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Israel 3 - Portugal 3

Sexta-feira, 22.03.13

 

 

Os jogos da seleção trazem-me sempre memórias gratas. Recordo as aulas a que faltei no secundário para ver os feitos do mundial das arábias dos miúdos do então excepcional Professor Queiroz, o inesquecível golo do Abel que nos deu o título, aquele pontapé com o pé que o Abel não sabia que tinha e que estava mais à mão. Recordo também o longínquo ano de 1996, ano de europeu, mais precisamente o dia 14 de Junho. Dia de um exame de processo civil que colidia ignobilmente com o Portugal-Turquia. Por motivos esféricos e patrióticos, o exame de três horas passou por minha iniciativa a ter apenas duas horas. Quando fui o primeiro da sala a levantar-me e a entregar o exame, vários sorrisos de colegas cúmplices e sabedores da minha paixão pela selecção invadiram a sala. O professor perguntou-me, tranquilo como só ele sabia ser, se tinha corrido bem. Eu respondi que tinha corrido melhor do que esperava. Saí a tempo de ver o golo da vitória do Fernando Couto e umas semanas depois recebi uma das melhores notas da turma no exame a que roubara uma hora – ora aí está um dos grandes feitos da minha licenciatura em direito.

 

 

 

Hoje, roubada pouco mais de uma hora ao almoço para assistir ao jogo com Israel, os 20 minutos finais da primeira parte chegaram-me para dizer para os meus botões: “Estes rapazes não estão a ser dignos de envergar a camisola das quinas”. Ver o grande CR7 a perder uma bola e a não correr atrás do ladrão, ver a nulidade do Varela a ser incapaz de fintar uma árvore, ver o Bruno Alves a não tirar os pés do chão para evitar o 3.º golo, tudo isto me fez doer a alma lusitana. Estes rapazes são os mesmos do Euro 2012, pelo que há aqui, como refere Paulo Bento, um problema de mentalidade. Só que, mais além do que diz o treinador, arrisco dizer que esse problema acaba por resultar numa lamentável falta de atitude da maioria dos jogadores quando não estão a jogar contra grandes equipas, ou sob os holofotes das grandes competições internacionais. Felizmente desta vez a sorte quis estar do nosso lado e ainda houve tempo para Ronaldo mostrar uns pós do tanto que vale, servindo Postiga sem sequer olhar para ele (deve ser duro, passar o jogo a olhar para a percentagem concretizadora do bom do Hélder). Pouco depois, Hugo Almeida deu o salto da vida dele e cabeceando à barra, permitiu que Coentrão marcasse de ressalto num assomo de coragem e de fé na divina providência. Podia vir para aqui perorar sobre eventuais erros de Paulo Bento, mas que culpa tem Bento dos seus dois melhores centrais não estarem a jogar nos seus clubes, do seu motor do meio campo estar com o motor a meio gás, de CR 7 carregar com o peso de ter que carregar com esta equipa às costas? Perceber que as armas secretas do treinador para dar a volta ao jogo pouco mais eram que Carlos Martins e Vieirinha, é perceber o deserto de qualidade que é o atual campo de recrutamento do nosso seleccionador. Não havendo ovos para fazer omoletes inesquecíveis, é essencial que a mentalidade e a atitude dos jogadores esteja sempre no máximo. Só assim se farão milagres. E tão necessitado de milagres anda este povo, rapazes, vejam lá isso!

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publicado por bolaseletras às 18:36

A Expo, o Tejo e o tempo que resta

Quinta-feira, 21.03.13

 

 

Uma das maiores dificuldades dos tempos modernos passa por descobrir formas de aproveitar o escasso tempo que nos resta, por resistir ao conforto da modorra e da preguiça. Não falo do tempo que nos resta até ao fim da vida, mas sim do tempo que guardamos para nós, para além do trabalho, das obrigações e prazeres familiares, das exigências do corpo como comer e dormir. Para além deste blog, um recanto para os prazeres do espírito e do intelecto, descobri recentemente um outro prazer para as poucas horas só minhas. Trabalhar na Expo devolveu-me o sol pela hora de almoço, o cheiro e o brilho do rio, o vento, o frio por vezes cortante, o calor que só a luz do Tejo transmite. Começa aqui uma série fotográfica sobre a Expo, sobre o que ela me inspira, sobre passeios e pensamentos à beira Tejo de câmara na mão.

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publicado por bolaseletras às 20:54

Receitas e costumes lá da terra

Quarta-feira, 20.03.13

 

 

- Para hoje à noite quero que me prepares alguns pratos da tua terra. Bem picantes, arrasadores, que deixem os convidados a ferver.

- Quando a patroa diz picante quer dizer mesmo o quê?

- Picante, que nos deixe a salivar de ardor, com vontade de esvaziar a adega e de não nos deitarmos até o fazermos.

- Patroa, eu conheço umas receitas muito fortes, mas não sei se o efeito será o pretendido pela senhora…

- Que efeito é esse, Jandir?

- As pessoas ficam…ficam como loucas, é como se o fogo lhes entrasse no corpo. Já vi gente a rasgar a roupa depois de algumas garfadas, a subir para a mesa, a…acho que a patroa já percebeu a ideia.

- Jandir, garantes-me que com essas receitas o meu marido me fará feliz esta noite?

- Patroa, com estes petiscos o seu marido vai fazê-la muito feliz. Só temo que possa surgir uma reacção para além do previsto…

- Não te preocupes, bom homem, tudo o que exceda as minhas previsões é bem-vindo. Bem preciso que ele se exceda comigo.

- Patroa…pode suceder que ele se exceda para além de si e que a patroa se exceda para além dele. E se a patroa for assim vestida jantar, não duvido que os restantes convidados vão tentar exceder-se consigo contra as regras da boa etiqueta.

- Jandir, mas que modos são esses???

- Desculpe patroa, quando eu olho para a senhora não preciso de afrodisíaco, parece que o mero ar que respiro se tornou afrodisíaco.

- Meu negrinho atrevido…Vou interpretar como um cumprimento, apesar da evidente insolência. De qualquer modo, se o teu prato for um fiasco, já percebi que posso vir à cozinha reclamar a sobremesa. Até mais, meu negro endiabrado.

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publicado por bolaseletras às 17:41

Parabéns pais e filhos!

Terça-feira, 19.03.13

 

 

Depois de umas boas mãos cheias de anos a dar os parabéns ao meu pai pelo dia dele (coisa que continuo a fazer, que o facto de passar a ostentar o estatuto de pai não me fez perder o de filho), eis que (re)acordo com os parabéns do meu filhote mais velho (o mais novo já me tinha acordado pelas 6h30 da manhã, mas os seus tenros 11 meses não chegaram para perceber a importância do dia). Acompanhado dos parabéns as saborosas recordações produzidas na escolinha, com mais uns mimos da solidária mãe. Para fechar o dia em beleza uma sessão de ginástica no Alvalade XXI, para participar nas acrobacias do jovem atleta Miguel. Crise? Depressão? A luz que se apaga ao fundo do túnel? Deixem-se disso e reproduzam-se, as alegrias vencerão sempre as cabeças baixas e os pensamentos negros. Viva os pais e viva os filhos!

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publicado por bolaseletras às 19:44

A Brigitte Bardot e um tipo que nos quer convencer que está a olhar para as cartas

Segunda-feira, 18.03.13

 

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publicado por bolaseletras às 21:23

A beleza indescritível do cheiro a gente

Domingo, 17.03.13

 

 

Tenho saudades dos dias em que todos os dias andava de metro. De ver as mesmas caras, caras diferentes, gente feliz, gente triste, laivos de amor, resquícios de ódio no canto dos lábios. Tenho saudades das manhãs cheirarem a gente e das tardes cheirarem demasiado a gente. É de uma beleza indescritível este projecto de Paul Baldesare. Porque a beleza está toda nos homens e mulheres. A beleza somos nós.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 20:37

Não tendo podido ver o Sporting, fico-me pela Anastasia Pochernikova, próxima contratação leonina

Sábado, 16.03.13

 

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publicado por bolaseletras às 21:59

Quando a cortina de fumo nos impede de ver

Sexta-feira, 15.03.13

 

 

Um bom amigo e bom homem, mas nem por isso um católico fervoroso, partilhou no Facebook as suas ideias sobre o fumo branco papal e todo o circo montado à sua volta. Eu, católico não praticante, agradeço aos senhores da UEFA e à Champions League terem afastado de mim o cálice do conclave. Não renego a importância e a influência da igreja católica, mas recuso-me a assistir a espectáculos contrários áquilo para que deveria servir o poder da igreja: servir, auxiliar física e materialmente os esfomeados (e atenção, nem só de pão vive o homem), conduzir o rebanho sem o amordaçar a cânones cristalizados no tempo. Esquecendo tudo isto, gostaria sinceramente que este papa mudasse algo para melhor no que tem sido o papel e as teimosias da igreja católica, mesmo tendo que lutar contra infindáveis moinhos de vento e de ouro. Como muito bem disse outro amigo que escreveu sobre o tema, o Pedro no Declínio e quedaOu muito me engano ou a eleição do Papa Francisco é também a resposta da Igreja à crise global que atravessamos. E a escolha do nome é uma crítica implícita ao bezerro de ouro que nos levou a ela.”

 

 

 

Fiquem então com as palavras do amigo Jorge sobre o circo do conclave:

  

“Fumo negro, fumo branco…

A Igreja Católica Apostólica Romana descobriu um novo filão. Uma espécie de jogatina da peregrinação, com uma componente forte de suspense. É verdade, papa velho dá cartas. Daqui a 4 anos, ou até menos, se tudo se tudo correr bem segundo a nova força de marketing do Vaticano, teremos mais uma sessão de Bet&Win. Teremos mais 15 dias de procissão mediática, dum fartote de previsões, descrições biográficas de velhas carcaças de discurso medieval, com um ar mais ou menos paternalista, mais ou menos fascistas, mas sempre decrépito. Decrépito o suficiente para garantir mais emoção e enfoque na chaminé. Uma chaminé hipocritamente esbatida pelos tempos, hipocritamente enferrujada, a contrastar com a luxúria dos saiotes, o latejar do ouro das passadiças e o frenesim pelo poder mediático. Só um cego é que não vê que por detrás deste desfile dos Oscars está uma tentativa desesperada de resgatar no tempo uma doutrina manchada pelos contrastes de riqueza inaceitáveis e pela sórdida ocultação das vontades carnais de homens normais.”

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publicado por bolaseletras às 18:09

Da série "Este bilhar não é de bolso"

Quinta-feira, 14.03.13

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 21:42

Málaga 2 - Porto 0

Quarta-feira, 13.03.13

 

 

No futebol há regras universais e irrevogáveis. Uma delas é que é possível uma equipa vencer competições europeias sem ser a melhor equipa (mais que todos, o Inter de Mourinho), mas é impossível uma óptima equipa como o Porto aspirar a um papel de relevo na Champions com um treinador medíocre como Vítor Pereira. Creio que até o Málaga sabia ser inferior ao Porto, pelo que ao apresentar uma equipa com 4 médios defensivos Vítor Pereira permitiu que os espanhóis acreditassem que era possível. Porque o Porto não tinha velocidade nem acutilância ofensiva, porque Jackson Martinez se viu privado da bola devido a essa desastrosa opção estratégica. Uma equipa como o Porto não merecia ter um cobarde no banco de suplentes. Pinto da Costa should know better.

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publicado por bolaseletras às 22:18






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