso, o Sá Pinto, traria de volta vitórias estrondosas e o caminho para os títulos. Não, não chega a vontade de Sá Pinto. É preciso que ele saiba colocar os jogadores no lugar, criar uma dinâmica de jogo, contribuir assim para que os fantasmas saiam da cabeça dos rapazes e que o seu bom futebol invada o campo.

  • A eterna ideia dos adeptos de que o Sporting tem que jogar sempre à Barcelona. Dois passes para trás e mais um para o lado e é um coro de assobios na bancada. Em tempos de crise há que saber molhar a carcaça seca na malga de sopa e sobreviver assim. Não há caviar no teatro de guerra, senhores.

  • Uma equipa precisa de líderes no balneário como de pão para a boca. Claro que precisa, mas isso não deve ser motivo para passarmos 90 minutos com o credo na boca. Sim, estou a pensar no Polga.

  • Que o Izmailov joga bem tanto do lado direito como do esquerdo. Sim, claro, um tipo com aqueles pés joga bem até de olhos vendados. Mas porque é que não havemos deixá-lo ser genial em vez de apenas muito bom, colocando-o a n.º10?

  • Que a rotatividade na equipa é uma coisa boa. Sim, em certos casos acredito que sim, mas sou rapaz para excepcionar os casos em que, após termos recuperado um grande jogador, voltamos a sentá-lo no banco. Sim, estou a pensar no Matias Fernandez.

Bom, e infelizmente é isto. Sá, vê lá isso. Dá um abraço ao Polga e arranja-lhe um cobertor fofinho para ele pôr sobre os joelhos sentadinho no banco. Ah, e já agora, deixa de te armar em inovador e mete o Matishow a dar show.

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publicado por bolaseletras às 22:17

The Doors - "Five to one"

Domingo, 19.02.12

 

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publicado por bolaseletras às 15:23

Algumas saudades do Verão e dos biquinis modelo "toalha de mesa de restaurante italiano"

Sábado, 18.02.12

 

 

Existem realmente maus biquinis? Ou a classe do  biquini está intrinsecamente colada ao corpo da mulher que o usa, à forma como o cabelo lhe cai pelos ombros? Há mulheres feias e disformes a quem um biquini esplendoroso salve da mediocridade? Existirão fêmeas esculturais que um lamentável biquini possa destinar ao beco do esquecimento? Tantas perguntas, tão poucas respostas.  

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publicado por bolaseletras às 13:10

"O adeus às armas" - Ernest Hemingway

Sexta-feira, 17.02.12

 

 

Pior que só agora ter lido o meu primeiro Hemingway é não ter ficado esmagado ou eternamente maravilhado com o “O Adeus às armas”. Uma obra maior, sem dúvida, sobretudo pela importância do testemunho histórico de um ex-combatente da I Guerra Mundial. Hemingway sobe a grande altura quando nos coloca no teatro de guerra, quando a sua escrita seca, directa mas em que as palavras parecem sempre escolhidas a dedo (nem uma a mais, nem uma a menos) nos faz sentir o cheiro do sangue, nos convence que tudo aquilo é um infantil jogo de crueldade, em que a irracionalidade do ser humano se revela em todo o seu esplendor. Ou então não estamos perante jogo nenhum, mas perante a irremediável e incorrigível natureza humana. O próprio Hemingway o disse como só ele o saberia dizer: “Nenhum homem sabe, realmente, aquilo que é. A única coisa que sabe é do que é feito. E o homem sabe que é feito de uma violência primordial”.

 

 

 

Por outro lado, esta obra não é feita só de guerra e das tristezas da natureza humana, mas também de amor, de muito amor, de uma história de amor a meu ver demasiado cor de rosa, demasiado imediata, um amor que nasce do nada, sem limites e incondicional. Parece irreal acreditar que duas pessoas se podem amar como as duas personagens criadas por Hemingway. É essa crença num amor quase fantasioso que turva um pouco um livro em que as trincheiras da guerra me atraíram muito mais do que as setas do cupido (a crueldade que é dizer isto, mas é mesmo assim). Não pensa assim Baptista-Bastos e provavelmente a maioria dos críticos literários, pois como escreve o primeiro no prefácio à obra “(…) «O Adeus às Armas» é eleito como um intenso poema de amor e de resgate; é lido como a Bíblia de uma geração que perdeu todos os heróis, que deixou de acreditar em todos os mitos e que só aceita a esperança do imponderável”. Eu por acaso tinha-me ficado pela guerra e neste caso dispensava o amor, mas se calhar é por isso que eu tenho um blog e o Hemingway tem um Nobel.

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publicado por bolaseletras às 18:44

Légia Varsóvia 2 - Sporting 2

Quinta-feira, 16.02.12

 

 

Ora bem, vamos lá a um importante ponto prévio. Critiquei a escolha de Sá Pinto para treinador, facto consumado. Agora, assumida uma posição, como sportinguista só me resta uma coisa: apoiar Sá Pinto no seu percurso, não deixando de o criticar quando achar que o merece, mas apoiá-lo enquanto estiver à frente da equipa. Porque acima do Sá, de mim e de todos nós está o Sporting. Posto isto, e só tendo assistido à segunda parte, há que dizer que o que vi mostrou-me que há por ali uma vontade a querer despontar. O futebol não foi ainda famoso, mas o querer, factor decisivo no futebol, começa a mostrar-se. As substituições de Sá Pinto resultaram em golos, dois belos golos de dois dos nossos rapazes da Academia. Não sou dos que acham que basta ser fruto da Academia para ter lugar de caras na equipa, mas sou dos que assumo que os nossos meninos são uma imagem de marca do Sporting.

 

Sá Pinto não será o melhor treinador do mundo, mas certamente não haverá treinadores muito mais sportinguistas do que ele. Vê-lo abraçado ao Nélson e ao Paulinho a festejar os golos emocionou-me e recordou-me o que é o Sporting: o Sporting são os nossos meninos, as nossas velhas glórias, são aqueles que se dedicam de alma e coração ao clube. E se os nossos miúdos não são os melhores jogadores do mundo, ninguém terá mais vontade do que eles em ver o sporting triunfar. Obrigado por esse abraço, Sá, Nélson e Paulinho. Valeu mais do que muitas vitórias.

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publicado por bolaseletras às 22:38

Algumas saudades do Verão e de fatos de banho completos

Quinta-feira, 16.02.12

 

 

Gosto muito de biquinis, mas confesso que em tempos de demasiadas felicidades em mostrar a pele e não só, me mantenho um fiel admirador do fato de banho completo. Pelo que esconde e pelo que promete, pela sobriedade que pode significar tudo. A sedução está exactamente nisso, nunca sabermos ao que vamos mas aspirarmos a tudo. Com um biquini é sim ou sopas, não há cá margens de erro ou territórios escondidos que inspirem a imaginação. Vou para casa ver o Sporting que isto é demasiado bonito, preciso de sofrer um pouco para compensar.

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publicado por bolaseletras às 18:39

Para arrefecer a basófia

Quarta-feira, 15.02.12

 

 

Em tempos de crise nacional reforço o meu hábito de não torcer contra equipas lusas em jogos internacionais. Ainda assim, a falta de humildade, de fairplay e de educação é coisa que me mexe com os nervos. Por isso este título dedicado ao vermelhusco Jesus e aos adeptos que não sabem ganhar. Vá, para aqueles que sabem estar nas vitórias e nas derrotas, boa sorte para a 2.ª mão.

 

p.s. – Não vi o jogo, a troika já nem o prazer da bola concede ao povo. Fecunde-se a troika!

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publicado por bolaseletras às 22:57

Nã, o problema é que são todos uma cambada de piegas!

Quarta-feira, 15.02.12

 

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publicado por bolaseletras às 17:55

Para ti

Terça-feira, 14.02.12

 

 

Por comum acordo com a minha cara metade não festejamos o dia dos namorados. Porque sim, porque não precisamos de datas ou lembretes para dizermos o que devemos dizer todos os dias, porque nos tempos que correm já seguimos demasiadas regras e rituais. Deixemos ao menos que o calendário das nossas manifestações de amor seja definido por nós. Ainda assim, até para contrariar as indicações do nosso Dr. Passos Coelho, apetece-me armar-me em piegas e dizer-te:

 

Obrigado por fazeres os meus dias brilhar mesmo em dias sem sol, obrigado por fazeres com que tudo o que faço tenha muito mais sentido. Obrigado pelo nosso filho. Obrigado por fazeres de mim uma pessoa melhor. Obrigado pelo teu amor. Amo-te!

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publicado por bolaseletras às 14:36






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