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Silly Season!!!

Segunda-feira, 20.07.15

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O Verão está aí em força e a ninguém apetece ler blogs entediantes e armados ao carapau de corrida, quanto mais escrevê-los. Nem vos conto o miserável impacto que o post antecedente sobre essa chatice que são os livros teve no mundo em geral e na mui restrita comunidade de loucos (mas gente boa) que aqui vêm perder 5 minutos diários em busca sabe Deus do quê. Assim sendo, e porque o calor aperta e a sede desperta, mergulho na silly season e no que realmente interessa: corpos bronzeados, romances e escandaleiras de verão e, como não podia deixar de ser, umas pitadas do defeso futebolístico. Não o faço para ver se atraio o público cansado da Revista Maria e do Correio da Manhã, mas sim porque o meu pobre cérebro também precisa de fazer uma pausa kit kat. Vamos a isso, toca a pôr o cérebro de molho e o corpo ao sol!

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publicado por bolaseletras às 15:52

A zona de interesse - Martin Amis

Domingo, 19.07.15

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Passamos metade da vida em busca dos livros que gostamos de ler, porque o tempo é escasso, porque temos perfeita consciência de que até ao último dia do nosso passeio pela existência não leremos um milésimo dos livros que desejaríamos devorar. Para mim, um bom livro é uma boa provocação, mexe comigo, abana-me, arrebata-me, obriga-me a parar a leitura porque tudo aquilo precisa de ser absorvido. Por vezes Martin Amis deu-me tudo isso (com “Koba, o Terrível”, com “Money”), como também já me desiludiu como um amante flácido desilude uma ninfomaníaca (“O Cão Amarelo”, um vómito irreconhecível de Amis). Com “A zona de interesse” coloca-se a questão ética de saber até onde pode ir um escritor, por mais que o título de “provocador” conste no seu currículo. Escrever sobre os campos de concentração nazis nunca foi fácil, imaginem o que é criar um romance de cordel por entre assassínios em massa nas câmaras de gás e conseguir pincelar tudo isso com um humor negro que tem a ousadia de nos fazer vincar os cantos dos lábios, envergonhados pelo sorriso que espreita. Como sempre, é a banalidade do mal que nos faz tremer na confortável poltrona, enquanto desfolhamos páginas quebradiças como os corpos daquelas vítimas esfaimadas. Tudo o que lemos está para lá do que é plausível, todo aquele terror está para além do que conseguimos compreender, mas tudo aquilo existiu. Amis resumiu tudo isto numa entrevista, quando disse que os sobreviventes do Holocausto repetiram incessantemente que apenas conhecemos 5% do que é uma pessoa e 5% do que somos na vida real, numa vida normal. É apenas quando tocamos os extremos das existência que nos confrontamos com a extensão da nossa coragem, que pode reconhecer-se no facto de estarmos preparados para fazer outros sofrer para nosso benefício ou, do ponto de vista das vítimas, quando nos deparamos com o terror de descobrir quem realmente somos nós e os outros.

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publicado por bolaseletras às 20:51

Votos para uma época que se quer gloriosa!

Sábado, 18.07.15

 

O Sporting de Jesus vai ser sexy, exuberante, refrescante e bom comó milho !!!

 

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publicado por bolaseletras às 16:31

A Europa na sala do condomínio

Sexta-feira, 17.07.15

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Há um bom par de dias, uma simpática Senhora, recente vizinha de respeitável idade, fez questão de desejar boa sorte à minha pessoa e respectiva família na nova morada olivalense. Disse-me que durante 50 anos os vizinhos naquele prédio tinham sido sempre os mesmos, solidários, amigos, ajudando-se sempre entre si, como devia ser num prédio com gente boa. Agora, o prédio começava a renovar-se, e percebi no seu olhar trémulo que receava que esse espírito se fosse perdendo. Disse-lhe que vivera muitos anos nos Olivais, tirando uma interrupção de meia dúzia deles, que conhecia esse espírito de vizinhança e que pela minha parte fazia questão em mantê-lo. Ela sorriu condescendente, como que suspeitando que o ritmo de vida actual não me permitiria honrar a minha palavra, simplesmente porque na hora H estaria no trabalho ou demasiado atarefado para me lembrar desse compromisso. De qualquer modo, a amargura do sorriso teria como causa próxima a sabedoria que lhe dizia que os anos passando levariam consigo os bons hábitos de outros tempos. Gostava muito que este prédio não fosse uma Europa de nações desunidas e que as fracções de condóminos mais frágeis não se tornassem em Grécias esquecidas na frieza do cimento. Trabalhemos como alemães, mas sintamos como portugueses de há 50 anos, seria o mote a seguir. Vamos lá a ver o que diz o Eurogrupo da sala dos condóminos.

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publicado por bolaseletras às 09:56

Não somos todos gregos, somos todos loucos!

Quinta-feira, 16.07.15

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Valerá a pena continuar a escrever e a perorar sobre a situação na Grécia? Não será o momento de parar para pensar? Não será loucura acrescentar mais loucura à completa insanidade do que os media nos vão oferecendo todos os dias? Bem mais importante do que opinar é ouvir quem sabe, é separar o trigo do joio, é encontrar a agulha da verdade cristalina por entre o palheiro da gritaria da turba. O Pedro Santos Guerreiro, fazendo jus ao nome, tem lutado incessantemente por chamar os bois pelos nomes neste chiqueiro em que se tornou a Europa. Deixo mais abaixo umas assustadoras pérolas de um excelente artigo que podem ler aqui.

“A União Europeia foi longe de mais na violência estéril e vingativa. Para destruir o Syriza está a ceifar-se um povo.”

“Repito: a Grécia vai ter uma recessão pior do que a que os Estados Unidos viveram na Grande Depressão de 1929. Repito: o plano económico vai falhar porque foi concebido para falhar. Repito: desistimos dos gregos e resistimos a ver o desastre encomendado.”

“Mas a Alemanha quis tanto destruir o Syriza, por vingança e por dissuasão a que outros países elejam partidos radicais, que perdeu a noção da força. Mais um pacote recessivo vai destruir mais economia e mais emprego numa economia já exangue.”

“Tsipras, o temível mastim indomável, está amestrado como um caniche. Dá dó. A direita rejubila. Também dá dó. Porque ninguém para, escuta e olha para perceber na loucura que estamos a patrocinar.”

“Percebe-se a pulsão de obrigar o país a adotar as reformas estruturais nunca adotadas, incluindo a de ter um Estado que funcione e que cobre impostos. Mas não é destruindo o espaço político e aniquilando a economia que tal vai ser conseguido. A violência na Praça Syntagma é desenrolada por grupos anarcas ruidosos mas pouco representativos. A miséria que se alastra, não: é de todos.”

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publicado por bolaseletras às 09:40

Rescaldo do 19.º encontro da Confraria Etnográfica dos Olivais

Quarta-feira, 15.07.15

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Passou-se mais um encontro da confraria etnográfica dos Olivais onde se reencontraram onze amigos, alguns que há muito não se viam. Como dizia um confrade para outro ”até ao próximo encontro, se calhar para o ano”, ao que retorqui, “mais vale revermo-nos ano a ano na Confraria do que no funeral de um de nós”. Provavelmente, foi este o pensamento mais profundo do fim-de-semana. Poder-se-ia pensar que perante tantos e tão geniais homens juntos dificilmente não se delineariam projetos inovadores para a nação, a cura dos males da Grécia moderna, quiçá um esquema alternativo à euroburocracia. Não, nada disso. Baboseiras, muitas baboseiras, piadas sem nexo e trocadilhos inexpugnáveis para quem os ouve que não nós, bola, muita bola, mergulhos e barrigas ao sol, comer, beber, comer e beber até ao corpo dizer chega. Sentado na relva a beber um copo de vinho comentava com um amigo que se as nossas mulheres se juntassem ali, sem companheiros e sem filhos dois dias seguidos, ou se matavam ou nunca mais se falavam. O homem é o bicho mais simples do mundo: dêem-lhe amigos, uma bola, uma garrafa de vinho e um baralho de cartas e o universo estará então equilibrado e os dramas da condição humana nada mais serão do que uma brincadeira de crianças. Enquanto a moça da imagem acima enfrenta os problemas relaxando com um banho maravilhoso e um vinho anestesiante, os homens sabem que o vinho só cura os males da alma se partilhado com bicharada da sua igualha.

Esperem, lembrei-me! Afinal houve reflexões profundas e sabedoras dos ditames da condição humana, aqui as deixo para a posteridade:

- “Elas escolhem-nos porque somos rebeldes e depois passam a vida a tentar domesticar-nos”.

- “Os filhos são como os peidos, só toleramos os nossos”.

- “Agora vou beber um copo e a seguir para a piscina – se morrer, morro feliz”.

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publicado por bolaseletras às 09:57

Tecnologia infantil - nem tanto ao mar nem tanto à terra

Terça-feira, 14.07.15

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Quem analise o cartoon acima e pense um bocadito sobre o mesmo estará a preparar-se para mais um punhado de teorias sobre a diabólica tecnologia e o que ela faz às nossas indefesas criancinhas. Comigo não têm que se preocupar. Tenho a mania de ser humano e ainda por cima imperfeito, pelo que cometo o pecado de deixar o puto jogar joguinhos no tablet e no meu smartphone. Não joga demasiado (já jogou bastantes, mas fui controlando a coisa sem grandes dramas) e joga até ao dia em que perceba que ele prefere ficar agarrado ao écran a ir jogar futebol para a rua ou brincar com outros miúdos. Preferir o mundo virtual ao real deverá ser o sinal vermelho para se tomarem medidas drásticas sobre o uso dos malditos gadgets. Os miúdos sempre criaram realidades paralelas e artificiais, fosse com brinquedos artesanais, com bonecos da Playmobil ou com um punhado de paus que faziam as vezes de guerreiros invencíveis. Os tempos mudaram e esses mundos mágicos que escapam à realidade que lhes queremos impor demasiado sofregamente, habitam nos dias que correm, por vezes de forma excessiva, admito, naquele écran luminoso. Hoje como ontem só temos que saber manter o equilíbrio do vulcão da imaginação que habita a mente das crianças. Convém que não exploda em torrentes de lava, mas também não é saudável tapar-lhe a cratera com injecções de mundo real. Voar é bom, desde que se assegure em permanência o regresso à terra e uma aterragem segura. Vejam lá isso. 

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publicado por bolaseletras às 12:28

A flor desperdiçada da juventude?

Segunda-feira, 13.07.15

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Passava os olhos por um qualquer blog desses armados ao sério e com profundas raízes na pseudo-intelectualidade das coisas que são tão mais simples do que aparentam, que acabei por me enredar num emaranhado de teias de letras pelo que, inevitavelmente, acabei a interrogar-me sobre a justeza de uma reflexão que por lá brotava. Queixava-se o autor do desperdício que é viver a juventude, fase da existência em que a força brutal inspirada pela fome de viver é tanta, mas tanta que se torna inglório não saber para e como direcionar tanta energia indomável. Isto faz todo o sentido quando mais tarde olhamos para trás e percebemos o que andámos a fazer com toda aquela tesão pela vida que nos consumia. Ainda assim, quero acreditar que se tivéssemos o discernimento e a maturidade para utilizarmos da melhor forma essa potência descontrolada, rapidamente nos tornaríamos em adultos felizes, depois realizados, depois estabilizados e, lenta e inelutavelmente, em adultos consumados e aborrecidos. Nem tudo o que parece é, nem tudo o que deveria ser é realmente o melhor.

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publicado por bolaseletras às 11:46

19.º Encontro da Confraria Etnográfica dos Olivais - em Samel, em Samel!

Sexta-feira, 10.07.15

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É tempo dos adultos virarem crianças e resgatarem o oxigénio mais puro da existência. É tempo de bombas para a piscina, de remates em folha a seca a fazerem inveja ao maricas do Beckham, é tempo de duelos fratricidas de sueca, de derbies inigualáveis pela mesa de matrecos. É tempo de leitão e de muitas mais iguarias de fazer salivar top models anoréticas, é sobretudo tempo de louvar a pinga portuguesa e descobrir novos milagres produzidos pelo Deus Baco. Bora lá cambada, todos à molhada, que isto é futebol total!!

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publicado por bolaseletras às 10:21

A última tentação de Evo Morales e uma questão de bom gosto ou da falta dele

Quinta-feira, 09.07.15

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O mau gosto não tem limites. O gosto pela falta de gosto é uma doença que envenena as ruas das nossas cidades, os escassos lugares do metropolitano em que ainda conseguimos vir à tona e respirar, a televisão, os jornais, o cubículo onde sacrificamos a imaginação ao Deus todo poderoso que é o cumprimento de tarefas que sempre se cumpriram mesmo que não se faça puto de ideia porque ainda se continuam a executar. O mau gosto é a prova cabal de que a beleza e a sensatez estética estão pela hora da morte. Não, o bom gosto não é um mero pormenor decidido pela subjectividade de cada ser que habita este mundo em decadência estética. Há padrões, porra, tem que haver! Uma velha desdentada que grita que nem uma possessa num elevador quase cheio de gente que vem do calor da rua, pós almoço, que vocifera que isto já não cabe mais ninguém, que isto ainda cai, ai que devia sair gente, fo%&$E-s$, que subjetividade é que poderá estar aqui em causa que possa classificar isto como um acto que não seja de mau gosto? A gorda do café que nos atende com um fio dental a sair pela calça de lycra fora, como se pretendesse testemunhar ao mundo que a sua retaguarda é feia, gordurosa e celulitosa mas que é dela e é para se ver, isto não pode nunca ser um acto que roce sequer um mínimo dos mínimos do bom gosto. Gente que comete as maiores patifarias ao longo da carreira profissional e política e que perora como o último dos santos beatificados em tudo o que é canal televisivo, esta merda não pode ser de bom gosto segundo nenhum padrão estético ou moral! Pronto, desculpem, já tenho os tímpanos a ressuscitar dos berros da velha com problemas irremediáveis ao nível da dentição. Obrigado pela atenção.

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publicado por bolaseletras às 13:55






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