Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
De revisão em revisão até à derrota final
Este Senhor, sublinhe-se o S maiúsculo, é um dos maiores, quiçá o maior constitucionalista português. Transborda simpatia e competência, apresenta invariavelmente um encantador sorriso diáfano, é daquelas eminências não pardas que, se este fosse um país a sério, seria escutada, levada a sério, aproveitado todo o seu conhecimento para benefício do país. Contudo, em sentido inverso da personagem do post anterior, não cede à boçalidade, não é alarvemente polémico, não nos faz agitar os sentimentos mais básicos com os seus supostos princípios moralistas e justicialistas. Logo, não transborda popularidade nem dá audiências. Jorge Miranda é um Senhor, um dos mais capazes pensadores e juristas portugueses. Quem o ouviu hoje esmiuçar o projecto de revisão constitucional apresentado pelo PSD não precisa de muito mais para perceber a valia do projecto em causa. Fica a convicção de Jorge Miranda sobre a falta de oportunidade do projecto, mas fica sobretudo a humildade e a clarividência de um dos pais da Constituição que admitiu que não é alterando a Constituição que se resolvem os graves problemas do país. Para quando a vontade e a capacidade de atacar os males da Nação?

