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A vida como devíamos evitar que ela fosse

Quarta-feira, 28.02.18

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Começa com um ligeiro queixume, uma voz rouca e entristecida que se arrasta por alguns momentos do dia. As respostas invariavelmente acompanhadas por um suspiro, as conversas sem brilho, despidas de sorrisos. Em crescendo, os dias ganham uma tonalidade cinzenta. O hábito da crítica fácil, da desesperança, vai-se entranhando sub-repticiamente sob a pele, um processo indolor, uma discreta invasão tóxica do corpo e do espírito. O torpor da desistência ensombra qualquer luz na contemplação da vida, consome o amor por ela própria, a vida predadora de si mesma. Tudo começou num ligeiro queixume. Vejam lá isso.

 

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publicado por bolaseletras às 08:54

Brothers in arms

Terça-feira, 27.02.18

 

 

These mist covered mountains
Are a home now for me
But my home is the lowlands
And always will be
Someday you'll return to
Your valleys and your farms
And you'll no longer burn to be
Brothers in arms

Through these fields of destruction
Baptisms of fire
I've witnessed your suffering
As the battle raged higher
And though they did hurt me so bad
In the fear and alarm
You did not desert me
My brothers in arms

There's so many different worlds
So many different suns
And we have just one world
But we live in different ones

Now the sun's gone to hell and
The moon's riding high
Let me bid you farewell
Every man has to die
But it's written in the starlight
And every line in your palm
We are fools to make war
On our brothers in arms

 

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publicado por bolaseletras às 09:41

Jim, the one and only

Segunda-feira, 26.02.18

 

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Jim Morrison, 1968, fotografado por Art Kane

 

Confesso que desconfio de gente da minha geração que não partilha de certos gostos. Quando oiço alguém torcer o nariz à música dos Doors reconheço, quase automaticamente, que estou perante um caso agudo de pedantismo, de falta de vida, de enconadice latente. Sim, a ditadura dos gostos é tudo menos politicamente correcta, mas há assuntos indiscutíveis, como sejam ter alguma vez na vida pedido lume a uma moça com um “Come on baby light my fire”, ter devorado o “The end” às escuras no quarto quando os nossos pais não nos deixaram ir àquela festa ou, quando sempre conseguimos ir a essa festa, termos andado à biqueirada numa discoteca embalados pelo "Roadhouse blues". Há merdas que não se discutem.

 

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publicado por bolaseletras às 11:04

So what

Sexta-feira, 23.02.18

 

 

Miles Davis’s “So What” is one of the most famous compositions in jazz, instantly recognisable from its introductory bass phrase. Recorded in 1959, it has sold millions of copies as the opening track of the album Kind Of Blue. It is simple, melodic and catchy, but the song’s origins are complex. They can be found in what was once revolutionary harmonic theory, in classical music and African ballet, and several sections of the song were “borrowed”.

Trecho descaradamente roubado ao Finantial Times

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publicado por bolaseletras às 11:07

Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a felicidade

Quarta-feira, 21.02.18

 

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Relentless curiosity, Girl in Metro, Tokyo, por Ed van der Elsken 

 

Tanta gente que se faz desinteressada por este mundo fora, tantos olhares tímidos que lançam a dúvida sobre as intenções. Milhares de silhuetas que se cruzam, se entreolham, mas que preferem a segurança da abandonada solidão a dar um pequeno passo para o conhecimento do outro. Um ligeiro sorriso, uma palavra, um ténue baixar da guarda. Nada. A solidão indesejada dos dias de hoje é fruto do medo do desconhecido, da infantil vergonha e, crescentemente, de regras sociais entranhadas e das condutas politicamente corretas que nos últimos tempos têm enxameado as relações entre homens e mulheres. O piropo educado e sorridente é hoje um crime atroz, um sorriso aberto é uma porta escancarada para um processo de assédio. Não sei quando é que decidimos que isto de sermos humanos e termos instintos era uma das causas dos males do mundo, não sei em que momento fizemos dos nossos corpos imitações mecânicas do que outrora foram seres de carne e osso enterrando de vez a mecânica dos corpos.

 

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publicado por bolaseletras às 14:50

Tanta beleza no mundo, Bruno

Segunda-feira, 19.02.18

 

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Beleza, tanta beleza no mundo e o Bruno só vê fealdade.

Não, não vou aprofundar a temática da paranóia do Bruno, do seu estado agravado de mania da perseguição. Por outro lado, porque nada é preto e branco mas porque vivemos num mundo cada vez mais cinzento, não deixa de ser verdade que os nossos jornais desportivos e os programas televisivos sobre bola estão contaminados pela voz do dono. O Sporting não é o Bruno, sou eu, os meus amigos com quem vejo a bola desde miúdos, as dezenas milhares de jovens a quem o sporting proporciona uma educação de valores e de desporto através da ginástica, da natação do atletismo, do Karaté, etc., etc., isto da bola é uma gota no oceano do maior clube português. Não quero saber o que o homem diz, quero saber da obra feita, tal como não quero saber se os meus escritores preferidos na vida real são uns crápulas desde que as suas obras de ficção sejam geniais. É incongruente, isto? Provavelmente, mas o que é a vida senão uma mão cheia de incongruências?

 

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publicado por bolaseletras às 09:22

Obrigado Rui!

Sexta-feira, 16.02.18

 

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Pensando no jogo de ontem em Astana, que espreitei a espaços, a fotografia que encima este post deveria ser a de Bruno Fernandes, provavelmente das maiores pérolas que temos o prazer de ver brilhar no Sporting dos últimos anos. Gélson também demonstra estar a recuperar a velha forma. Por outro lado, aqueles malabarismos de Acuna que antecederam o cruzamento para o golo do nosso menino fazem-nos ter esperança que o irmão gémeo do Acuna tenha definitivamente voltado para casa dos papás, e o verdadeiro Acuna tenha regressado de vez para o seio da família leonina. Apesar de todos estes irresistíveis ingredientes a imagem escolhida foi a de Rui Patrício, que ontem completou 30 anos. O Rui que vimos crescer na nossa equipa, que vimos falhar enquanto crescia mas nunca tendo falhado a aposta nele (isto é o Sporting), o Rui que adora o seu clube e que por isso nunca o trocou pelos milhões do estrangeiro. São jogadores como o Rui que nos fazem amar um clube e idolatrar um jogador, que se tornam referências para as crianças e os jovens, que lhes mostram que nesta vida pode-se trocar tudo menos o clube do coração. Obrigado Rui. 

Outra imagem que poderia ilustrar este post seria a de Bruno Carvalho a consolar Fábio Coentrão - outro sportinguista dos sete costados - a chorar no banco por ter tido uma exibição menos conseguida e com isso não ter ajudado como queria o seu clube do coração. Isto para dizer à nação, leonina e não só, que prefiro mil vezes um presidente desbocado que não hesita em cheirar a relva e partilhar o suor e as lágrimas do jogadores, do que um croqueteiro bem apessoado e melhor engravatado que não desgruda dos camarotes confortáveis e das lantejoulas ofuscantes das meninas que lhe estendem os croquetes em bandejas imaculadas. Vejam lá isso, minha gente!

 

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publicado por bolaseletras às 10:13

Valentine´s day la la la

Quarta-feira, 14.02.18

 

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Fotografias por Peter Turnley (em Paris, where else?)

 

Porque hoje é dia dos namorados, mas sobretudo porque o amor é quando uma mulher e um homem quiserem, coisa que deveriam querer todos os dias do ano, se souberem o que é bom e não tiverem receio nem preguiça de reivindicar a sua felicidade. Palavras leva-os o vento, sei-o bem, mas não custa escrevê-las, pode ser que uma alma distraída leve isto a peito. Assim sendo, já valeu a pena.

  

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publicado por bolaseletras às 09:50

Ontem levei o puto à bola

Segunda-feira, 12.02.18

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Ontem levei o puto à bola e foi um dia do caraças para os dois. Para ele porque aos 5 anos sentiu-se mais crescido, no meio de tanta gente, a sair do estádio à noite, a jantar cachorro quente com mostarda e ketchup, a ouvir alhos e bugalhos dirigidos a tudo o que mexia no relvado, que a malta da bola continua a ir lá muito porque aquilo é o local e o evento perfeito para extravasar muitas das suas raivas e frustrações. Muitos ansiolíticos se poupariam se os médicos receitassem aos pacientes: “Vão à bola, insultem o árbitro, o VAR, os adversários, os jogadores da vossa equipa, deitem isso tudo cá para fora”! Mas pronto, o puto extasiou com os cânticos, as bandeiras, a cor, a paixão, os golos gritados, com tudo!

Para mim o dia foi espectacular porque, novamente com o segundo rebento, consegui acertar com o timing perfeito para o baptismo leonino. Não consigo perceber os pais que dizem que os filhos são de outro clube que não o deles. Como muito bem disse um amigo leão, devemos dar-lhes liberdade de escolha até aos 3 meses. Se eles não a utilizarem, escolhemos nós o clube por eles, como é evidente. Por outro lado, foi bom recordar o motivo porque cada vez menos vou à bola, talvez umas duas ou três vezes por ano. A única vez em que me chateei no futebol, foi com um adepto do meu clube que insistia em insultar o Pedro Barbosa. Ao meu comentário para se calar, que Alvalade não era a banheira da Luz e que estamos ali para apoiar os nossos, gerou-se um burburinho que se via do outro lado do estádio (o clássico agarrem-me agarrem-me que eu vou-me a ele). Sei, por experiência própria, que isto também se passa na Luz e noutros estádios do país, pelo que o problema é certamente meu, que tenho o estranho hábito de apoiar a minha equipa durante os 90 minutos de jogo, guardando as críticas positivas, ignorantes ou simplesmente idiotas, para as restantes vinte e duas horas e meia do dia.

Sobre os pontos negativos, queria agradecer aos senhores da Liga, da arbitragem e a quem mais caiba no saco, a má utilização dessa óptima “farramenta” que é o VAR e que me impediu de explicar a uma criança de 5 anos porque é que o golo que fora há uns minutos já não o era. É também de salientar como é que em duas ocasiões, uma criança que não percebe por aí além das coisas da bola, me questionou sobre dois movimentos inacreditáveis do Senhor Doumbia: “Papá, porque é que ele não chutou logo à baliza?”, seguido, uns minutos depois, noutra ocasião de jogo de um “Papá, porque é que ele não chutou para a baliza?”. Segundo o nosso Senhor Jesus, o Rafael Leão tremia todo antes de entrar no jogo. Pelas poucos minutos que deu para ver do jovem Leão, prefiro um Rafael todo borradinho em campo do que um Doumbia cheiinho de experiência a cair de madura…vejam lá isso, Senhores!

 

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publicado por bolaseletras às 16:25

Mensagem fofinha a la Gustavo Santos com votos de um Carnaval à maneira

Segunda-feira, 12.02.18

 

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publicado por bolaseletras às 12:29


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