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Como o futebol explica o mundo e o potencial de violência que os une

Terça-feira, 31.05.11

 

 

“Os críticos do futebol argumentam que a morte e a destruição é inerente ao futebol. Sustentam que o jogo dá vida a identidades tribais que deviam encontrar-se em extinção num mundo onde uma União Europeia e a globalização destroçam alegremente tais sentimentos arcaicos. Outra teoria similar muito divulgada defende que a origem da violência se pode encontrar no ritmo do próprio jogo. Porque os golos surgem tão irregularmente, os adeptos gastam demasiado tempo sublimando as suas emoções, antecipando mas nunca descarregando. Quando essas emoções se expandem e se tornam incontroláveis, os adeptos irrompem em sombrios acessos dinonisíacos de violência extática.”

 

Este trecho da polémica obra de Franklin Foer (“Como o futebol explica o mundo”) pode facilmente ser acusado de quase tudo: de exagero, de radicalismo, de demagogia, de insensatez. Mas algo do que é expresso neste trecho é falso? É falso que o futebol seja um dos mais apaixonados baluartes das paixões nacionalistas? É falso que o futebol estimule o sentimento de rivalidade e aumente a percepção de que quem não é dos nossos está contra nós? É falso que o suspense e a ansiedade pelo golo libertador seja o combustível de um barril de pólvora cheio de adeptos? É falso que os festejos do golo possam ser momentos da mais pura e louca irracionalidade? Foer ama o futebol mas compreende-lhe os perigos. Talvez não fosse mau seguirmos-lhe o exemplo.

 

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publicado por bolaseletras às 18:46


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