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O animal moribundo ("the dying animal") de Philip Roth

Segunda-feira, 30.03.09

Volto a Philip Roth porque para mim a sua escrita é incontornável.  Mesmo nos Estados Unidos, país que geralmente louva e estima os seus ídolos literários, Roth não é dos escritores mais falados e afamados. Provavelmente porque quase nunca dá entrevistas e não tem o hábito de participar em talkshows.

 

Contudo, para se perceber a importância e qualidade de Roth, há uma conhecida história que é mais significativa do que qualquer prémio, Nobel ou não. Em Maio de 2006, o New York Time Books Review anunciou os resultados de uma carta que enviara a cerca de duas centenas dos mais proeminentes escritores, críticos literários e editores, na qual lhes pedia que identificassem "a melhor obra de ficção americana publicada nos últimos 25 anos". Daí resultou a escolha de 22 livros, 6 dos quais eram da autoria de Philip Roth. No ensaio que acompanhava esses resultados, o crítico A.O.Scott disse: "Se tivéssemos pedido que fosse indicado o melhor escritor dos últimos 25 anos, Roth teria vencido".

 

 

Em "animal moribundo" ressurge uma personagem que já protagonizara outros livros de Roth, David Kepesh, um eminente crítico cultural e conferencista de 70 anos, que nos permite entrar de novo no mundo semi autobiográfico de que Roth não abdica. Roth fala-nos da relação de Kepesh com uma voluptuosa imigrante cubana de 24 anos, Consuela Castillo, daí resultando uma análise crua do erotismo na terceira idade, da quase crueldade que é sentir desejo por alguém tão mais novo.

 

Um velho que redescobre o sexo na terceira idade, o poder de Eros que acompanha o ressuscitar de um corpo tão depressa quanto o devolve à inevitabilidade do seu fim. A passagem do tempo torna Kepesh naquilo em que todos nós nos tornaremos: um animal moribundo.

 

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publicado por bolaseletras às 22:12


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