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Que mundo é este? Que Europa terá de ser a nossa para o enfrentar?

Sexta-feira, 15.07.16

 

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Quanto mal será preciso suportar no coração para matar dezenas de inocentes sem um piscar de olhos? Quanto ódio será necessário sentir a uma parcela da humanidade, a um conjunto de valores, a um estilo de vida e de civilização para chacinar impiedosamente pessoas inocentes e crianças? Sabemos que uma sociedade nunca será 100% segura, mas no nosso “mundinho”, na nossa cidade, nos nossos aeroportos, nos nossos estádios, nas nossas casas de espectáculo, no nosso bairro, não era assim que vivíamos há uns anos, a espreitar por cima do ombro, a tentar perceber o que se esconde por detrás daquela cor de pele mais escura ou daquele turbante. Provavelmente nós, portugueses, ainda não vivemos assim neste quase paraíso de segurança, mas vivem os nossos vizinhos e nós quando viajamos. Algo mudou, algo vai ter que mudar e o mundo como hoje o conhecemos não mais será o mesmo. Sabíamos que um dia atingiríamos o limite. Não gosto da política do olho por olho, dente por dente, porque quase sempre isso nos faz descer ao nível que verberamos. Mas algo vai ter que mudar. Deixo aqui este duro texto do Rui Ramos, para início de reflexão:

 

Haverá um momento em que já não chegarão os lugares comuns, a começar pelo mais cansado de todos: o apelo para não fazermos o “jogo dos terroristas”. Haverá um momento em que as vigílias e demais cerimónias do “Je suis” consolarão cada vez menos gente. Haverá um momento em que já quase ninguém terá paciência para mais um exercício de auto-flagelação a propósito da guerra do Iraque de 2003 ou do acolhimento dos imigrantes. Nesse momento, a vida nas sociedades ocidentais, tal como nos habituámos a ela, estará comprometida. Não será possível manter os padrões actuais de liberdade, tolerância e pluralismo numa sociedade sacudida por matanças regulares de cidadãos.”

O texto completo em: http://observador.pt/opiniao/esta-europa-pode-acabar-em-nice/

 

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publicado por bolaseletras às 09:12

Não, não pode ser Pepsi

Quinta-feira, 14.07.16

  

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publicado por bolaseletras às 09:10

Catarse póstuma

Quarta-feira, 13.07.16

  

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Não se viam há mais de um ano e aquele encontro, entre viagens, na esplanada do aeroporto de Lisboa, duas horas entre os voos de ambos, seria o momento em que celebrariam verdadeiramente a maior alegria desportiva das suas vidas. Desde que se lembravam, à excepção deste euro tinham visto todos os europeus e mundiais de futebol juntos, apaixonados, irmanados de esperança no início e de sonhos frustrados no fim. A vida dera-lhes agora a distância sem lhes tirar a amizade eterna e aquela paixão comum pela selecção de todos nós.

 

“- Epá, estive à beira de um AVC, eu sei que estive. O remate ao poste do Gignac, mais os 10 minutos até ao apito final depois do golo do Éder rebentaram comigo. Não ia aguentando a pressão, estive mais de uma hora catatónico a olhar para a televisão, eles a festejarem enquanto as lágrimas me corriam pela cara em silêncio, com o sorriso mais parvo e incrédulo do mundo.

- Ahahah, só tu, pá! Orgulho sem fim! A cena do Ronaldo a pedir para jogar todo estropiado, chorar, sair, ir para o banco e pôr aquela malta toda a entranhar no corpo a loucura e a vontade de ganhar dele, esta equipa de luta ganhar a toda uma nação como a França, a uma equipa mais forte no papel, é o maior feito desportivo de sempre!

- Nem a fuga para a vitória com o Stallone, porra, que argumento genial, nem o Tarantino!

- Sabes o que acho que foi isto. Acho que a realidade superou a ficção, nem nos nossos mais ambiciosos sonhos!

- Talvez, talvez. Em França, pá, na cara e na casa deles, e eles a magoarem o nosso menino. O gajo a querer, como quando no passado os gajos jogavam de braços ao peito, e ele a não poder, caramba, o nosso menino! Histórias que só os velhos contam mas nunca vimos, o nosso menino a ir chorar para a cabine!

- O gajo a saltar na área já todo entrevado, maluco do carassas, a dar tudo sem ter já nada para dar!

- Quando vi o Éder rematar, que sonho!

- Como me dizia hoje um velho amigo, ex-jogador, é golo com a mão de Belzebu, ele tirou aquele remate das caldeiras do inferno!

- O Patrício possuído, o Nani poucos falam mas fez um jogo do camandro!

- Mas para mim João Mário! Grande Euro e grande joga! E na defesa o Pepe, monstruoso, monstruoso!

- E o puto Guerreiro, que categoria, defesa esquerdo da selecção para mais 10 anos!

- Sim! Gostei dele! Certinho apesar de ser franzino!

- Certinho? Mas tu estás a bater mal? O gajo a atacar é uma máquina, parte-os todos!”

 

E a catarse continuou, imperial após imperial, a emoção a soltar-se em golfadas como se estivesse ainda presa depois da torrente descontrolada de comoções ininterruptas que pareciam, até àquele reencontro, não terem ainda encontrado a saída de emergência para explodir naquele fogo-de-artifício de glórias impensáveis. Obrigado rapazes, obrigado Engenheiro Fernando, obrigado Portugal!

 

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publicado por bolaseletras às 10:33

O planalto esquecido

Terça-feira, 12.07.16

 

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Encontro demasiadas pessoas a esforçarem-se demasiado. Nada é nunca suficiente, o que a vida oferece é apenas rastilho para mais insatisfação, para alargar ainda mais o deserto sem fim que se alastra até à linha invisível da ambição desmedida. Ter parece ser sinónimo de querer porque o que hoje se vive é já passado, trampolim para nova busca do que amanhã pode ser, mais e melhor, mais e melhor, mais e mais e mais. Parecemos lobos sequiosos em busca de uma presa sem nome e sem forma, porque o resultado da caçada do dia dilui-se em segundos numa nova demanda, estilhaça-se no fundo do espelho que nos revela que afinal não era aquilo, aquele amor, aquele emprego, aquele projecto, aquela viagem, aquele carro, aquele smartphone, aquela vida. O ser humano levou ao limite o título que um dia alguém lhe atribuiu de ser permanentemente insatisfeito, acreditou que esse seria o principal motor da evolução e, ironicamente, de forma tão simples quanto patética, esqueceu-se daquele planalto que deve existir entre montanhas, em que se estuga o passo para respirar, para recuperar forças, para viver.

 

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publicado por bolaseletras às 08:02

Obrigado Rui!

Segunda-feira, 11.07.16

  

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Há anos que adoro o Rui Patrício. Não só por ser um leão dos sete costados, mas pela sua calma, pela sua elegância a fazer com que defesas difíceis pareçam fáceis, pela sua desarmante humildade e pelo sorriso de menino com que recebe os elogios, como se aquilo não fosse nada consigo. Fica aqui, neste dia de glória para um Portugal merecidamente em festa, o elogio que um amigo lhe dedicou:

 

“O Pepe escorregou, logo o Pepe, o nosso esteio, regressado e recuperado... o Payet aproveitou, logo o Payet, esse nojento, o que nos assassinou o capitão... a bola voou direitinho à cabeça de Griezmann, logo o Griezmann, esse minorca que tanto se agiganta a ponto de já lhe quererem dar uma bola de ouro... e a bola vai a caminho do golo, num arco mirabolante, aparentemente perfeito, a afastar-se do Patrício... logo o nosso São Patrício, o daquele penalty travado... que, afinal, ainda tinha mais milagres guardados na luva esquerda.”

 

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publicado por bolaseletras às 09:17

CAMPEÕES!!!!!!!!

Segunda-feira, 11.07.16

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Aconteceu de tudo neste jogo. A lesão do nosso capitão, bolas ao poste e à barra, recuar para não morrer, tirar o touro Sanches para entrar o patinho feio Éder. Mais sangue e suor, mais ainda do que nos últimos jogos, todos a remar por todos, 11 heróis, 14 guerreiros, 23 lutadores, 11 milhões de campeões! Obrigado Sr. Engenheiro, amigo Fernando, pela sua sabedoria, crença inabalável e inspiradora humildade. Cristiano a gritar, a coxear, a chorar, a pedir para regressar, a chorar e sair de vez, sem quebrar, a voltar com o joelho feito num oito para apoiar os companheiros, para lhes dar indicações na linha ao lado do nosso Fernando, para nos conduzirem os 2 e os outros 22 a essa alegria inolvidável! Campeões campeões campeões!!!!!!!

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publicado por bolaseletras às 00:11

PorTUGAl! PorTUGAl! PorTUGAl! PorTUGAl! PorTUGAl! PorTUGAl! PorTUGAl!

Sexta-feira, 08.07.16

  

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Não jogamos o melhor futebol do mundo nem somos os mais belos à face da terra, mas temos piada, jogo de cintura, somos bons malandros e entoamos serenatas como ninguém. Elas não nos amam por sermos altos, loiros e espadaúdos, são as nossas sobrancelhas farfalhudas e a nossa barriguinha confiável que lhes enchem as medidas. A bola não entra na baliza no momento certo por sermos 100% eficazes, mas sim porque somos teimosos como mulas e água mole em pedra dura tanto bate até que fura ("Tu bates bem, tu bates bem"). Somos tugas com orgulho, navegadores sem destino, atiradores de pólvora seca com o corpo prenhe de ginga. Somos os reis da imperial, do tremoço e do caracol, somos almoçaradas sem horas para acabar, jantaradas até ao sol raiar. Não lhes abrimos a porta com o elegante reclinar de uma vénia, mas quando esta se fecha todos os seus sonhos se concretizam. Somos nós, somos assim, e é assim que vamos ganhar!

 

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publicado por bolaseletras às 15:08

O Verão?

Quinta-feira, 07.07.16

  

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O Verão são vestidos às bolinhas

decotes generosos

chapéus de abas largas e

sorrir escandalosamente como se aquele fosse o último sorriso

o derradeiro esgar de felicidade

como se o sol fechasse amanhã para balanço.

 

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publicado por bolaseletras às 17:48

Estamos na final!!!

Quarta-feira, 06.07.16

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O melhor em campo hoje não foi o nosso incrível capitão, não foi o menino da Musgueira, muito menos o indomável Pepe que hoje torceu por fora como um louco. Hoje o melhor em campo foi o nosso espírito, a nossa garra, uma fé sem limites, a nossa imbatível capacidade de desenrascanço e infinita resistência ao sofrimento. Hoje o melhor em campo foi a nossa equipa, uma equipa que não joga mais bonito do que outras mas que é mais equipa que todas as outras. Que orgulho, rapazes, que alegria, obrigado! E agora? Agora é ganhar, é o nosso destino, a nossa fé!

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publicado por bolaseletras às 22:59

E para mais logo - personalidade, fé e poesia

Quarta-feira, 06.07.16

 

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publicado por bolaseletras às 10:13






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