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Força Paulo! Força Marco!

Quarta-feira, 21.05.14

 

Começo a perceber o que falta neste país. Falta optimismo, falta tê-los no sítio e acreditar que o que vem a seguir será melhor do que o que foi e, sobretudo, falta fazer por isso com resiliência e um sorriso estampado na face. Paulo Bento chama x e não chama y e há 10 milhões de tipos a gritar aqui del rey, 10 milhões que não sabem um centésimo do que sabe o Paulo Bento sobre a forma, a entrega e a sintonia que qualquer um dos 23 tem com os restantes 22. Eu tenho uma data de ideias diferentes do Paulo, mas acredito que as dele estejam bem mais fundamentadas do que as minhas, pelo que esta é a minha selecção e com estes rapazes vou para a guerra, vou gritar, chorar e, acredito, vou vencer mais do que perder.

  

Leonardo Jardim sai do Sporting para ir ganhar 10 vezes mais, rende uns milhões de euros com a sua saída mais os milhões que nos deu com a Champions, deixa-nos ainda uma equipa reconstruída e um punhado de novos valores inquestionáveis, tudo isto de forma pacífica e articulado com a direcção do clube e a malta o que faz? Critica, treme, teme o holocausto. Um dia depois da saída Bruno de Carvalho anuncia um contrato de 4 anos com o homem que meio mundo queria para o Porto e o Benfica e ainda assim os medrosos não desarmam. Marco, és o meu treinador, conta comigo para a guerra! 

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publicado por bolaseletras às 21:52

Ovelhas negras e as saudades de ser surprendido por malta da estirpe do Tarantino

Terça-feira, 20.05.14

 

A existência de ovelhas negras tem como pressuposto que entre nós predomine uma larga maioria de ovelhas brancas, quiçá puras na sua cor alva e no que maioritariamente é entendido como social e politicamente aceitável. Aprofundando o raciocínio, esta classificação por cores ou comportamentos implica obrigatoriamente a existência de uma entidade hierarquicamente superior que defina esses padrões de pureza ou que identifique quem deve ser considerado como a mancha negra de um rebanho. Poder-se-ia pensar que, pelo menos neste lado do hemisfério, no qual vivemos em sociedades supostamente democráticas, que é o povo, ao eleger os seus representantes, quem indirectamente determina os padrões definidos por esses seus representantes. Mas é aí que a porca torce o rabo, uma vez que se o povo tem a liberdade de produzir ditos espirituosos como este, já pouco manda no que respeita à definição do que a sociedade, ou melhor, a lei, estabelece ser o padrão aceitável e dentro dos limites dos artigos que nos definem a puta da vida.

 

Como esta conversa de cima me deprimiu um bom bocado, aproveito a excelente fotografia de Ruddy Roye para lamentar o facto da sétima arte não me brindar já há uns anos valentes com uma obra com o fôlego de Pulp Fiction. Agora vou deprimir-me mais um bocadinho e pensar se a culpa é da sétima arte ou meramente da minha condição de relapso cinematográfico que já não entro numa sala de cinema vai aí para uns 365 dias and peanuts.

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publicado por bolaseletras às 17:51

Devias ter comido a papinha e tirado um cochilo, pequenino!

Segunda-feira, 19.05.14

 

Desde miúdo que sou aquele tipo de pessoa que não se importa de emprestar tudo e mais alguma coisa. Por generosidade pura e dura, por gostar de dar prazer a amigos e conhecidos com o que lhes empresto, porque não sou propriamente um tipo que dê um valor exagerado à posse material de um DVD, de um CD, de uma raquete de ténis, de uns óculos escuros, de um par de chuteiras ensinado pelo último dos fantasistas, etc., etc. Há uma excepção e essa tem a ver com bens muito especiais que levam consigo algo de mim. Sim, falo de livros, dessa fonte de sonhos e ideias, desse cantinho de palavras buriladas em filigrana, desse objecto tão simples e tão maravilhosamente complexo. Lembrei-me dessa minha dificuldade em emprestar livros quando me lembrei de voltar a escrever sobre eles aqui no blog, nomeadamente sobre “O mapa e o território” de Michel Houellebecq. Já tinha iniciado a minha actividade de escriba sobre mais essa pérola de Houellebecq (http://bolaseletras.blogs.sapo.pt/618985.html) , faltava apenas extrair das páginas do mesmo as pequenas pérolas que havia sublinhado aquando da sua leitura para partilhar com o mundo em geral e os caros visitantes deste blogue em particular. Foi então que me lembrei…o livro emprestei-o a um bom amigo, daqueles muito insistentes e a quem não consigo negar empréstimos, mesmo que de livros. Pior, lembrei-me depois que essa pobre alma me informara há tempos, com um sorriso misericordioso e displicente que o livro ficara no avião, para mal da cultura geral da humanidade e para deleite de um qualquer outro ocupante desse maldito pássaro com asas. Pequenino, o meu livro, hein??? Já que não posso recuperar as pérolas que sublinhei, que tal ofertares-me um, mesmo que limpo das pérolas que o meu intelecto e o meu sensível coraçãozinho marcou a carvão naquelas saudosas páginas? Vê lá isso!

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publicado por bolaseletras às 16:54

O Jamor, o tintol e as asas da salvação (Benfica 1 - Rio Ave 0)

Domingo, 18.05.14

 

Os meus anos de taça de Portugal ensinaram-me que aquilo que o Jamor proporciona em convívio e mística retira em segurança, condições logísticas e dificuldades de organização. A piorar a coisa, a malta fica a virar minis, garrafões de tintol e a enxaguar as entranhas com bifanas e coiratos até ao último segundo, como que desejando aquela enchente medonha e perigosa na porta da maratona. Acho que nunca ninguém morreu entalado ou espezinhado porque as asas do Deus Baco devem elevar muita gente nos momentos mais complicados. Quanto ao jogo tenho a assinalar o facto do Benfica ter melhorado muito, tendo em consideração que este ano os jogadores aguardaram até à entrega da taça. Quanto ao Rio Ave, achei de uma violência atroz, depois de tanto azar e da derrota, obrigar os barbudos de Caxinas a oscularem a madame Assunção inconseguir. São caxineiros, mas são gente honrada, não havia necessidade.

P.s. – Fotografia “roubada” ao FB do excelente blog “Lá em casa mando eu” 

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publicado por bolaseletras às 21:36

O dia em que a Justiça se reconciliou com o futebol (Barcelona 1 - Atlético Madrid 1)

Sábado, 17.05.14

 

Desde os tempos em que Paulo Futre cavalgava, de cabelos ao vento, pela relva do Vicente Calderon que tenho o Atlético de Madrid como a minha equipa fora de portas. A paixão dos adeptos, aquela imagem de garra e paixão que se cola à pele do futebol dos seus jogadores, nunca me deixou indiferente. Hoje, no jogo decisivo, temi inicialmente que um Barça envelhecido e com tiques de rei demasiado abastado destruísse injustamente um sonho quase inimaginável. Depois das lesões de Diego Costa e de Arda Turan, após o impossível golo de Alexis Sanchez, também eu pensei em atirar a toalha ao chão. Depois, veio o intervalo, e surgiu uma entrada de leão dos madridistas na segunda parte, 3 minutos infernais que desembocaram num fulgurante golo de cabeça do leão uruguaio Godin. Simeone só pode ter baixado as calças ao intervalo e dito àquela rapaziada desconfiada das suas capacidades que as suas e as bolas deles não podiam ser mais pequenas que o sonho que carregavam no coração! Que garra, que ganas, que coragem em defender com homens no campo todo, e não só encostados à grande área, como estranhamente tem feito o Chelsea de Mourinho.

 

No final, Simeone a rir e a olhar para o céu, as lágrimas dos jogadores, a certeza de que tinham feito história, de que tinham feito milhões acreditar que a união faz a força e que a vontade leva-nos aos sítios mais longínquos. Quatrocentos e quarenta sete adeptos do Atlético perdidos no mar de 98.000 adeptos blaugrana, 98.000 que no final se levantaram e aplaudiram os jogadores do Atlético, reconhecendo e vergando-se perante tanta alma. Ainda há sonhos perfeitos, no futebol e na vida.

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publicado por bolaseletras às 21:19

Um fim de semana em grande, para os meus amigos e amigas

Sexta-feira, 16.05.14

 

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publicado por bolaseletras às 18:19

É tão bom viver em tempos em que a livre expressão é um direito constitucional

Quinta-feira, 15.05.14

 

Ainda quanto ao jogo de ontem, porque anda por aí muita gente muita incomodada com as naturais e saudáveis piadas de quem não é benfiquista e, pelos vistos, se recusa a ser bom pai de família, tenho a declarar que, como é hábito nestas coisas de jogos internacionais de qualquer equipa portuguesa, durante o jogo desejei sincera, mas moderadamente, é evidente, que ganhasse o clube português (note-se, não o clube com mais jogadores portugueses), porque eu acho mesmo que está em causa o nome de Portugal e porque não gosto de ver os meus amigos sofrer, não obstante as suas infelizes escolhas clubísticas. Depois do apito final, epá, gosto de brincar, achincalhar, relembrar gozações passadas contra o meu Sporting do coração e partir para a saudável e alegre gozação. Como não estou com muita paciência para perorar sobre a parvoeira que é a irritação vermelhusca por ser alvo de trocadalhos do carilho e afins sobre mais um belo momento de cabeça a inchar, fica este óptimo texto de um amigo de um amigo sobre o tema:

 

"Aos meus amigos Benfiquistas: vamos a ver se nos entendemos. Deverão encarar com absoluta normalidade que existam pessoas que não são benfiquistas que se sintam... livres para não vos acompanhar no vosso desgosto futebolístico. Tal como vocês foram e são livres para não sentirem as nossas dores, infelicidades e misérias (falo pelos sportinguistas). É que , muito simplesmente, nenhum português adepto de outro clube tinha qualquer obrigação moral de apoiar (ou de fingir que apoiava) o Benfica na Final de ontem. Por muito que não vos entre na cabeça não era Portugal ontem que estava em causa: não jogava a Selecção Nacional, nem sequer jogavam muitos portugueses (havia mais portugueses até a jogar pelo Sevilha, salvo erro). E para efeitos de ranking das equipas portuguesas, importante foi vocês terem chegado à final, sendo irrelevante se a ganharam ou não. Quanto ao patriotismo, vocês fazem parte de Portugal, também valorizam e projectam positivamente o nosso País (algumas vezes), mas Portugal não se subsume ao Benfica. Já não vivemos no tempo da Ditadura em que o vosso Clube era o suporte de um regime e em que tudo aquilo a que os portugueses tinham direito era a cantar uns faditos e ouvir umas cançonetas na rádio, beber uma vinhaça, bater na mulher, ver a RTP, ir a Fátima, e gritar pelo Benfas. Já lá vai o tempo em que "quem não é do Benfica não é bom chefe de família". Houve entretanto um 25 de Abril. E para o pior, ou para o melhor, o Mundo mudou. E o Futebol também.

  

E quem como o vosso básico treinador Jesus andou todo lampeiro a invocar o apoio dos adeptos do Torino contra a Juventus ou do Betis contra o Sevilha não pode vir agora exigir que Sportinguistas ou Portistas chorem com vocês ou tenham de calar o seu humor. Há sportinguistas e portistas estúpidos, insensíveis, e sem piada nenhuma? Com certeza. Mas a sua livre expressão é um direito constitucional. Quanto ao jogo de ontem vocês têm naturalmente razão de queixa: do árbitro sim. Mas sobretudo da vossa qualidade de jogo, e das insuficiências do vosso treinador. Lamento sinceramente que ontem tenham perdido - porque não gosto nada de ver amigos tristes e porque o meu clube em nada seria prejudicado com a vossa vitória. Mas vocês sabem bem que ontem não foi o fim do Mundo - para ninguém. E um conselho: tentem ser mais humildes e magnânimos nas vossas vitórias. E lúcidos: é que vocês podem achar que são gigantes neste país pequeno e submisso ao Poder da incultura e do dinheiro (e vocês têm mais para gastar). Mas lá fora vocês não asfixiam ninguém. Melhorem, trabalhem, projectem-se pela qualidade e mudem de treinador - quer queiram quer não, e por muito engraçado que seja, o Jorge Jesus nunca passará de um grunho incompreensível aos olhos de todos." 

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publicado por bolaseletras às 22:16

A vida é Béla, o Beto é que dá cabo dela (Sevilha 4-Benfica 2, em penalties)

Quarta-feira, 14.05.14

 

Três penalties roubados, um punhado de jogadores de renome que se esconderam e acagaçaram  nos momentos decisivos (Gaitan, Rodrigo e Lima), um miúdo com muita técnica e que tem o bom hábito de jogar de cabeça levantada a perder bolas sem fim como um juvenil imberbe (André Gomes, mais um fetiche de Paulo Bento), um Beto superlativo e uma maldição que teima em sobreviver. É só um jogo de futebol, amigos, não sofram demasiado. Um abraço especial aos meus dois manos velhos que foram a Turim beber as lágrimas um do outro e outro muito forte ao grande Carriço!

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publicado por bolaseletras às 22:57

Se Deus fosse perfeito

Terça-feira, 13.05.14

 

Por Paolo Pellegrin

Jenin, Palestine, 2002

 

Sempre que me deparo com este tipo de imagens dramáticas, em que o desespero das mulheres é o foco da câmara, silenciando todos os outros sons em redor, imagino que a dor que aquelas almas atormentadas expulsam de dentro de si é a dor de uma mãe que perdeu um filho. Não haverá maior dor do que perder um filho, mas essa dor ultrapassa todas as escalas do sofrimento humano quando sentida pela flor da criação, pelo ventre que gerou o mais belo fruto e que agora foi traído pela ignorância humana e o desprezo divino. Se Deus fosse perfeito, a uma mãe estaria vedada a crueldade de pegar na mão fria e inerte do seu filho.

 

Por Andy Spyra

Srinagar, Kashmir, India 2009

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publicado por bolaseletras às 17:15

Demasiada gente precisa de parar e congelar a loucura

Segunda-feira, 12.05.14

  

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publicado por bolaseletras às 18:24






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