Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Nem só os ricos têm facebook, Senhor

Terça-feira, 10.06.14

"É Mais Fácil um camelo passar pelo buraco da agulha, que um rico entrar no reino dos céus".

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 17:03

Nada de novo pelo mundo dos cifrões

Segunda-feira, 09.06.14

 

Como no panorama socio-político do lusopédio nacional pertenço, orgulhosamente, ao estrato social vulgarmente designado por “arraia miúda”, posso escrever pelas redes sociais coisas desta profundidade: “Ando angustiadíssimo porque sei que devo um almoço mas não me lembro a quem. Imagino como andarão os administradores do BES Angola que não fazem ideia a quem emprestaram 5.7 mil milhões de euros”. Ainda assim, pelo que vou por aí vendo, o merecido aprofundamento de tão, pensava eu, gravosa situação, não vai muito além dos costumeiros artigos indignados nos jornais, de umas bocas pelos corredores da alta política, de um silêncio respeitoso de quem não quer fazer má figura perante os big shots da economia nacional. Alguém foi preso? Alguma investigação foi aberta? Silêncio, nicles batatóides. E o BES lusitano, a casa mãe, o que tem a dizer sobre tão sensível tema? Ah e tal, que o BES Angola é um banco independente, sujeito às leis e regras angolanas, daí lavamos as nossas mãos como Pilatos. O que é que interessa que 55% da estrutura acionista do banco irmão angolano esteja nas mãos do banco português? Pouco ou nada, certamente, até porque parece que o estado angolano já avançou com as garantias que protejam o banco de eventuais atrasos e incumprimentos dos amigos, primos, conhecidos e testas de ferro em pagar o que lhes foi emprestado sem regras, sem papéis assinados, a la gardére, como se usa dizer. Quem paga? O mexilhão, como é evidente. Nada de novo por terras e ex-colónias lusas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 17:59

Claudia Schiffer, 2012, com 41 anos. Sim, 41 anos.

Domingo, 08.06.14

 

 

  

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 18:19

A torre da memória

Sábado, 07.06.14

 

Como a formiga que passa os Verões radiosos a preparar os dias inclementes de Inverno, assim é o homem, ávido por construir uma gaveta de gratas e inesquecíveis memórias nas idades da consciência, as da tormentosa juventude e da esforçada meia-idade. Espera ele que as memórias lhe alimentem uma velhice calma e confortada pelas imagens que o passado lhe legou. Dois obstáculos encontro a esse meticuloso plano de vida. Primeiro, diz-me a experiência (ainda a meio, graças a alguma bondosa divindade) que as mais maravilhosas memórias provêm da infância, quanto muito da tenra adolescência, fase ainda alheia à consciência da importância de guardar nas gavetas da memória esse passado histórico. Segundo, acredito que somos bem mais felizes quando agimos na espontaneidade e abençoados pelo esquecimento dessa “tarefa” a que nos obrigámos, essa nobre arte de pintar belos quadros para pendurar na parede que lá longe contemplaremos. Os dois obstáculos são indissociáveis, porque se hoje ainda conseguimos agir movidos pelo instinto ignorando o maquiavélico plano de construção dessa inquebrantável torre de reminiscências, à infância e ao seu legado o devemos. Recordar menos e viver mais, recordar menos e viver mais, ora aí está um belo mantra.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 22:19

O tempo é o que fazemos dele

Sexta-feira, 06.06.14

Chove lá fora, mês de Junho, Portugal, terra do ócio induzido pelo astro rei. As agruras que os nossos modelos de governação e seus ineficazes executores seguiram nos últimos anos fizeram o favor de nos trazer as nuvens negras invisíveis, o S. Pedro fez agora questão de agravar a depressão tornando esse cenário bem visível e palpável. Mentalmente percorro outros anos, outros Junhos, mergulho num passado recente que não desisto de tornar em futuro. Temos sempre a possibilidade de mudar tudo, até a metereologia, acreditem. Se chove cá fora façamos o sol queimar-nos por dentro. Volto a citar uma maravilhosa e certeira expressão imortalizada por algum circunspecto e bigodudo lorde inglês: “Complaining about the weather is the first sign of madness”.

  

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 17:26

Sobre o amor e afins

Quinta-feira, 05.06.14

 

Surripiado ao blog http://frenchkissin.blogspot.pt/ que o terá previamente furtado à colectânea "Qual é a minha ou a tua língua - Cem poemas de amor de outras línguas", da Assírio e Alvim.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 16:17

Da renúncia, por Ana Cássia Rebelo

Quarta-feira, 04.06.14

 

A Ana Cássia Rebelo (http://ana-de-amsterdam.blogspot.pt/) tem a rara capacidade de provocar tremores de terra cirúrgicos. As palavras que nos atira à cara são ásperas, feias e ferem. Após o primeiro embate, quando voltamos a elas para confirmar as indesejadas sensações, percebemos que os caminhos da verdade são, mais que tortuosos, dolorosos. Nunca nada se conseguiu sem sofrimento. Fiquem com a Ana de Amsterdam.

 

“Fiz a aprendizagem da minha condição e, com passividade absoluta, acatei leis antigas. Aprendi o meu papel no casamento e na cama. Fui uma deusa morta, não uma mulher viva. Distribuí sorrisos, fiz sopas, massas guisadas, bolos de erva-doce, lavei copos e pratos, estendi cuecas, meias, lençóis; à noite, abri as pernas, arfei de cansaço e aborrecimento, recebi o esperma conjugal, virei-me para o lado e adormeci. Mas a máscara ainda não estava enterrada na carne do meu rosto. Numa noite de Verão, raspei os nós dos dedos na parede até os ver sangrar, mordi os braços, cuspi no espelho, arranquei a roupa do corpo e, assim nua, fugi. Uma desconhecida encontrou-me no largo da aldeia, encolhida junto de um canteiro de goivos. Levou-me para casa, lavou-me as feridas. Depois, sem nada perguntar, explicou-me o óbvio: não há maior tragédia na vida de uma mulher do que a renúncia; antes o desespero e a loucura.”

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 18:00

O que é demais é demais

Terça-feira, 03.06.14

 

Acabem-se os papéis, as dúvidas jurídicas, os bloqueios burocráticos enredados em receios gestionários. Extingam-se os carimbos e os selos brancos, abominem-se as urgências sem sentido e benefício, encerrem-se os guichets que continuamente nos empurram para o guichet seguinte. Que impere o rei sol, o azul do mar e tudo o resto que rima com areia molhada e corpos bronzeados. O que é demais é demais e só o prazer nunca é demais.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 18:36

Pawel Kuczynski, artista satírico

Segunda-feira, 02.06.14

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 18:31

E o melhor do mundo...

Domingo, 01.06.14

 

Sim, o melhor do mundo são as crianças, sobretudo quando estão a dormir e reluzem que nem anjos, permitindo-nos aquelas abençoadas horas de descanso até ao próximo round de intensa educação, brincadeira, ralhetes, alimentação, banhos, gestão de conflitos, etc., etc., etc. Está cada vez mais na moda discutir as melhores formas de educar as crianças de hoje e os homens de amanhã. Enquanto o aceso debate se eterniza (para um bom resumo, este excelente artigo de João Miguel Tavares - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/e-se-ter-filhos-nao-for-assim-tao-giro-1637635), os pediatras enriquecem perante as angústias dos pais, a busca desenfreada pela solução miraculosa que faça deles próprios os melhores pais do mundo e dos seus rebentos the next big thing. Eu, como tenho preguiça de ler esses calhamaços e porque o que neles encontrei sempre me pareceu partir de um princípio muito suspeito (as crianças serem esterótipos e cópias umas das outras, pelo que as receitas a aplicar surtiriam efeito quase certo, assentes numa estranha realidade em que as diferenças entre os petizes seriam escassas), formulei alguns princípios que me conduzem nessa estrada de Damasco de não legar ao mundo um par de serial killers. Senão vejamos: 

Em primeiro lugar, confiar no nosso instinto. Os nossos patrões ainda não nos substituíram por robots exactamente por essa extraordinária capacidade inata que abençoou a raça humana. Em segundo lugar, deixar que o pouco ou muito que temos da criança dentro de nós ressurja nos momentos em que brincamos, falamos e rimos com os nossos filhos. Dessa forma, eles olharão para nós não como um adulto chato e distanciado, mas como um adulto próximo e que os entende, abrindo assim as portas para um mais fácil e eficaz exercício da autoridade. Nada temam, não irei escrever o próximo milagre sobre a arte de bem educar, cometo demasiados erros para isso, grito demasiado quando deveria contar até 10, esqueço-me mais vezes do que devia que também eu já fui uma criança que abominava o estranho mundo daqueles adultos carrancudos e afundados em regras. Ainda assim, é com alegria que mudei a minha vida por vocês, pelos vossos sorrisos, por vos ajudar a crescer e a aprender, por reaprender com vocês o valor inestimável da infância. Sejam muito felizes, rapazes, darei o couro e o cabelo por vos facilitar esse intrincado mas maravilhoso caminho.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 22:15


Pág. 3/3





mais sobre mim

foto do autor


subscrever feeds



Flag counter (desde 15-06-2010)

free counters



links

Best of the best - Imperdíveis

Bola, livres directos & foras de jogo

Favoritos - Segunda vaga

Cool, chique & trendy

Livros, letras & afins

Cinema, fitas & curtas

Radio & Grafonolas

Top disco do Miguelinho

Política, asfixias & liberdades

Justiça & Direito

Media, jornais & pasquins

Fora de portas, estrangeirices & resto do mundo

Mulheres, amor & sexo

Humor, sorrisos & gargalhadas

Tintos, brancos & verdes

Restaurantes, tascas & petiscos

Cartoons, BD e artes várias

Fotografia & olhares

Pais & Filhos


arquivos

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D

pesquisar

Pesquisar no Blog