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As I lay dying (pérola 1) – As palavras, o professor e o polvo

Quarta-feira, 01.09.10

 

 

“Foi quando aprendi que as palavras não servem para nada; que as palavras nunca se adaptam nem mesmo ao que elas querem dizer. Quando ele nasceu compreendi que a maternidade foi inventada por alguém que tinha de arranjar uma palavra para isso, porque as que tinham os filhos não queriam saber se havia ou não uma palavra para isso. Compreendi que o medo foi inventado por alguém que nunca tinha tido medo: o orgulho, por quem nunca tinha sentido orgulho.”

 

Faulkner, um artesão das palavras, sente-lhes o vazio, pesa-lhes a ausência de sentido quando desligadas da substância a que dão forma. Por outro lado, mesmo quando impregnadas de vida, prenhes de inebriantes conjugações de letras e sons, as palavras têm como destino, inevitavelmente, o progressivo aniquilamento, letra por letra, de todo o edifício formal que ambicionaram erigir. Porque a representação do que é sucumbe sempre à perenidade da existência que permanece, independentemente do som com que nos é transmitida, indiferente às infinitas grafias com pretendemos apreender o real. Com dizia o nosso seleccionador, um polvo pode ser uma nuvem ou um terramoto. Palavras para quê?

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 19:50


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