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Trabalhar p´ró bronze - Toca a espevitar!

Segunda-feira, 17.11.14

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Não há muito mais a escrever sobre a necessidade de alegrar as hostes com idílicas imagens de ninfas que se bronzeiam como se não houvesse amanhã, deusas que se entregam à luxúria do refrescante abraço do mar, ao efeito mágico que o toque da areia molhada provoca na pele e nos sentidos. O país desconfia de si, de todos, da sua capacidade para sair do atoleiro em que se encontra. As conversas de elevador deixaram de ser sobre o tempo, a chuva, o fim de semana que promete sol para darem lugar a um silêncio bafiento, envergonhado, a uma vergonha alheia que desgasta e torna os dias ainda mais cinzentos. O mal e a falta de vergonha existem e não são passíveis de erradicação, boa gente, mas ao nosso alcance está sempre a possibilidade de mudarmos algo em nós, nos que nos são próximos, nos sorrisos que escasseiam lá por casa, no excesso de seriedade naquele amontoado de cubículos informatizados onde passamos o dia. O destino não é, não pode ser cinzento. Pensem que pode ser necessário bater no fundo para olharmos para cima e ver a luz, que o passo atrás pode não ser uma fuga mas sim uma forma de ganhar balanço para mudarmos este atoleiro. Vá, o Verão está longe mas a luz ao fundo do túnel cresce mais um bocadinho todos os dias, vamos lá a espevitar, gente boa!

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publicado por bolaseletras às 17:51

Fernando Santos

Sábado, 15.11.14

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Esperei ter tempo, paciência e também por algum trabalho já apresentado, para me pronunciar sobre a escolha, os méritos ou os deméritos do novel seleccionador Fernando Santos. Quanto à escolha, digamos que a FPF apostou no politicamente correcto e na certeza ao invés do risco. Fernando Santos tem mais apoiantes que detractores no universo dos 3 grandes, pois treinou os 3, o que evita à partida obstáculos intransponíveis na sempre difícil gestão dos engulhos com os principais clubes lusos. Fernando não é um treinador particularmente entusiasmante no futebol que coloca as suas equipas a praticar, mas garante equipas coesas, defensivamente preparadas e tacticamente competentes. Pessoalmente, gosto do Fernando. É calmo e discreto, sem deixar de ter aquele ar de tipo porreiro que deve ser um bonacheirão à volta de uma mesa com boa comida, melhor bebida e fantásticos amigos. Gosta de jogar à sueca e de sorver o cigarro até à beata, pelo que não é certamente um mau exemplar do espécime lusitano.

E o que se tem visto do mister Fernando até aqui e, em particular, no jogo de ontem? Digamos que toda a gente esperava pela renovação de uma selecção longe dos seus melhores tempos, pelo que se Fernando Santos chamou algumas jovens novidades (Cédric, Rafael Guerreiro, André Gomes) não deixou também de o fazer amparado em alguns veteranos que com Paulo Bento tinham desertado ou sido afastados da selecção. Falo de Ricardo Carvalho, de Tiago, de Bosingwa e de Quaresma. Concordo com isto? Apenas em 25% dos 4 casos. Ricardo Carvalho, por mais que o adore e o considere o central mais elegante à face da terra, cometeu um erro grosseiro quando pensou que os seus interesses pessoais estavam acima da selecção. Não é novo, longe disso, pelo que a sua exclusão deveria ter servido de exemplo para os outros. Tiago quis abandonar a selecção quando não era titular, arrependeu-se no momento em que percebeu que podia ser útil – quanto a estes casos nunca perceberei nem aceitarei a opção de um jogador em não querer representar o seu país. Bosingwa desrespeitou um seleccionador em funções, isso devia ter sido suficiente…Quaresma, ao contrário dos restantes, nunca mostrou que fosse aquela maçã podre de que tanta gente falava, sentado no banco ou dentro das 4 linhas. Tem sido a muleta que faltava a Cristiano Ronaldo sempre que sai do banco, o que diz muito da dedicação do homem à causa. Porque é que Fernando Santos falhou 3 em 4? Muitos acharão que não falhou, que é legítima a sua opção de recuperar os 3 veteranos retornados. Sem dúvida que tem legitimidade para essa escolha, pelo simples facto que foi ele o escolhido para decidir. Não concordo mas não deixo de apoiar o mister Fernando e os 3 jogadores que referi. A selecção acima de tudo, força rapazes!

 

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publicado por bolaseletras às 22:25

Tímida aproximação à causa das coisas

Sexta-feira, 14.11.14

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Porque é que chegámos a este estado de alma da nação? Não sei qual foi o factor decisivo, mas sou rapaz para identificar alguns factores que não devem ser alheios ao que se passa neste nosso cantinho à beira mar plantado (eu sei que devo escrever esta expressão dia sim dia não, mas não conheço forma mais fofinha de me referir ao nosso Portugal):

  • Uma boa fatia da população feminina acredita piamente que é nas revistas cor-de-rosa que encontrará o caminho para a felicidade, o sentido mais profundo do que andamos para aqui a fazer, a cura de todos os males, o segredo da beleza eterna.
  • Há rapazes e raparigas a oferecer o corpo, a nudez e os valores que alguém se lhes esqueceu de transmitir ao mundo, via televisão, em direto, em troca de uns cobres ganhos durante uns meses, como estrelas, entertainers, DJ´s, o diabo a sete nas discotecas da parvónia e da cintura industrial de Lisboa e Porto.
  • Os políticos e os servidores públicos deixaram que aquele que deveria ser o seu objetivo último - a promoção, salvaguarda, respeito e defesa da coisa/causa pública - se esfumasse por um canudo.
  • O Bruno de Carvalho tende a esquecer-se que sem amor ninguém, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, conseguirá, por mais que queira forçar isso, dar o seu melhor.

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publicado por bolaseletras às 20:06

A falta de tempo dá nisto...e não é mau de todo

Quinta-feira, 13.11.14

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publicado por bolaseletras às 17:25

Skate - the good old fashion times

Quarta-feira, 12.11.14

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publicado por bolaseletras às 19:58

Message in a bottle

Terça-feira, 11.11.14

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Queria soltar o grito que lhe apertava a garganta mas o som saía seco, quase morto, asfixiado pela vergonha de ter chegado a esse ponto. Pedir ajuda era como descer ao grau mínimo da condição humana, era assumir-se como não vencedor, um mero mortal sujeito às fragilidades dessa incómoda condição. No fundo da sua derrota estava uma fervilhante vontade de dizer a todos aqueles que ainda acreditava lhe queriam bem que precisava deles, de um abraço, de um empurrão, em suma, de ajuda. Estava preso em si, nos ensinamentos e ditames de uma sociedade que valorizava o sucesso e a capacidade de levar tudo à frente sem um braço em redor dos ombros, sem olhar para o lado, sem uma palavra de incentivo. Deixou o tempo passar, carcomido por dentro, enterrado na desesperança. Mais tarde, bem mais tarde, olhou em volta e sentiu-se finalmente acompanhado, integrado num grupo. Por todo o lado sentia aquela impotência, aquele silêncio desesperado, a ensurdecedora incapacidade de estender a mão, de verter uma lágrima, de clamar por um abraço ou uma palavra, um olhar que fosse.

Estas histórias imaginadas têm apenas um inconveniente – não há imaginação que não se sustente num pedaço de realidade. E a doença, muito mais do que a sua ausência, tem uma capacidade de multiplicação imparável, sobretudo se não controlada no momento devido. Be aware, be very aware.

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publicado por bolaseletras às 17:42

A espera...

Segunda-feira, 10.11.14

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What the hell is she waiting for?

 

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 17:39

Sporting 1 - Paços de Ferreira 1

Domingo, 09.11.14

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À enésima referência que o comentadeiro futeboleiro faz a Minhoca, o meu filho de 5 anos, atento ao meu ar desesperado e ao papel de assistente do bom do Minhoca no golo do Paços de Ferreira, questiona-me, desmentindo todas as teses relativas à infantil inocência, com as seguintes palavras: “Pai, as minhocas são muito rápidas”? A minha estupefacção não é menor do que a de qualquer adepto leonino, quando não consegue, mais uma vez, explicar o que se passa com este clube e equipa. Temos o meio campo da selecção nacional, o ataque preenchido pela sensação argelina do último mundial, pela maior promessa do futebol peruano e pelo segundo melhor jogador português, temos dois bons laterais e o melhor guarda-redes português e, ainda assim, deixamos que o Paços de Ferreira passe toda a primeira parte a dominar-nos e a vulgarizar-nos. Explicações? Tantas e já tão gastas. William Carvalho que ou está desmotivado ou está cansado dos dois jogos por semana, o Presidente que ou foi demasiado duro com a equipa ou virou a arbitragem contra o clube, os centrais que são de menos ou os avançados que falham de mais, o árbitro que vê foras de jogo onde eles não existem, sobretudo quando as camisolas são verdes e não vermelhas, e mais, muitas mais, o rol explicativo é infindável. Enfim, escrevia-se um livro, com tanta justificação, embora nada justifique que todos estes problemas se eternizem e multipliquem, toda a gente os conheça e não se corte o mal pela raíz.

Quanto ao Benfica, tive muito boa gente a espicaçar-me para denunciar mais uma arbitragem vergonhosa que, mais uma vez, disfarçou um jogo menos conseguido dos vermelhuscos. Vou pelo que me dizem e leio, mas eu, farto de me enervar com vergonhas destas, logo após ter visto o guarda-redes do Nacional oferecer 2 golos ao Benfica mudei de canal. Estou eu a insinuar que o jogador madeirense facilitou a vida? Não, nada disso, mas o que é certo é que quando o Benfica joga mal tudo acontece para que os 3 pontinhos lá vão surgindo. Deve ser um misto de sorte e coincidências astrológicas, certamente. Só nos saem Duques!

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publicado por bolaseletras às 22:27

A chave

Sexta-feira, 07.11.14

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Buscamos incessantemente a resposta para a rotina que nos entorpece, para os dias sempre iguais, para uma vida que se arrisca a cair numa cadeia de produção fastidiosamente contínua. Olhamos sem cessar, quase não piscando os olhos para que a solução não nos escape naquele pestanejar assassino, sentimos que a resposta chave é cada vez mais remota. Queremos redescobrir a sensação de estarmos vivos e parecemos ter esquecido de onde viemos, do material de que somos feitos, que mais não somos que animais a quem concederam as malditas capacidades de pensar, repensar e, por fim, angustiar nessa intrincada rede de redondas racionalidades.

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publicado por bolaseletras às 17:14

Cães, gatos e adolescentes (não confundir com feios, porcos e maus)

Quinta-feira, 06.11.14

 

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Tenho uma grande admiração pelo Ricardo Araújo Pereira, o que não me impede de ter igualmente um problema com a sua ofuscante omnipresença. Se por um lado já fez tanto, mas tanto por provar que é possível fazer melhor, diferente, que o humor pode ser inteligência pura, que para se fazer humor não é preciso descer aos infernos da boçalidade, por outro esbarro sempre no meu preconceito contra aqueles que aparecem muito, sem parar, a todo o momento. Não obstante essa dualidade que me assalta o espírito, o RAP assume-se invariavelmente como música para os nossos ouvidos. Fiquemo-nos por esta pequena pérola: 

 

“Quando, há pouco tempo, passei a ter um gato, comecei a perceber a razão do fascínio. De facto, é um bicho que nos despreza de uma forma muito elegante. Está evidentemente convencido da sua superioridade em relação a nós – e é capaz de ter razão. Mas continuo firme no meu entusiasmo em relação aos cães. Os gatos sabem qualquer coisa; os cães são tão estúpidos como eu – o que lhes dá um encanto muito especial. Os gatos parecem ter uma informação importante acerca do que é isto de estar vivo; os cães não fazem a mínima ideia do que andam aqui a fazer. Acham quase tudo espantoso e não têm vergonha desse maravilhamento constante, apesar de ser tão parecido com a estupidez. Os cães são crianças, os gatos são filhos adolescentes: também nos amam, embora com alguma relutância, acham mesmo que são independentes, e às vezes estão escondidos num armário. É a adolescência sem tirar nem pôr.”

Trecho de artigo publicado na Revista Visão e roubado daqui: http://frenchkissin.blogspot.pt/

 

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publicado por bolaseletras às 17:22






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