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A sorte foi que a menina Legwinsky estava ocupada

Quarta-feira, 15.04.15

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“She was the third beer. Not the first one, which the throat receives with almost tearful gratitude; nor the second, that confirms and extends the pleasure of the first. But the third, the one you drink because it’s there, because it can’t hurt, and because what difference does it make?”

 

Por Toni Morrison, em “Song of Solomon”

 

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publicado por bolaseletras às 18:20

Reclinai-vos e dançai sem sobressalto

Terça-feira, 14.04.15

z_by Leonard Freed_Night Club, Frankfurt, West Ger

Fotografia por Leonard Freed, clube nocturno em Frankfurt, 1965

 

Tenho um problema com o Carlos Vaz Marques. Grave? Gravíssimo. O homem é doente pelo Benfica e a doença distorce-lhe a mente e o espírito. Sem nos conhecermos de parte alguma, já nos insultámos mutuamente no twitter devido às suas aleivosias vermelhuscas. Só para chatear, o homem despeja o texto que se segue pelo facebook e eu sorrio candidamente. Mais um que não tem coragem de se assumir - o homem só pode ser leão.

 

“Há coisas importantes que me aborrecem. Há assuntos de merda que me interessam. Gosto da ideia de que quase tudo é linguagem. Wittgenstein, esse grande feiticeiro. Sento-me à mesa de uma esplanada e ouço fragmentos de conversas como uma velha coscuvilheira. Não faço nada delas mas percebo que há vidas para além do meu solipsismo. Finto permanentemente a obrigação profissional de dar atenção ao mundo. Escuto canções como se tivessem sido escritas para mim. Tudo está repleto de sinais obscuros. Todos conspirando para sublinhar a irrelevância daquilo que me ocupa. Todas as vidas são manifestamente inúteis. Há mais de seis mil milhões delas à face da terra. No dia em que alguma coisa fizer sentido o mundo desmorona-se. Uma pessoa amiga perguntou-me há dias como posso, sem deus, evitar os meus piores instintos. Não tenho resposta. Quero apenas a aceitação daqueles a quem entrego incompreensivelmente o meu afecto. Trato os instintos como animais domésticos. Deixo-os andar à solta pela casa mas obrigo-os a urinar no sítio certo. Ó, vós, crentes, tranquilos administradores dos vossos sentimentos, domadores do pássaro azul, domesticadores da inquietação, reclinai-vos e dançai sem sobressalto. Nós, os que já morremos repetidamente, vos saudamos.”

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publicado por bolaseletras às 23:36

Naturalmente imperdível, num blog com fundo negro (não, não é um post it)

Segunda-feira, 13.04.15

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publicado por bolaseletras às 17:51

Estranhos desejos

Domingo, 12.04.15

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Fugiu para bem longe, para junto do mar, sempre, mas para uma praia desconhecida e rochosa onde ninguém conhecido a encontraria, ou nenhum desconhecido a quereria conhecer. Toda uma vida a fugir da sua beleza, da sensação de que a sua carne tenra, os seus seios burilados por mãos divinas, os seus cabelos, o seu sorriso estupidamente atraente não permitiriam ver para além disso. Namorados loucos por ela, amantes a seus pés, mil homens recusados, outros mil sem o privilégio de um não, apenas o silêncio de quem já não aguenta tanto desejo, tanta adoração, tanto filho da puta que a via como um corpo, um mero objecto de desejo. A menina que nunca deixou de ser nunca mais surgira aos olhos dos outros, a mulher doce, inteligente e sensível desaparecera por entre duas nádegas perfeitas que apagavam da face da terra e aos olhos de todos tudo o resto que ela era. Quem lhe dera ter nascido feia, gorda e frígida. 

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publicado por bolaseletras às 21:57

Mais cego é aquele que não quer ver

Sábado, 11.04.15

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John Bramblitt será o expoente máximo do inspirador movimento que muito boa gente tem apelidado de “fuga à zona de conforto”. Depois de ter ficado cego já na idade adulta decidiu começar a pintar. Aprendeu a distinguir a cor das tintas sentindo as suas texturas, a aplicar a tinta delineando uma imagem e a usar os dedos para conduzir as pinceladas. Os quadros inspiram-se nas suas experiências da época em que ainda detinha o sentido da visão, mas também em pessoas para as quais bastava sentir os contornos da face com os seus dedos. Se isto não é inspirador não sei o que poderá ser. Fiquem com a arte deste genial pintor.

 

p.s. – O texto foi toscamente adaptado e traduzido daqui: http://www.amusingplanet.com/2015/03/john-bramblitt-blind-painter.html

 

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publicado por bolaseletras às 12:58

Humor negro em dose dupla no rescaldo das epifanias pascais

Sexta-feira, 10.04.15

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publicado por bolaseletras às 15:11

Mudança de pele

Quinta-feira, 09.04.15

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Ela sonhava com uma nova vida mas a sua história estava-lhe cravada na pele como ferro em brasa. Por mais que se debatesse para se libertar do que fora a sua felicidade, a sua dor, os seus uivos de prazer e lágrimas de sangue tudo lhe recordava o que fora e, inequivocamente, ainda era. A ânsia por um novo eu era demasiado forte para que não conseguisse um dia quebrar essas amarras, essas correntes de ferro glacial que a congelavam noutro universo que não mais queria habitar. Contudo, a grande questão estava ainda por responder ou talvez nunca tivesse sequer sido por ela colocada. Seria melhor o que estava ainda por viver, nessa outra realidade, nessa outra pele que não tinha a certeza ser a sua? 

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publicado por bolaseletras às 16:37

Rumo ao Jamor!

Quarta-feira, 08.04.15

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Ultrapassados os naturais receios de quem enfrenta um jogo decisivo que pode valer a época, os rapazes fizeram-se guerreiros e deram-nos o Jamor. Esta equipa precisa de títulos para consolidar o processo de crescimento e é isso que o Jamor nos dará. O clube merece, os adeptos mais do que todos, os jogadores, o Marco e o Bruno também. Obrigado rapazes, os parabéns chegarão quando o caneco estiver nas nossas mãos! Vamos a eles!

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publicado por bolaseletras às 22:05

Tratado sobre a luz, a cor e a amizade feminina, pela lente de Thomas Rusch

Terça-feira, 07.04.15

 Thomas Rusch_tratado sobre a luz, a cor e a amizad

 

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publicado por bolaseletras às 18:57

Toscos rabiscos em busca de uns pozinhos de sabedoria

Segunda-feira, 06.04.15

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“Deixa vir o que vem. Deixa ir o que vai. Observa o que fica”. Isto foi partilhado na rede social habitual por uma amiga e integra-se numa particular filosofia de vida que vai ganhando cada vez mais adeptos por esse mundo fora. Crescentemente as pessoas procuram reagir a uma sociedade que vive a uma velocidade estonteante, em permanente conflito, que se digladia contra infindáveis moinhos de vento no incessante jogo da acção-reacção. Confesso que sou um bocadinho avesso a estas teorias viradas para a filosofia zen ao som de celestiais melodias que nos deveriam permitir a entrada nesse maravilhoso mundo do eterno chillout. Confesso também que já fui mais avesso a essas ideias. Ao princípio, chateava-me um bocadito dizerem-me “deixa vir o que vem”, cheirava-me mais a acomodação e a não reação preguiçosa do que a saber aceitar que se as coisas nos acontecem é porque existe alguma razão última, de preferência benéfica, que os mistérios do universo e da vida nos reservaram. Se por um lado devemos saber viver com o que a vida nos lega, por outro temo que muitos possam confundir isso com conformismo. Se uma doença ou o desemprego nos batem à porta devemos deixá-los entrar sem emitir um grito de revolta ou gizar um plano de combate? Pois, sei bem que essa expressão não quererá significar isso, mas temo que para muitos possa ser uma justificação para o baixar dos braços.

Já quanto ao “Deixa ir o que vai” os mesmos sentimentos contraditórios me assolam o espírito. Devemos deixar fugir o nosso amor sem luta, aceitando que essa porta se fecha e outras se abrirão? Mesmo que isso possa determinar a nossa infelicidade futura? Mais uma vez sei que estou a simplificar a fórmula zen, mas provavelmente o problema está mesmo no simplismo que estes aforismos apresentam, no campo aberto que deixam a interpretações extensivas e desviantes. Como diriam alguns juristas empedernidos, o problema dos conceitos indeterminados são os elevados graus de discricionariedade que permitem. Já quanto ao “observa o que fica” subscrevo a cem por cento. O auto-conhecimento de nós próprios e da situação em que nos encontramos, face a nós, aos outros e à vida dão um jeitão. Vou ali beber uma mini e mudar para a SportTv que estas coisas reforçam-me as malditas dores de cabeça.

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publicado por bolaseletras às 15:47






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