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A festa da Taça é no Jamor!

Domingo, 31.05.09

 

 

Atendendo ao calor que se faz sentir hoje pelas artérias de Lisboa, confesso que a tristeza por este ano o meu Sporting não ter chegado à final da Taça de Portugal não é assim tão dolorosa. Quem já sentiu a braseira que são as matas e as bancadas do Jamor em dia de festa da Taça, sabe bem do que falo. Com a cabeça e o corpo refrescado pela cerveja, o branco ou o verde fresquinho, o contacto com o calor de um sol inclemente só pode provocar a euforia do adepto. Aí, os gritos de apoio soam mais fortes, as palmas mais persistentes, a esperança só morre quando o apito final do árbitro faz cair o pano sobre aquela tragédia bem lusitana.

 

Digo-o aqui doa a quem doer, arriscando-me a que a intolerância fique colada à pele de uma convicção inabalável: quem critica a final do Jamor, quem quer retirar esta fabulosa festa do perfeito palco que é o estádio do Jamor, não tem, decididamente, orgulho de ser português. Não vibra com os milhares de mini-piqueniques que alastram pelo vale do Jamor, com a alegria do povo e do menos povo, com o sentimento de liberdade e partilha que a todos invade e que a todos toca de uma forma bem especial.

 

Ali está o ser português, o ser bonacheirão, compincha, gajo porreiro, o mestre da grelha e o rei da bifana, a t-shirt suada, a boina protectora, o estado de pré indigestão constante que não impede mais um copo ou mais uma sandocha, ali a pureza da nossa condição lusitana ruboriza-nos a face e turva-nos as ideias. Enfim, o Sr. Pinto da Costa, o Sr. Jesualdo e os restantes velhos do Restelo (será a única coisa de bem português que terão), se não concordam com a festa do Jamor, que tenham tomates e que fiquem lá pelos seus condados e não venham lixar o juízo ao povo.

 

Antes de ir a casa de um bom amigo ver a bola na companhia de dois bons brancos (o Valle Pradinhos e o Tapada de Coelheiros), ouvi duas declarações de adeptos questionados pela habitual boneca tontinha da Sic Notícias. Pergunta ela se o adepto do Paços está emocionado:

"Ó menina, então não estou? Viemos à capital para dar cabo disto tudo! Capital é a capital do móvel, Paços é o fim do mundo!". O que eu gosto disto, o que eu dava por ter partilhado uma taça de branco com este genuíno adepto.

 

Pergunta ao adepto portista se dá licença que se lhe peça umas palavrinhas e se vem do Porto:

"Então não podemos dar umas palavrinhas, claro que podemos! Não, não venho do Norte, venho do Alentejo, da Aldeia Nova (era algo do género...), sou o único da minha aldeia que sou do Porto! Isto é um espectáculo, damo-nos todos bem e é uma grande festa!" É isto tudo a festa da Taça, que nunca acabe!

 

Ah, e já agora, porque a festa da Taça não se compadece com sentimentos poucos futebolísticos, do género "que ganhe o melhor", vamos lá tomar partido:

VAMOS A ELES PAÇOS!!!! PPPPAAAAAAAAÇÇÇOOOOOOSSSS!!!!!!

 

p.s. - Regressado da festa do jogo entre amigos, fica um jogo fraquinho e um sentimento de que o Paços podia ter feito mais um pouco...mas para estreia, não foi mau. O Valle Pradinhos branco foi o rei da festa, houve quem dissesse que os aromas a marucujá eram tão fortes que duvidava que não houvesse toque de compal de Maracujá!

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:10


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