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Provocações (des)necessárias?

Sexta-feira, 15.07.11

 

 

Existirão provocações desnecessárias? Haverá limites para o apontar do dedo, para o ataque a dogmas ancestrais, para o achincalhamento de moralismos envelhecidos em barricas de carvalho francês? A religião, será ela um desses campos virgens e intocáveis que a palavra e a crítica humana não deverão ousar macular? Há quem diga que sim, que no caminho de Deus não deverão atravessar-se os comuns e impuros mortais. Há quem diga que não, que os milhões de crianças que ainda irão morrer de sida justificam o estilhaçar de mil torres de marfim, a inversão de 10, de 100, de 1000 mandamentos que não impeçam a morte de uma criança. Lamechas, eu sei, mas é mesmo de ir às lágrimas.

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publicado por bolaseletras às 18:28


6 comentários

De Teresa a 17.07.2011 às 21:30

Completamente desnecessária... e fácil.

Mas se - ter uma falsa freira que ainda por cima foi sujeita a uma depilação brasileira - ajuda a salvar todas essas lágrimas que mencionas, go for it.

Não vás é ver os Países com maior taxa de infecção HIV porque terás um choque ao perceber que não poderás culpar o Papa pois nem sabem quem é... Não os deixam.

Quantas crianças morrem de fome por dia? Quantas crianças morrem na sequência de confltos bélicos? Quantas crianças são abortadas porque não servem regimes? (ontem li que há pais na India a pagar operações de mudança de sexo em crianças de 5 anos porque fica mais barato do que o dote que terão de pagar quando as meninas chegarem à idade casadoira)...

Enganas-te quando dizes que pensam(os) que os comuns e impuros mortais não se devem atravessar no caminho de Deus, rezamos sim que se atravessem e que assim haja alguma esperança para estes nas mãos de missionários e missionárias que arriscam a sua integridade para os ajudar...

Fácil, muito fácil, Mané.

De bolaseletras a 17.07.2011 às 22:56

Era mesmo essa a intenção, Teresa, provocar e trazer cá para fora esses exemplos que referes. Posso concordar que a provocação é fácil, posso concordar que há tragédias maiores do que as que refiro, mas que a posição da igreja católica sobre o flagelo da SIDA causoú muitas mortes, isso não pode ser negado. Sabes, Teresa, há muitos anos dei catequese, ia há missa, etc. e tal. Ainda hoje me considero católico mas não praticante. Deixei de o ser quando um punhado de jovens adultos e adultos que respeitava não me conseguiu explicar poque não devia usar preservativo. So simple as that.

De Teresa a 18.07.2011 às 09:46

Lamento, mas não consigo perceber essa atitude "sou católico mas não vou à missa"; é, para mim, como dizeres que o teu melhor amigo morreu mas não o visitavas, nem conversavas com ele há anos...

Quanto a deixar tudo por causa de um punhado de homens é como não gostar de vinho porque te calharam uma uvas azedas no prato uma vez...


Achas mesmo que essa balela do preservativo é culpa da Igreja?! Hum... é culpa da igreja, e consequentemente do Papa que umas bestas violem virgens em África porque acham que assim se curam da Sida?! É culpa da Igreja que uma cantora alemã tenha andado o molhar o pincel a meio mundo mais um quarto no doce sem lhes ter dito que tinha SIDA?! E que esses mesmos pintores tenham prosseguidos com outras relações ocasionais sem os avisar do perigo?! É culpa da Igreja que comportamentos de risco sejam adoptados em relações hetero e homosexuais esporádicas?! Engraçado, para mim, o primeiro passo deles - a violação, a luxúria já viola princípios bem mais básicos da Santa Igreja do que o simples preservativo.

"Na Casa do meu Pai há muitas moradas", João 14

Se não gostas dessa Igreja, desse Padre, desses paroquianos podes procurá-Lo em tantos mais lugares. Não deixas de ir a restauranteS se te tratam mal num pois não, não deixas de ir ao cinema porque não gostaste do Titanic, não deixas de visitar o pai porque da última vez levaste um raspanete daqueles...

Eu também fui catequista durante muitos anos - vou agora fazer uma pausa - mas ao ser catequista numa paróquia isso não me impediu de mudar a minha filha de paróquia por não gostar da Catequista que lhe calhou em rifa.

Como não me coíbo de mudar de médico, de advogado, de professor sempre que sinta que os princípios básicos estejam ameaçados. Mas vou procurar outros porque irei continuar a precisar de medico, de advogado, de professor...

Uma boa semana para ti!

De bolaseletras a 18.07.2011 às 18:05

Teresa,

Se me permites, reservo-me o direito de me considerar católico mesmo sem ir à missa, como um sportinguista pode sê-lo mesmo que não vá ao estádio. A Igreja só é responsável pelas vidas que afectou por ter espalhado a mensagem que a utilização do preservativo não é por si bem vista, evidentemente não é responsável pelas outras situações que referes.

Não deixei de frequentar a igreja devido a um punhado de pessoas, mais por um punhado de ideias entrincheiradas nas convicções de muitos punhados de pessoas. O que aprendi na igreja foi essencial para a minha formação, a esmagadora maioria dos ensinamentos da igreja são essenciais para uma sã vivência em sociedade. Muito há a elogiar, algumas coisas haverá a corrigir. Como acho que em muitos aspectos a igreja parou no tempo (como não evoluíram a maior parte das celebrações de missa, repetitivas, chatas, pouco adequadas aos problemas de hoje) sou um católico não praticante, que nunca se esquecerá do mais importante ensinamento de Jesus Cristo: amai-vos uns aos outros como ele nos amou.

Boa semana
p.s. - e obrigado por me pôres a pensar e a debater

De Teresa a 18.07.2011 às 21:05

Mas tu não precisas de ir ao estádio ver o jogo para saberes tim por tim o que lá se passou, o que se disse, o que se sentiu, o que sentes perante o resultado ;).

Tu não precisas de ajuda para pensar... e bem! E para debater cá estarei - o meu marido diz que eu conseguia pôr um Mudo a falar só para ter com quem debater tudo e mais um par de botas ahahahahah.

"Aquele" Abraço, Bro ;)

Teresa

De bolaseletras a 18.07.2011 às 21:34

O teu marido é bem disposto e cheio de sorte;).

Um abraço "sis";).

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