Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Vê lá isso, Cristiano
A dupla Sr. Rosseti mais um qualquer fiscal iniciou a degola dos Aztecas. Depois, um central com uma paragem cerebral no segundo mais errado da sua vida. E, por fim, Carlitos Tevez, o jogador mais assustador do firmamento, ainda mais do que o Quasimodo Ribery, mostrou-nos a luz que desesperadamente procuramos em cada partida de futebol. Tevez soltou-se da sua condição de jogador com os pés habitualmente na terra, para se aproximar da eternidade nas memórias de quem assistiu áqueles décimos de segundo que mediaram entre o momento em que puxou a culatra atrás e o momento em que a rede foi esticada até aos seus limites. É bom que alguém explique isto ao nosso Cristiano enquanto é tempo. Por mais que faça pelos clubes que abrilhantará na sua carreira, só a magia que espalhar nos campeonatos do mundo ficará para sempre em nós. E certamente não vamos guardar no cantinho da memória uma bola a trepar-lhe pelo pescoço acima até lhe cair involuntariamente nos pés. Vê lá isso, Cristiano.


