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Sporting 0 - Marítimo 1

Domingo, 10.02.13

 

 

A tragédia leonina continua e milhares de cabeças bamboleiam perdidas em busca de soluções que não têm. Estas não abundam por uma simples razão: porque a paixão pelo clube e o hábito de ser grande escondem as verdadeiras causas da desgraça. Não tendo arte nem sabedoria para ir à raiz do mal, não é preciso muito mais do que a simples análise dos 90 minutos de hoje para farejar os podres da equipa e do clube. Quando no início do jogo Adrien decide fazer um passe no meio campo leonino de costas para o adversáro, oferecendo o perigo ao Marítimo, percebemos que o meio campo está preso por arames. Quando Rinaudo, depois de mais uma louca correria perdeu a enésima bola depois do enésimo corte, percebemos que ao argentino sobra em garra o que lhe falta em discernimento.

 

Depois, porque o azar não deixa de marcar a ferro quente o ADN leonino, Salin fez uma defesa que só não foi impossível porque efetivamente a fez, ao que se segue o golo de um desconhecido coreano com mais potencial ofensivo que toda a nossa frente de ataque (o que isto diz acerca dos nossos olheiros e da nossa política de contratações é escandalosamente evidente). O golo madeirense é acompanhado por um sorriso enigmático do Professor Jesualdo, que me deu ares do desabafo “estes gajos são indubitavelmente fraquinhos”. No banco, Marcelo Boeck era acompanhado de meia dúzia de rapazes com menos de 22 anos. O que isto diz sobre a vergonhosa incompetência dos nossos dirigentes e sobre a desastrosa política de dispensas e de construção do plantel é mais clarinho do que a água. O amadorismo dos nossos dirigentes acompanhado de uma inexplicável soberba intelectual pode deixar-nos marcas para a vida. É oficial, com tanta fragilidade temos de começar a lutar para não descer. A humildade nunca matou ninguém.

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publicado por bolaseletras às 21:55

Sorte ao jogo

Sábado, 09.02.13

 

 

Sorte ao jogo azar ao amor. A fortuna tão próxima da desolação, aquele raio de glória que lentamente morre no estertor da solidão que espreita a todo o momento. Os bolsos recheados não nos garantem amor, a avidez do dinheiro fácil assemelha-se a um garrote que nos amputa de nós próprios. É excitante o som das fichas reluzentes, desperta-nos os sentidos o cheiro e o restolhar das notas frescas nos bolsos. Mas no final da noite o ás de copas perde o seu poder, o coração seca nos braços de um dois de paus.

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publicado por bolaseletras às 21:43

Tozé, o bom rapaz

Sexta-feira, 08.02.13

 

 

Num qualquer jantar promovido pelo Partido Socialista por terras de Almeirim,  António José, bem Seguro de si, discursa eloquentemente (esta última parte poderei ter exagerado, mas a política é também a arte do exagero). Nas mesas, entre o queijinho da ordem, a manteiga com alho generosamente barrada em pão saloio, os olhos pesam, os cantos dos lábios dificilmente se deformam para formar um sorriso, os bocejos pululam como os caroços de azeitona que atapetam as toalhas de papel pardo. Tozé, o bom rapaz, sonhou alto. Sobram-lhe sonhos para tão pouca asa, mas o sonho comanda a vida e o bom do Tozé acredita em si. E o país, Tozé, fica refém dos teus sonhos? Quando termina este pesadelo?

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publicado por bolaseletras às 21:32

A beleza única de parar e contemplar

Quinta-feira, 07.02.13

 

 

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publicado por bolaseletras às 21:02

Tranquilidade (Portugal 2 - Equador 3)

Quarta-feira, 06.02.13

 

 

"Naturalmente, parece-me que realizámos um bom jogo".

 

- Ó Paulo, não será tranquilidade a mais?

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publicado por bolaseletras às 22:51

Pobres aracnídeos

Quarta-feira, 06.02.13

 

 

Se abrirmos os olhos e levantarmos a cabeça enquanto vagueamos pelas ruas perceberemos que não somos os únicos seres enclausurados nos nossos pensamentos. Perceberemos que o isolamento a que cada um de nós - peões perdidos na charada de algo muito mais vasto – se entregou, está muito próximo daquilo que sempre tememos. A solidão, o labirinto de medos e anseios que passamos os dias a tentar esconjurar, o inferno de uma cabeça repleta de coisas para fazer, de contas para pagar, de justificações a dar, de soluções a rapidamente encontrar. Corremos desvairados para os braços do destino de que fugimos a sete pés. Mas o diabo está lá, na cruz, à nossa espera. Como a teia a que a aranha inevitavelmente se entrega.

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publicado por bolaseletras às 18:15

Para animar as hostes (leoninas e não só) - cuidado com as correntes de ar

Terça-feira, 05.02.13

 

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publicado por bolaseletras às 17:49

O mistério dos mistérios

Segunda-feira, 04.02.13

 

Viver sem pensar na morte, sempre foi esse o meu mote. Evitar o desperdício de sofrer por antecipação com o medo dessa sombra ou de qualquer outra que nos atravessa a vida, evitar viver pela metade. Mas há dias em que nos deparamos com a sombra e a vida nos pede que a enfrentemos, que a olhemos nos olhos. O que virá a seguir? Teremos consciência póstuma de que tudo se acabou? Viveremos suspensos nessa consciência sem acção? A vida continuará noutro corpo, noutro lado, noutro tempo? Ou a luz cessará naquele milésimo de segundo e a escuridão será eterna, simplesmente deixaremos de contar para todo o sempre?

 

p.s. – Para um querido tio que me dava a honra de se divertir com o Bolaseletras. Descansa em paz, tio.

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publicado por bolaseletras às 13:58

Cabo Verde 0 - Gana 2

Sábado, 02.02.13

 

 

Por afinidade familiar e também por patriotismo lusófono (se não existe, invento o conceito) passei a CAN a torcer por Cabo verde, tendo hoje sofrido como nos bons velhos tempos das gloriosas noites leoninas pelos tubarões azuis. Mas, como tantas vezes no meu passado leonino e português, o futebol foi cruel comigo e com uma selecção marcada pela coragem e pelo espírito de luta. Cabo Verde jogou sempre simples, bonito, demonstrando uma consistência defensiva admirável e uma capacidade de jogo colectivo marcante. Depois, seguindo as pisadas da irmã selecção portuguesa, Cabo Verde fez tudo bem excepto marcar golos. Para ajudar à festa, e como já tantas vezes vimos acontecer à nossa selecção, na dúvida o árbitro decidiu sempre a favor do adversário. Quem realmente percebe de futebol sabe que a inclinação que os homens do apito dão aos jogos não é feita de erros escandalosos, mas sim de pequenos pormenores. O canto que não se marca, a falta que não se vê, as faltinhas que quebram o ritmo, aquele encosto que na dúvida será sempre a favor de quem se queria favorecer. É também por isto que o futebol já me encantou mais.

 

Depois de assistir à impossível exibição do guarda-redes do Gana, só me conseguia lembrar de um torneio escolar de futebol de 5, em que na baliza e contra uma equipa absurdamente favorita, defendi tudo o que havia para defender. No futebol a confiança é tudo, e se estamos naqueles dias em que nos convencemos que naqueles 90 minutos ninguém nos dobrará pouco há a fazer. A cara do guarda-redes do Gana dizia isso mesmo – ali nenhuma bola ia entrar, nem que ele tivesse que partir o pescoço contra um poste. Fica uma vitória moral bem à portuguesa, por trás fica uma equipa valorosamente digna, injustiçada e roubada. E no fim, como não podia deixar de ser, um golo ridículo como marca de ingenuidade de uma equipa a crescer mas ainda a sair da casca. Ainda assim, parabéns rapazes, foram gigantes!

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publicado por bolaseletras às 17:14

Põe-te a andar, abécula!

Sexta-feira, 01.02.13

 

 

Tenho defendido que o Sporting se encontra num patamar muito semelhante ao do país em que se insere e que honrosamente, ao contrário de outros clubes de bairro, tem a honra de integrar no seu nome (nunca esquecer: SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!). Depois dos recentes acontecimentos, que envolveram duas ou três aquisições quase garantidas e logo de seguida abortadas no mesmo dia, depois de agressões a membros dos corpos sociais supostamente empreendidas por uma corja que há demasiado tempo grassa no nosso clube, depois das patéticas declarações de Godinho Lopes colocando culpas sobre tudo e mais alguma coisa nas costas de Daniel Sampaio (só faltou culpá-lo pelo Vercauteren, pelo Gélson Fernandes, pelo Pranjic, etc. e tal), chego afinal à conclusão que estamos pior do que o país.

 

A realidade é dura mas cristalina como a água: à custa de uma direcção de malfeitores incompetentes o Sporting consegue cometer a inacreditável proeza de estar ainda mais moribundo que Portugal. Como alguém disse e eu não podia concordar mais: "Ser um psiquiatra a dirigir as assembleias gerais do Sporting, no actual momento, é de uma ironia a toda a prova". Mas todos nós sabemos que o Sporting é enorme e que o seu destino é voltar a levantar-se. É preciso extirparmos este cancro para voltarmos a ser o Sporting. Eu não visto a pele daqueles para quem tudo serve, não adulo Vales e Azevedos e afins - aprendam vermelhuscos, também nisso somos diferentes. SPORTING SEMPRE! RUA GODINHO!

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publicado por bolaseletras às 17:51


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