Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Verde é esperança
Gosto pouco de ter de dar a mão à palmatória e de perder a razão nas minhas elucubrações futebolísticas. Ainda assim, quando estão em causa as cores leoninas, importo-me bem menos de ter que renunciar às minhas negras previsões e ao pessimismo de quem está habituado à desgraça. Depois do jogo de hoje contra os simpáticos dinamarqueses fiquei cá com um feeling. Um feeling de que o nosso presidente e o seu ministro, apesar das tonterias que foram dizendo e das asneiradas que foram cometendo, ainda nos vão dar alegrias este ano. Quais os fundamentos deste feeling? Aqui vão eles, com base no que vi hoje:
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Uma equipa muito mais incisiva e rematadora, características que se alicerçam num futebol que revela mais maturidade e confiança.
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Os laterais apoiam agora muito mais o ataque, com consistência e qualidade. João Pereira vai-se adaptando a uma nova realidade, Evaldo veio-nos relembrar o que esquecêramos desde Rui Jorge – o que é ser um defesa esquerdo à séria.
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Maniche tem numa perna mais futebol do que João Moutinho tinha nos seus dois cotos. A idade é um óbice, mas para este ano e para o outro estou esperançoso que ainda renda. O passe para o golo é fantástico.
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Vukcevic, o nosso Vuk, parece querer mostrar todo o seu futebol, a sua garra e qualidade. Que o cérebro não lhe pare muitas vezes, é o que se deseja.
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Djaló, parecendo querer contrariar o que muitos dizem dele (ver um recente post meu), está numa forma soberba. Rápido, pressionante, quase incontrolável. Falta-lhe saber tomar as melhores decisões. Paulo Sérgio, acaba lá a formação do rapaz, por favor.
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Em vinte minutos Valdés, com o seu toque de bola, conquistou-me. Este rapaz vai partir a loiça toda, não tenho dúvidas.
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Postiga transborda vontade de contornar o passado triste. Ou o rapaz é o maior pé frio do mundo, ou não tenho dúvidas que vai conseguir derrubar a malapata que lhe abafa as qualidades. Força Hélder, não desistas!
Hoje, em sinal de que há esperança numa grande época, não falo nos pontos fracos. Força rapazes, o Sporting somos nós! O sorriso do Maniche não engana!



