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A paixão de Bruno e Jorge, onde anda ela?

Quinta-feira, 19.01.17

 

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Não, não me obrigam a falar do meu Sporting e da crise que parece que por lá se instalou. Ok, pronto, eu falo, fui torturado pela curiosidade mórbida dessa multidão indistinta e confusa que é a dos fanáticos da bola! Esta manhã dizia a um colega que sofre das mesmas dores que, não advogando a saída de Bruno de Carvalho e de Jesus, é imperativo que estes deixem de focar a atenção e as responsabilidades em factores externos, assumindo sim o que correu mal e corrigindo o rumo. Bruno de Carvalho falou (porquê no facebook, presidente, porquê??? – Ah, espera, o futuro presidente dos EUA também fala à plebe pelo twitter, é moderninho), assumiu culpas e responsabilidades, conseguindo não falar de factores externos. É um começo. Ainda assim, quanto à explicação dos erros e ao que se vai fazer para mudar o rumo das coisas, quer-me parecer que não basta optar pelo emagrecimento do plantel e pedir o apoio dos sportinguistas para a coisa se compor. Continuo a aguardar que a paixão do presidente e o génio do treinador saiam da lâmpada de Aladino e se transformem em vitórias, paixão dos jogadores no terreno de jogo, bom futebol e, se possível, títalos, mister Jasus, os títalos que tanto queremos e prometeu!!! Vejam lá isso, meus senhores.

 

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publicado por bolaseletras às 10:28

"O sonho" (Pablo Picasso, 1932)

Quarta-feira, 18.01.17

 

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A mulher retratada no quadro foi amante de Picasso, de seu nome Marie-Thérèse. Os dois conheceram-se tinha Marie tenros 17 anos, quando Picasso a viu sair do metropolitano. Pablo agarrou Marie instintiva e repentinamente pelo braço e sussurrou-lhe: “Chamo-me Picasso. Nós os dois vamos fazer grandes coisas juntos”. Pablo não terá nascido nos Olivais, mas conhecia bem a velha máxima dos D. Juan desse mítico bairro: “O não é garantido, porque não arriscar”?

 

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publicado por bolaseletras às 09:53

Bom dia

Terça-feira, 17.01.17

 

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Vultos sem expressão, contornos dos rostos plastificados, trejeitos faciais mecânicos ou inexistentes. Movem-se silenciosamente umas por entre as outras, uma multidão de almas apressadas em uníssono, como se o destino estivesse há muito marcado, como se aquela fosse a última caminhada. Os olhares não se cruzam mais por desinteresse do que por receio, sinal de que só o mundinho em que se vive interessa, o restrito círculo familiar e de gente conhecida (amigos? esta gente terá amigos verdadeiramente?) é mais do que suficiente, esgotando qualquer outra vontade ou necessidade de interação. O mundo será tão melhor quando entrarmos no metro, numa qualquer loja ou supermercado e dissermos com um sorriso sincero e fraterno bom dia aos colegas passageiros, aos empregados e aos colegas consumistas. Está tão perto essa possibilidade de vivermos num mundo diferente para melhor que só um ser tão obtuso como o ser humano conseguiria tornar tão distante esse objectivo.

 

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publicado por bolaseletras às 09:39

Monday mood (não vale a pena, é como o meu Sporting, toca a levantar a cabeça!)

Segunda-feira, 16.01.17

  

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publicado por bolaseletras às 09:57

Mudar

Sexta-feira, 13.01.17

 

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Sair de casa pelas 7h da manhã, sentir o frio que atira para trás das costas a moleza dos lençóis de há minutos atrás, habituar os olhos à penumbra das cinzentas manhãs de Inverno. Fazer isto de calções sabendo que as próximas duas horas serão dedicadas ao ferro, ao suor em bica, ao corpo a desbravar anos de inércia, a uma mudança que teve que esperar pela minha vontade de mudar. Depois, como tudo, os hábitos entranham-se e, caso exista prazer nesse processo, entregamo-nos ao novo percurso e sentimos que aquela penumbra matinal é o nosso novo sol. A chave? Não mudar porque à nossa volta todos gritam “muda”, mudar porque dentro de nós chegou a vontade de mudar. Mas preparem-se, faz um frio do catano!

 

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publicado por bolaseletras às 09:56

A Raquel Welch armada em má e gira como nunca

Quinta-feira, 12.01.17

 

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publicado por bolaseletras às 09:41

Da passagem do tempo e da vontade de o festejar

Terça-feira, 10.01.17

  

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Sempre adorei as festas dos outros. Aniversários, casamentos, despedidas de solteiro, tudo o que envolvesse convívio bravo, aberto e fraterno, com boa comida e melhor bebida. Já no que toca a festejar o meu aniversário com pompa e circunstância já não o faço aí desde os 16 aninhos. Casamentos então nem vê-los, que eu gosto de arroz no cabelo mas é dos outros. Isto a propósito de mais um aniversário que amanhã chega e que conto passar discretamente, sem festividades nem grandes alaridos. Sempre fui dizendo que sou assim porque não gosto de palmadinhas nas costas em demasia nem de ser o centro das atenções. Não será defeito, talvez apenas feitio. Mas os anos passam e o auto-conhecimento das razões que pensávamos bem sabidas aprofunda-se. Será que a idade a avançar piora ainda mais esta má relação que tenho com os meus aniversários, mesmo que inconscientemente? Sim, é possível. Se há 30 anos um aniversário era promessa de mais uns centímetros, se há 25 era esperança de mais liberdade (isso, chegar mais tarde a casa), há 20 já a coisa piava mais fino, pois o peso da responsabilidade já amachucava e me entregava ao mundo. Hoje vejo mais além e, lá à frente, não vejo mais centímetros ou mais liberdade, mas sinto ainda mais o peso da responsabilidade agora que tenho que zelar pelo sono e pelos sonhos dos meus filhos. É mau, isso? Não, é o que é e o que tem que ser, e pode ser encarado com um sorriso nos lábios. Só não me peçam para lançar serpentinas, explodir com garrafas de champanhe e apagar velinhas. O que é demais é demais. Já agora, obrigado aos que me aturam vai para uma data de anos, alguns deles, pobres coitados, fará amanhã 42 anos. Beijos e abraços que amanhã a tasca está fechada, não para luto mas para profunda reflexão (ou para por o sono em dia).

 

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publicado por bolaseletras às 14:47

Muito obrigado, Senhor Presidente

Domingo, 08.01.17

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publicado por bolaseletras às 21:42

QUERO O MEU SPORTING SEXY DE VOLTA!

Sábado, 07.01.17

  

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Neste momento custa-me muito escrever sobre o meu Sporting. E é por isso, não por preguiça ou falta de tempo, que a transcrição que abaixo coloco, da análise do Nicolau Santos no Expresso, serve para retratar um pouco daquilo que sinto. Sou do Sporting porque sempre senti o Sporting como um clube realmente diferente. Um clube com uma luz diferente, que vivia o desporto com um misto de desportivismo e alegria, que procurava ganhar jogando bem e não sacrificando os valores desportivos e humanos em prol do objetivo único das vitórias. Ganhar era também dar espectáculo, espalhar alegria, fazer diferente, e quando se fazia isso e mesmo assim não se conseguia ganhar (não se pode ganhar sempre, ora bolas, é o princípio básico do saber estar no desporto) as palmas eclodiam no estádio com a mesma paixão de quando efectivamente se ganhava. O meu Sporting é alegre e sexy, não é zangado, rancoroso, permanentemente contra os outros e o mundo. O meu Sporting é sexy, porra!

 

“O Sporting mandou regressar André Geraldes e Ryan Gauld a Alvalade, jogadores que estavam emprestados ao Vitória de Setúbal, no dia imediatamente a seguir a ter perdido na cidade do Sado para a Taça da Liga, sendo afastado das meias-finais. Ora se em política o que parece é, no desporto acontece exatamente o mesmo.

Se o Sporting queria os dois jogadores de volta porque necessita deles para a 2ª volta da Liga devia ter avisado o Vitória de Setúbal antes do jogo de quarta-feira. Depois do que aconteceu, então seria do mais elementar bom senso não o fazer de imediato, para que a decisão não surgisse como uma retaliação ao Vitória de Setúbal, que não tem culpa nenhuma do Sporting ter falhado dois golos escandalosos, de ter permitido um golo na recarga a um canto e do árbitro ter marcado um penálti a favor dos sadinos aos 94 minutos. Assim, é a imagem do Sporting que sai muita maltratada desta decisão. E isso é inaceitável para um clube que reclama para si ser diferente dos outros.

Tão importante como saber ganhar, é saber perder. E o Sporting não soube perder na quarta-feira perante o Vitória de Setúbal. O Sporting pode e deve queixar-se de uma arbitragem miseravelmente incompetente. Pode e deve queixar-se de pelo menos dois cantos escamoteados, de um fora de jogo mal tirado que daria golo, de outro também errado e do escandaloso penálti que o árbitro, por indicação do fiscal de linha, marcou ao minuto 94.

Tudo isso é verdade. Mas quando começamos a olhar demasiado para os erros dos árbitros esquecemos os nossos próprios erros. E eles começaram com a construção da equipa para esta segunda época de Jorge Jesus em Alvalade. Da montanha de reforços que aterrou em Alvalade só dois pegaram: Bas Dost (que é bom mas não faz esquecer Slimani) e Campbell, que não é a última Coca-Cola no deserto nem faz a diferença mas é um bom jogador, útil em certos jogos e situações.

Quanto ao resto, foram flops atrás de flops, com Markovic à cabeça, logo seguido por Elias, Lukas Spalvis (que não sabemos o que vale), Alan Ruiz, Marcelo Meli, André Souza, Lucas Castaignos, Petrovic… Temos ainda decisões muito discutíveis: Douglas é melhor que Paulo Oliveira? Matheus Pereira não tem lugar nesta equipa? Bryan Ruiz já fez esta época algum jogo em que não andasse a dez à hora ou que marcasse algum golo?”

 

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publicado por bolaseletras às 08:03

I rest my case

Sexta-feira, 06.01.17

 

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É o pão nosso de cada dia alguém conhecido, ou mesmo próximo, baixar os braços e convencer-se de que a vida é madrasta, de que os dias se sucedem indistintos num morno acumular de desilusões. Como se a rotina fosse ela própria ditada por uma entidade externa a nós próprios e os nossos dias, o que fazemos para os tornar melhores ou pelo menos suportáveis, pouco ou nada dependesse de nós. Abanamos a cabeça, encolhemos os ombros e o único esforço que empreendemos é o de evitar que as culpas não nos atrapalhem a crónica dos dias maus. Já proferi mil discursos, mil palavras grandiloquentes e inspiradoras. Diria que chega. Sou agora eu que começo a ficar cansado do cansaço de quem decide que a vida é demasiado cansativa. Tenho apenas mais um conselho: abram os olhos. O sol nasce e põe-se em todos os cantos do mundo e do nosso mundinho. Se um nascer ou um pôr-do-sol não vos reconciliar com a vida nada mais tenho a dizer.

 

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publicado por bolaseletras às 09:37






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