Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Da série queremos a bolinha baixa!
Da noite futebolística de hoje assisti à segunda parte do Real Madrid, ao primeiro golo do Porto e a dois penalties manhosos assinados a favor do Benfica (o do Rio Ave não vi, mas acredito que também tenha sido manhoso, segundo dizem os comentadores da praça). Do Real diria que há uma ligeira aproximação à perfeição do Barcelona, mas ainda faltará um médio centro a la Xavi e um ponta de lança mais consistente para uma mais decisiva aproximação. Do Porto a convicção que o campeonato português é demasiado fraquinho enquanto por lá andar um Hulk, do Benfica fico-me pela história dos penalties manhosos. Ando farto do portuguesinho campeonato, pelo que nos próximos tempos ou falarei do meu Sporting ou de bom futebol.
Segundo um primo meu, boa gente e treinador de futebol não da alta roda mas da bola genuína (a que é jogada pelo prazer de jogar), a bola é feita de pele, a pele vem da vaca, a vaca come erva, a erva está no chão, pelo que logo, a bola é para andar pela relva! Assim sendo, nos próximos tempos irei iniciar uma série sobre fintas, dribles, a magia dos génios, enfim, já que na portuguesa Liga o alívio para a bancada e a bola para as couves vão destruindo a paixão pela arte futebolística, no Bolas e Letras iniciar-se-á o louvor ao futebol bem jogado - queremos a bolinha baixa!


