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Ora bom dia com Mrs. Portman

Segunda-feira, 17.10.16

 

z_natalie portman.jpg

 

Meditar sobre as nuvens negras que trouxeram novidades do fim-de-semana, daquelas que nos põem a recordar que a vida nem sempre é o que a nossa vontade férrea de a levar com um sorriso gostava que fosse, que a amargura espreita sempre pelas frinchas das portas daqueles de que gostamos e de nós próprios. Mas uma porta que se fecha pode ser apenas um virar de página, um novo ciclo, mesmo sabendo nós que esse processo não será isento de dor e de medos, mesmo sabendo nós que o sorriso da Natalie Portman pode durar apenas um punhado de segundos. Ainda assim, começar a semana com este sorriso contagiante, com a beleza que emana dele e dela. Vamos a isto, minha gente!

 

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publicado por bolaseletras às 11:14

Tóquio, 1965, por Henri Cartier-Bresson

Domingo, 16.10.16

 

z_Tóquio, 1965, por Henri Cartier-Bresson.jpg

 

O amor tantas vezes ali ao lado e tanta gente sem o ver e ele a passar ali ao largo, como se nada fosse, uma ligeira brisa, um quase imperceptível arrepio de frio, tanta gente distraída e sem dele se aperceber, porque não sabe a que sabe o amor, porque tem medo de se alambazar ou simplesmente por receio de repetir a deliciosa refeição por saber que depois dele a ressaca será avassaladora. Pode-se viver assim se a isso se puder chamar viver.

 

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publicado por bolaseletras às 02:00

Blowing in the wind

Sexta-feira, 14.10.16

  

z_bob.jpg

 

How many roads must a man walk down

Before you can call him a man?

How many seas must a white dove sail

Before she sleeps in the sand?

Yes, and how many times must cannonballs fly

Before they're forever banned?

The answer, my friend, is blowin' in the wind

The answer is blowin' in the wind.

 

Yes, and how many years can a mountain exist

Before it's washed to the seas?

Yes, and how many years can some people exist

Before they're allowed to be free?

Yes, and how many times can a man turn his head

And pretend that he just doesn't see?

The answer, my friend, is blowin' in the wind

The answer is blowin' in the wind.

 

Yes, and how many times must a man look up

Before he can see the sky?

Yes, and how many ears must one man have

Before he can hear people cry?

Yes, and how many deaths will it take till he knows

That too many people have died?

The answer, my friend, is blowin' in the wind

The answer is blowin' in the wind.

  

Nunca liguei muito ao prémio Nobel da Literatura. Para mim um bom livro e um bom escritor são bons se seguem os mesmos critérios que me fazem eleger um vinho como bom: um bom vinho é aquele que eu gosto. A excitação por já ter bebido um livro de um nobelizado não me habita as meninges e não corro esbaforido à livraria mais perto após ouvir o anúncio do Nobel da literatura. Bom, neste caso teria de correr para um loja de CD´s, porque a academia sueca decidiu armar ao moderninha e surpreendente. Confesso que não embalo nas críticas primárias pelo Nobel dado ao Bob Dylan, mas também não tenho orgasmos prematuros como muitos dos que defendem a justiça do prémio a esse monstro do que chamam “o expoente máximo da tradição musical norte-americana” ou coisa que o valha. Não tendo portanto muito a dizer sobre o assunto tenho no entanto a dizer que as linhas acima, mesmo que não acompanhadas pela fantástica melodia Dyliana, são dignas de um qualquer prémio Nobel, que não sendo da paz, também não desmerece a literatura.

 

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publicado por bolaseletras às 10:15

HÁ ESPERANÇA PARA MIM!

Quinta-feira, 13.10.16

 

dylan.jpg

 

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publicado por bolaseletras às 12:16

Apenas uma história mais

Quinta-feira, 13.10.16

  

z_gostar.jpg

 

Ela queria que ele gostasse dela pelo que ela era - e isso nada tinha a ver com os seus seios perfeitos e as suas nádegas irresistíveis, atente-se –mas sabia que para o conquistar para o seu mundo tinha primeiro de lhe dar aquilo que ela não queria que fosse aquilo que ele gostasse mais nela. Ele não queria mais uma mulher que o conquistasse pelas mamas e o cu – e ela parecia tão mais do que isso, foda-se! – mas ela insistia em pôr à frente de tudo o resto as suas curvas ensurdecedoras, a sua carne avassaladora, o seu cerne de mulher que irremediavelmente silenciava o seu espírito, o seu eu. Estava-se perante um dilema e dos bicudos, daqueles em que ambos querem o mesmo mas não sabem que o querem. A única forma de desbloquear tão constrangedora cegueira seria pela via do diálogo e da sinceridade, mas a vibração do rabo e dos seios dela nos seus desprotegidos sentidos não o deixavam ouvir as palavras que podiam guiá-lo, e a preocupação dela em manter o seu corpo vibrante e ensurdecedor não lhe permitiam dizer as palavras certas. Mais uma triste e fatal história em que o sexo venceu o amor, apenas mais uma.

 

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publicado por bolaseletras às 10:04

Os novos bárbaros?

Terça-feira, 11.10.16

 

z_taxi2.jpg

 

Sobre a polémica do momento nada como dar uma no cravo e outra na ferradura. Há taxistas espectaculares, educados, prestáveis, competentes e que dignificam a profissão. Esses são a maior parte das vezes discretos e evitam manifestações. Ora, como é de esperar, os que nos entram pelos écrans a dentro são os broncos, mal enjorcados e pior educados, que acham que descendem de uma casta superior, provavelmente da linhagem de Conan, o Bárbaro. Se já tive um taxista que desligou o taxímetro de madrugada para ficarmos a falar sobre a vida e o futebol depois da corrida, também já tive outros que adormeceram ao volante e outros com quem discuti azedamente por claramente seguirem o caminho mais longo e com mais trânsito. Tive até um que me pediu se lhe podia enrolar um charro enquanto conduzia, que chegou mesmo a retorquir - quando lhe respondi que preferia não ser conduzido por alguém charrado - “ó amigo, deixe-se de merdas, este já é o quinto do dia!”. Que fazer quanto a isto? Não sei, sei apenas que até hoje as Antrais, as associações do sector, o Governo e afins nunca fizeram nada, pelo que sou rapazinho para dizer deixai as Ubers e as Cabifys virem até mim.

 

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publicado por bolaseletras às 12:00

Boca na botija

Sexta-feira, 07.10.16

 

z_boca na botija.png

 

Estou sem tempo, minhas caras amigos e meus estimados amigos. Quando se está sem tempo e se tenta fazer algo que não encaixa nessa minúscula janela temporal geralmente sai boçalidade inocente ou asneira da grossa. Nesta fase vou tentar limitar-me ao primeiro estádio da coisa, o da boçalidade, mas nada posso prometer, pois a fronteira entre os dois hemisférios é fina como um frágil lago de gelo no final do Inverno, exposto aos primeiros raios de sol da Primavera...

 

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publicado por bolaseletras às 14:14

Publicidade - escola de Leste

Quinta-feira, 06.10.16

 

Publicidade - escola de Leste.jpg

 

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publicado por bolaseletras às 17:28

Os cucos voando bem acima dos carneiros

Segunda-feira, 03.10.16

 

z_loucura_ninho de cucos.jpg

 

“Voando sobre um ninho de cucos” é um filme de loucos, sobre loucos, para loucos. Poucas coisas me tocam mais do que a loucura, sobretudo porque desconfio sempre que por trás dela reside a incapacidade de se viver neste mundo “normal” que rejeita tudo o que for além do comportamento aceitável, do politicamente correcto, que abomina o que se encontra fora da mediania cívica, amorosa e social que põe a carneirada a caminhar nesta infinita e modorrenta linha recta que é ir levando a vidinha. Impossível não amar Jack Nicholson neste papel e depois deste papel, impossível não reforçar a desconfiança de que a verdadeira e pura alegria está no mundo dos loucos ou, pelo menos, naqueles raros momentos em que nos concedemos uns pozinhos de loucura. Vejam lá isso, carneirada.

  

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publicado por bolaseletras às 16:32


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