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Ambição de milhafre (Olhanense 0 - Benfica 0)

Sexta-feira, 23.03.12

 

 

A garra do Benfica num fim de época em que deveria dar tudo por tudo é lamentável, revelando níveis de ambição medíocres. O jogador que mais desiquilibrios cria no Benfica continua a ser Maxi Pereira, o que é revelador. Depois de 60 minutos manhosos e enfadonhos, Aimar agride claramente um adversário (toda a gente viu menos os comentadores da TVI, cheio de dúvidas, claro) e o árbitro, sem olhar aos nomes da vedetas, teve-os no sítio e expulsou o argentino. Depois disso o Benfica decidiu acordar e jogar à antiga inglesa, isto é, bola para a área e corações ao alto a ver se as cabeças acertavam nela. Os homens de Olhão, sem titulares importantes e substitutos sem ritmo, desfaleciam e encolhiam-se. Mas a vontade indómita de Maxi e de Luisão não foram suficientes para vencer um jogo contra uma equipa fragilizada, nem serão para vencer o campeonato. Lamentamos, vermelhuscos, lamentamos.

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publicado por bolaseletras às 22:40

Algumas saudades do Verão e de me perder na imensidão do mar

Sexta-feira, 23.03.12

 

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publicado por bolaseletras às 18:20

Um bocadinho que seja

Quinta-feira, 22.03.12

 

 

Não sou arruaceiro nem reacionário, não sou viciado na constante crítica do sistema vigente e até acho que os meus pais me deram umas mãos cheias e decisivas de bons conselhos. Mas irritam-me os conformados, enervam-me os que se queixam de tudo e de todos menos de si próprios. Desiludem-me aqueles que tudo fazem para não desiludir quem lhes diz como viver, o que decidir, em que direcção ir. Enfastiam-me os yes man, os que repetem frases feitas e inofensivas. Dói-me acompanhar anos e anos a fio a evolução zero de amigos e colegas que podiam ser muito mais mas se contentam com o “cá vamos andando, com a cabeça entre as orelhas”. Não é preciso mudar o mundo, não se pede que mudem de país, de emprego, de corte de cabelo. Pede-se apenas que acreditem que podem ir um pouco mais além. Um bocadinho que seja e a malta já ficava satisfeita.

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publicado por bolaseletras às 18:18

Seinfeld - Das dúvidas sobre os desejos de boa vizinhança

Quarta-feira, 21.03.12

 

 

Kramer – Olha, preciso de uma fotografia tua.

Jerry – Para quê?

K. – Pus a fotografia de todos na entrada do prédio.

J. – Porquê?

K. – Para que todos saibam o nome de todos. As pessoas vão dar-se muito mais.

J. – Não quero ter a fotografia na entrada do prédio!

K. – Imagina encontrares alguém e dizeres: “Olá Carl!”, e ele responder “Olá Jerry!”. Esse é o tipo de sociedade onde quero viver.

J. – Não quero parar para falar sempre que entrar no prédio. Só quero acenar e seguir o meu caminho.

 

Este diálogo não permite vislumbrar o humor tonitruante da conversa televisiva entre Jerry e Cosmo Kramer, essa inesquecível figura. Aqui, a voz, a acentuação e a flutuação no volume das palavras é a dona do humor, mais do que o conteúdo em si. Ainda assim, este diálogo revela na perfeição aquela que é uma das principais fontes de humor nonsense – mostrar que muito daquilo que desejamos não o desejamos no fundo mas ainda não fomos capazes de usar o cérebro para o perceber. Depois desta troca de argumentos em que Jerry expõe o seu repúdio para com a possibilidade de estreitar os laços de vizinhança, o episódio mostra-nos um Jerry a ser osculado todos os dias pelas velhotas do prédio, a ter conversas da treta com vizinhos entediantes. Jerry sabia bem o que não queria, numa primeira visão da questão. Farto dos ósculos e das palavras mal gastas, informa os vizinhos que os beijos e as conversas acabavam, “nothing personal”, como ele refere. O resultado é que passa a ser ostracizado no prédio e termina o episódio a implorar por beijos e palavras vazias dos vizinhos. Kramer, na sua loucura, é quem de facto sabia bem o que queria e torna-se o ídolo do prédio.

 

E nós? Sabemos de facto o que queremos quando nos queixamos do mundo frio e cruel em que vivemos, quando lamentamos o facto de já ninguém conhecer os vizinhos, já ninguém saber o nome da velhota do 5.º D? Mas queremos mesmo conhecer a história de vida do velhote do 3.º F que vive sozinho, tem um sorriso simpático mas parece tão triste? É nosso anseio profundo tratar pelo nome o emproado do 1.º A? Estamos dispostos a oscular e apertar a mão a toda esta gente? Sabemos de facto o que queremos ou falta-nos uma dose de loucura Krameriana para de facto sabermos o que queremos da vida e, já agora, dos vizinhos?

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publicado por bolaseletras às 21:09

Cumpra-se o artigo 1.º (Benfica 3 - Porto 2)

Terça-feira, 20.03.12

 

 

Grande jogo hoje no estádio da Luz. Infelizmente, é preciso jogar-se uma taça que ninguém leva muito a sério e que tem servido essencialmente para salvar as últimas épocas dos vermelhuscos, para que os sistemas tácticos do ferrolho caiam por terra e os jogadores se sintam livres em campo. Como dizia alguém, convém não esquecer que o artigo 1.º do regulamento da taça da liga preceitua assim: “O Benfica ganha a taça da liga”. Quanto ao jogo, resume-se em poucas penadas. O Maxi entrou melhor que todos os outros, o Porto empatou com um lance a la vaca de monsenhor Vitor Pereira, o Benfica lembrou-se que não ganhava na Luz ao Porto há uma data de tempo, o Mangala aproveitou os medos benfiquistas e foi ao terceiro andar sozinho pôr o Porto a ganhar. O Benfica irritou-se e puxou dos galões, o Jesus para variar contra o Porto acertou nas substituições e lá se deu cumprimento ao artigo 1.º do regulamento da taça da liga. Ah, e há que assinalar o facto de no terceiro golo o Cardozo ter sido mais rápido que o Mangala. Uma bengala para o Mangala, ó sazfavor.

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publicado por bolaseletras às 22:44

Reflexões de dia do pai (Gil Vicente 2 - Sporting 0)

Segunda-feira, 19.03.12

 

 

Em dia em que os pais são reis, relembra-se a principal tarefa dos nobres progenitores: tudo fazer para que os seus filhos tenham uma boa vida, se possível feliz e sem provações materiais. Em dia de mais uma derrota leonina, esta depois de um feito histórico que permitia aspirar a uma jornada positiva, atormenta-me a descarada evangelização que tenho feito à cabeça e ao coração do meu Miguel em prol da causa leonina. Conseguirá ele resistir a este constante carrossel de emoções, de sucessos seguidos de descalabros, a esta vida em que a felicidade desabrida e a mais profunda desilusão convivem com uma cumplicidade tão sufocante? Eu sei que as dificuldades nos tornam mais fortes, mas isto é bola, porra, devia ser para nos divertirmos e pormos as agruras da vida para trás das costas. Temos que fazer mais e melhor, rapazes, temos que ser mais constantes. Já agora senhores dirigentes vejam se encontram uma estratégia coerente para que os árbitros nos respeitem minimamente, porque há coisas que parece que só nos acontecem a nós. Só no futebol português um árbitro tão medíocre, tendencioso e exibicionista como Bruno Paixão se mantém ano após ano a destruir um futebol já de si tão mal de saúde.

 

p.s. – Soluções de ataque para a próxima época por preço aceitável e com a certeza de estarmos perante valores seguros? Lima do Braga e Hugo Vieira do Gil Vicente. Por uma mão cheia de milhões resolvemos um problema que já cheira mal.

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publicado por bolaseletras às 22:47

Hathaway, Anne Hathaway

Segunda-feira, 19.03.12

 

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publicado por bolaseletras às 16:40

O homem que queria conquistar o futuro esquecendo o presente

Domingo, 18.03.12

 

 

Chelsea's Frank Lampard says André Villas-Boas lost sight of present

 

André Villas Boas (AVB para os amigos e para os que não gostam de gastar letras) carregou às costas, nos poucos meses passados em Inglaterra, o peso insuportável de ser visto como um génio precoce, de se esperar dele feitos imediatos, façanhas inesquecíveis. Diz-se que os pesos pesados da equipa, os velhos do Restelo do bairro e do clube de Chelsea (Lampard, Essien, Drogba) lhe fizeram a vida negra e o impediram de impor as suas ideias, nomeadamente quando estas passavam por uma regeneração do plantel e dos hábitos da equipa. Não duvido que tenha havido egos incomodados que lançaram pedras no já de si pedregoso caminho de AVB, mas as palavras de Lampard, serenas e nada vingativas, permitem uma nova perspectiva do insucesso da revolução pretendida por AVB. Uma transição sem assegurar minimamente o bem estar que existe carrega em si a semente da sua auto-destruição. Os homens não primam pela paciência e pela capacidade de saber esperar pelos frutos de projectos a longo prazo, muito menos no mundo do futebol, muito menos quando quem manda são milionários que acreditam que com uma mão cheia de rublos tudo deve obrigatoriamente ser conquistado. O erro de Villas Boas não foi tanto deixar o Porto, o seu erro foi ter escolhido o Chelsea para se afirmar sem a sombra paternal de Pinto da Costa.

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publicado por bolaseletras às 15:04

Papel, pedra ou tesoura...

Sábado, 17.03.12

...é assim que no Bayern Munique se decide quem marca os livres. Tivesse o Bojinov optado por esta metodologia de selecção dos marcadores de grandes penalidades e ainda andaria por Alvalade a fazer pela vida.

 

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publicado por bolaseletras às 22:41

Verdadeiro serviço público

Sábado, 17.03.12

  

 

Alunos de Álvaro descrevem-no como desorganizado

 

Se há pessoas que devem ter o seu currículo bem esmiuçado, os ministros incluem-se inequivocamente nessa categoria. Muito gostaria eu que se pesquisasse a fundo e de forma séria os feitos, currículos, e concretizações de ministros, assessores, deputados, autarcas, gestores públicos, etc. e tal. Já agora, a análise cuidada da adequação da experiência profissional e conhecimentos técnicos às funções exercidas também não seria má ideia de todo. Tendo a mão na massa, recomendaria ainda, em jeito de conclusão do exercício, que se comparassem os resultados com os dos nossos parceiros europeus. Aposto que facilmente perceberíamos porque chegámos onde chegámos. Era tão bom que os senhores jornalistas fizessem o seu trabalho, mesmo que isso desse trabalho.

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publicado por bolaseletras às 12:16






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