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Vale do Silêncio, pulmão dos Olivais Sul - terra mítica

Terça-feira, 18.03.14

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publicado por bolaseletras às 21:07

Enquanto isso, na Crimeia

Segunda-feira, 17.03.14

 

Esta fotografia de Boris Mikhailov insere-se numa coletânea intitulada “From Crimean Snobbism series”. Era capaz de arriscar que a matrona no duche é uma simpática avozinha tártara e a moçoila com cara de “o raio da velha nunca mais pára de lavar os joanetes para eu refrescar a minha testa suada”  é uma cruel e gélida espia que colocaria sempre a cruzinha na Rússia mesmo que fosse para esquartejar ursos polares a frio.

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publicado por bolaseletras às 18:19

Sporting 1 - Porto 0

Domingo, 16.03.14

 

Tinha muito para dizer depois da vitória de hoje do meu Sporting, mas a alegria e, sobretudo o orgulho que senti no fim do jogo como que me estrangulam as palavras no peito. Ainda assim, não queria deixar de lembrar o que foi o ano passado do futebol leonino para dar os parabéns ao fantástico trabalho que este presidente, treinador e estes enormes miúdos que envergam o símbolo do leão têm realizado. Depois, queria pedir perdão à minha cara-metade mas estou irremediavelmente apaixonado pelo William Carvalho. Com isto, não queria tirar valor à garra sem fim de Islam Slimani, aos milhares de buraquinhos que as chuteiras do Adrien deixaram pelo campo todo (créditos ao Freitas Lobo), ao fôlego sem fim do Jefferson, à segurança do Rojo e do Eric (aquele corte ao remate do Jackson, fantástico miúdo!). Aos benfiquistas que se aliaram aos portistas para clamar contra o fora de jogo de André Martins antes da assistência para o Slimani, apenas dizer-lhes que eu sei que era bem melhor quando nós estávamos caladinhos enquanto éramos espoliados a torto e a direito. ACABOU! HABITUEM-SE!

 

P.s. – Só em Alvalade é possível assistir, no decurso de um jogo tão importante, aos adeptos da casa levantarem-se e aplaudir um jogador de um adversário directo que sai lesionado. Também isto é ser Sporting, é ser diferente. Muita força para o Helton, um dos bons homens do futebol português.

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publicado por bolaseletras às 21:59

A Luisinha

Sábado, 15.03.14

 

Vestia como uma miúda traquina. Digo miúda, e não mulher fatal, porque as palavras rimavam com inocência, o humor dificilmente derrapava para terrenos pantanosos. Quem a via sem ouvir aquela voz doce, sem lhe beber de perto as expressões seráficas, sentia a dor de quem vislumbra o paraíso mas sabe que nunca poderá alcançá-lo, tal a perfeição do mesmo. Ao perto, para os íntimos, ela era a Luisinha, melosa e intocável, dir-se-ia um anjo com um invisível véu de diabinho. A Luisinha não fazia por ser anjo ou diabo, a Luisinha simplesmente era, em todo o seu esplendor.

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publicado por bolaseletras às 22:13

Um calhau será sempre um calhau, em Londres ou na Amadora

Sexta-feira, 14.03.14

 “It’s difficult to be diplomatic when talking about Jorge Jesus as a man. ‘Prickly’ is probably the most suitable term we could use to describe the Portuguese. (...) Jesus should know better and, presuming his gesture was made in the heat of the moment, should have apologised to Sherwood instead of continuing with a verbal tirade. Indeed, Jesus’ own staff remonstrated with their boss after the incident, and he responded by shoving and bawling at them. Coming face-to-face with Sherwood though, he turned away. Wonder why that is?”

                                                           Extracto de texto publicado no Eurosport online

Como já alguém disse, repetindo uma verdade tantas vezes utilizada sobre outras personagens e outros bairros ou localidades do país que marcam a ferro em brasa a personalidade dos seus autóctones, é difícil não afirmar convictamente, após mais um rol de tropelias executadas por Jorge Jesus no mítico White Hart Lane que “podes tirar o Jesus da Amadora, mas não podes tirar a Amadora de dentro dele”. Mais difícil deve ser ainda para os benfiquistas viver com a terrível contradição que é vibrar com algum do futebol espectáculo que Jesus pôs a equipa a jogar nos últimos anos, sabendo que à frente dos destinos da equipa está um tipo arruaceiro, básico, mal educado, desonesto, mentiroso e, contra todos os ditames do que deveriam ser os valores desportivos, um tipo que despreza os adversários e que no momento da vitória só se lembra de que o adversário está ali para ser humilhado perante toda a sua suposta genialidade. Não deve ser fácil aos vermelhuscos explicar aos filhos que não se dão palmadas nas mãos de agentes da autoridade, que não se goza/humilha um colega de profissão quando se está por cima, que não se empurra colegas que tentam evitar que se faça mais uma vez figura de urso, que não se masca pastilha de boca aberta, que não se fala como um selvagem que toda a vida parece ter vivido debaixo de uma pedra. Ganhar não é tudo, não pode ser tudo. O Benfica não é isto, não pode ser isto.

 

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publicado por bolaseletras às 16:59

Blacky

Quinta-feira, 13.03.14

 

Era ela e o gato, era ela e a descrença nos homens, nas mulheres, a raiva por ter falhado tanto, por lhe terem falhado como se falhar-lhe fosse o passatempo preferido da nação, das almas penadas que a rodeavam. O Blacky era fiável, nunca lhe falhara. Esquivo, mas omnipresente, pouco dado a manifestações de carinho mas docilmente dependente do seu amor. Precisava dela para viver e esse era todo o amor de que ela precisava agora. Uma vida simples nem sempre é sinónimo de uma vida feliz.

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publicado por bolaseletras às 17:58

Uma outra Rússia - Irina Shayk, imortalizada por Vincent Peters

Quarta-feira, 12.03.14

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 21:10

O melhor bairro do mundo

Terça-feira, 11.03.14

 

O Dinis escreve que é um deleite. Só por isso, seria alguém sobre quem a minha admiração tenderia, sem custo e com prazer, a debruçar-se. Acresce à arte com a pena o facto de o Dinis ser dos Olivais e ter um orgulho maior do que o mundo por ser filho dessa terra mítica. Para quem não percebe o que é ser dos Olivais fiquem com as palavras dele. Não pedi ao Dinis permissão para publicar este texto, mas estou certo que como quem empresta dois ovos ou dois papos-secos o Dinis não se importa de emprestar estas linhas sobre o amor que tem ao bairro que é impossível não amar: o bairro dos Olivais.

 

“Às vezes, antes de ir deitar-me, gosto de ir à varanda de minha casa e ficar a olhar, por um minuto, o silêncio nocturno do meu bairro. É um bairro de gente boa, de gente inimitável, que solta do mesmo modo genuíno a maior pérola e a maior alarvidade. Aqui há gente que deixa tupperwares com água ou comida à beira dos prédios, para os cães e os gatos da rua se servirem, se quiserem. Aqui há gente que, pela fresquinha, deixa as portas de sua casa abertas e vai para os bancos de jardim ver as crianças a brincar com o futuro e os velhos a suspirar com o passado. Aqui há gente que empresta dois ovos ou dois pães para um vizinho não ter de ir às compras só por causa disso.

E que se ofende se, a seguir, lhos formos devolver ou pagar.

É um bairro de gente boa.

As cinco dúzias de automóveis parados, as três dúzias de árvores quase todas mais velhas do que eu, as duas dúzias de prédios que vejo, todos sublinham em harmonioso silêncio o descanso tranquilo do bairro. Os prédios estão quase todos com as persianas para baixo, como se também eles, à imagem dos seus habitantes, tivessem fechado os olhos para ir dormir; como se também eles tivessem interrompido a azáfama do dia para sonhar os seus sonhos, questionar as suas filosofias, contemplar os seus cansaços.

Só há meia dúzia de luzes acesas, além dos candeeiros de rua de que apenas os cães e os gatos vadios beneficiam. Numa casa um estudante deve estar aflito com um exame. Noutra um casal troca meiguices. Noutra uma mãe tira a temperatura a uma filha. De resto, este magote de gente dorme, descansada, a preparar o corpo para mais um desta procissão interminável de dias que é a vida, alheios ao bairro deserto, aos gatos que se passeiam e ao seu observador silencioso.

É um bairro de mulheres e homens genuínos e eu sou um deles, eu sou um deles.

Despeço-me das árvores mais antigas do que eu e vou dormir, sabedor de que as minhas raízes partilham a terra com as delas.”

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publicado por bolaseletras às 17:32

O Bolas armado em moderninho

Segunda-feira, 10.03.14

 

O Bolas e Letras não é homofóbico mas prefere mulheres. O Bolas não é contra a co-adopção e afins mas prefere que os miúdos cresçam com pai e mãe. Ainda assim, o Bolas prefere a co-adopção por pessoas do mesmo sexo a crianças abandonadas, institucionalizadas ou a viver em lares heterossexuais mas disfuncionais. O Bolas tem amigos homessexuais e acha-os pessoas perfeitamente normais, como eu e vocês (ou pelo menos alguns de vocês). De que é que isto vem a propósito? Desta fantástica fotografia de Carol Julien. A arte sempre teve o condão de me tirar do peito pensamentos enclausurados.

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publicado por bolaseletras às 18:27

Setúbal 2 - Sporting 2 (Sim, é o nosso João Mário)

Domingo, 09.03.14

 

Detesto chover no molhado, gritar aos sete ventos que este ano estava destinado a ser o campeonato do xor Zébio e do Cluna, mas quando, depois de tantos erros inacreditáveis (golo mal anulado a Adrien, golo do Setúbal irregular) vejo ainda o árbitro a marcar um penalty inexistente, seguido de um sorriso de gozo, sei que por muito que tenhamos melhorado este nunca poderia ser o ano. Erros do Sporting? Ter deixado o Maurício chegar hoje ao jogo anterior ao jogo do Porto com 4 amarelos, como já ocorrera com o William no jogo anterior ao Benfica. Futebol e árbitros sérios precisam-se, menos ingenuidade dos responsáveis leoninos também.

 

P.s - Muito interessante comparar o desempenho sério do João Mário contra o clube que detém o seu passe com o do vendido Miguel Rosa no jogo do Benfica contra o Belenenses...o silêncio dos habituais bitateiros e da comunicação social sobre esta disparidade diz tudo.

P.s. 2 - João Mário vale o dobro da soma de André Martins e de Gerson Magrão. Deixem-se de merdas e corrijam isso para o ano, pelo amor da santa!

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publicado por bolaseletras às 21:22






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