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Da importância de uma rajada de vento em dias de sol abrasador

Quarta-feira, 11.09.13

 

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publicado por bolaseletras às 18:21

Uma questão de fé

Terça-feira, 10.09.13

 

Fotografia de Eljat Feuer

 

É ela que agarra multidões à vida, é ela a âncora que sustenta vidas mergulhadas no desespero que é viver. A luz, por mais ténue que resulte na escuridão da alma, é uma luz de fé, uma força que suga os medos para dentro de si, trucidando-os num vendaval de esperança. Ontem a dor instalou-se na nossa morada, hoje as lágrimas teimam em secar, passo a passo, para além do cadafalso. Amanhã, amanhã procuro-te sem os receios dos dias que jazem a meus pés.

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publicado por bolaseletras às 21:53

"I wanna be adored" - Stone Roses

Segunda-feira, 09.09.13

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publicado por bolaseletras às 18:27

Summer´s almost gone - Um dia tudo acaba

Domingo, 08.09.13

 

 

Uma derradeira réstia de sol, o último beijo no mar, a sensação inelutável de que tudo vai mudar. Como se a chama que o horizonte anseia em devorar fosse a chama de um grande amor que se perdeu, que sabe jamais voltará a arrebatá-la. Naquele momento vinga a crença que não mais o sol a aquecerá assim, que o toque da carne que a fazia desligar-se da realidade jamais a levará a dar a volta ao mundo nas asas do louco desejo. A areia que sente invadir-lhe os poros é o toque dos infinitos dedos que a entregavam sem resistência. O desespero que sente rivaliza com o prazer que se esvai nas ondas de um só sentido (estas, já não voltam, vão para longe, para a baía de um amor desconhecido). Um dia tudo acaba, um dia o sol ficará gelado e matará as ondas do mar. Um dia tudo acaba para não mais voltar. 

 

 

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publicado por bolaseletras às 21:05

Lisboa, por Eduardo Gageiro

Sábado, 07.09.13

 

 

É possível apaixonarmo-nos por uma cidade? Pela sua gente, pelas suas esquinas mal iluminadas, pela luz do sol reflectida na calçada que quase nos cega, pelo rio imponente que, estranhamente, nos acalma os medos? É possível encantarmo-nos pelos velhos de sorriso carcomido, pela bonomia dos pregões que ainda resistem nas ruelas, pela voz dorida do fado que teimamos em não deixar morrer? Lisboa, menina e moça, é possível não enlouquecer por ti?

 

 

 

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:08

Palavras para quê?

Sexta-feira, 06.09.13

 

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publicado por bolaseletras às 22:22

Reinventar a roda? Reinventarmo-nos?

Sexta-feira, 06.09.13

 

 

Há quem diga que já tudo está inventado, que inovar mais não é que reinventar uma roda com uma calibragem ligeiramente diferente. Quero crer que não, quero acreditar que o génio e a imaginação humana conseguem vislumbrar constantemente novas formas de fazer, novos escapes que ofereçam outras vias de resolução dos problemas da humanidade, por mais comezinhos que sejam. Olhando para um punhado de gente desconhecida que se cruza numa qualquer artéria desta cidade que insiste em fazer de nós seres cada vez mais anónimos, penso na forma de juntar estes mutantes sem rumo, com problemas, pensamentos e dramas distintos, reunir-lhes as forças e fraquezas e fazer deles a solução para eles próprios. Pensei em reuni-los num café especial, em que as pessoas de facto falam umas com as outras e não com o mais recente gadget, ou ao ar livre, num recanto de um jardim mágico em que em vez de se contemplarem flores se contemplem pessoas.

 

E o que se ganha com esta história de falar com desconhecidos, de partilhar com eles as angústias do quotidiano, da vida? O João tem dinheiro e um emprego estável e não encontra uma mulher que consiga amar. Do outro lado, a Filipa está farta de gajos que só querem cama e bye bye see you in another life, e se calhar a Filipa é a cara do João e o João o tipo que quer a Filipa para além da habitual hora em turbilhão que tanto a angustiava (nos minutos subsequentes, não propriamente nos 60 minutos da viagem). O Paulo viu o ordenado minguar e a renda crescer e está na cara que tem que voltar para casa dos pais. Por seu lado, a Júlia enfrenta exactamente o mesmo problema e não se importava nada de dividir a casa com alguém, de preferência homem (que as gajas só arranjam chatices), respeitador e divertido. Encontramo-nos todos os dias na mesma rua, no mesmo autocarro, com os mesmos problemas e achamos uma parvoíce partilhar os problemas com quem não conhecemos. Aposto que com dez minutos de conversa naquele café ou no canto do tal jardim mágico a vida ia ser bem mais leve e menos problemática. São cá umas ideias, não liguem.

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publicado por bolaseletras às 17:43

Saudades tuas, velho companheiro

Quinta-feira, 05.09.13

 

 

Os meus filhos nunca passarão pela experiência única de viver nos tempos do telefone fixo como via única para a comunicação imediata. Nunca saberão os petizes que telefonar para alguém poderia demorar 20 segundos a marcar o número, que as possibilidades de ligarmos para D. Efigénia por engano eram mais que muitas. Para eles será primitivo conceber que o telefone, residente no meio da sala, no seio da comunhão familiar, era não um objecto para o exercício da conversa privada ou do flirt escondido do mundo, mas sim um objecto comunitário, em que as conversas nunca eram privadas mas sim muitas vezes uma forma de se descobrirem os segredos e os podres da malta lá de casa. Nesses tempos primitivos em que a intimidade era uma batata os segredos eram uma arte. Hoje vivemos em segredo dentro da própria casa. Quem tem saudades dos tempos do telefone fixo em exclusivo ponha a mão no ar.

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publicado por bolaseletras às 18:39

Isto podia e devia ser tão mais agradável

Quarta-feira, 04.09.13

 

 

Vejo a Helena Christensen aqui em cima, esta moça cujo nome desconheço logo abaixo e a fechar a festa a nossa querida Monica Bellucci e reforça-se o sentimento de que o mundo tinha tudo para ser um local muito mais aprazível do que o que dele fazemos. Não é que a simples existência da beleza exterior e ofuscante das mulheres que nasceram com esse dom seja suficiente para assegurar a felicidade, a paz, a harmonia e o bem-estar económico dos povos, não, não é isso que está em causa. Ainda assim, caramba! Um mundo com tanta gente bonita tem obrigação de fazer muito melhor para não ser um lugar por vezes tão inóspito. Perante esta invasão de sensualidade é o que me apraz dizer, nada mais tenho a declarar.

 

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 17:55

O preço da viagem no "The Soconusco train"

Terça-feira, 03.09.13

 

 

Esta será mais uma fotografia da série das inesquecíveis. Um comboio intitulado pelo autor, Antonio Turok, como “The Soconusco train” (ou será mesmo o nome real do comboio?), que trilha os carris de Chiapas, no México, no longínquo ano de 1989. O que me fascina nos milhões de pormenores que nos penetram nos olhos e no cérebro quando mergulhamos nesta viagem? Os rapazes adultos à força, adultos que não serão exemplos de vida porque não lhes foi dado o tempo de serem inocentes e bem conduzidas crianças. O sorriso não está onde o vício já se instalou, a emoldurar o quadro não estão imagens que aprendemos a associar ao imaginário infantil mas sim corpos nus, não da inocente nudez como as crianças a olham, mas a nudez do pecado, aquela que desperta em adultos mal paridos as cores do desejo animal e tantas vezes violento. Esta foto diz ao ser humano que ele tem capacidade para se adaptar a tudo, mas diz-lhe também que o preço dessa adaptação à realidade não desejada, mas imposta pelas circunstâncias, pode ter um preço incalculável – o preço da felicidade.

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publicado por bolaseletras às 17:40






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