Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Vê lá isso, Cristiano
A dupla Sr. Rosseti mais um qualquer fiscal iniciou a degola dos Aztecas. Depois, um central com uma paragem cerebral no segundo mais errado da sua vida. E, por fim, Carlitos Tevez, o jogador mais assustador do firmamento, ainda mais do que o Quasimodo Ribery, mostrou-nos a luz que desesperadamente procuramos em cada partida de futebol. Tevez soltou-se da sua condição de jogador com os pés habitualmente na terra, para se aproximar da eternidade nas memórias de quem assistiu áqueles décimos de segundo que mediaram entre o momento em que puxou a culatra atrás e o momento em que a rede foi esticada até aos seus limites. É bom que alguém explique isto ao nosso Cristiano enquanto é tempo. Por mais que faça pelos clubes que abrilhantará na sua carreira, só a magia que espalhar nos campeonatos do mundo ficará para sempre em nós. E certamente não vamos guardar no cantinho da memória uma bola a trepar-lhe pelo pescoço acima até lhe cair involuntariamente nos pés. Vê lá isso, Cristiano.
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2 comentários
De Teresa a 28.06.2010 às 16:11
Não tenho tanta certeza assim ahahahaha.
Não concordo que se ponha um peso desses no ombro do rapaz (olha, a chalaça até saíu bem). Já é agonia suficiente vê-lo avançar "por ali adentro" sozinho. Prefiro que ele distribua como o fez no dia em que se pintou o 7 na África do Sul...
"só a magia que espalhar nos campeonatos do mundo ficará para sempre em nós."
Existem vários exemplos que contradizem a sua tese nesta Pátria de memória curta e onde ninguém é profeta na sua terra, onde o desporto favorito é, desde o tempo de Camões a inveija ;).
Distribua lá esse peso por mais ombros a ver se sai outro brilharete :)


