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Mais um 5 de Outubro, mais do mesmo

Terça-feira, 04.10.11

 

 

Amanhã, em mais um aniversário da implantação da República Portuguesa, seremos inundados por renovadas torrentes de discursos inflamados, alguns laudatórios, outros, cautelosos e adequados aos tempos que vivemos, pregadores das desgraças que se adivinham e dos sacrifícios a que teremos de nos sujeitar. Independentemente do teor dos discursos, estou certo que serão ocultas das palavras de circunstância as matérias do costume. Falo das patifarias que os homens dos primeiros alvores da República se empenharam em produzir, refiro-me à ditadurazeca que se seguiu a essa época de traquinices irresponsáveis e às suas nefastas consequências para a afirmação de Portugal como país crescido e auto-sustentado. Certamente não se falará também dos primórdios da liberdade pós Abril de 1974, das parvoeiras de utópicos rapazolas que se esforçaram por destruir o tecido produtivo do país, dos anos que se seguiram e se colam agora ao nosso tempo, reveladores de uma avassaladora incapacidade genética deste povo e dos seus governos em dotar a nação de uma economia sólida e de instituições úteis e eficientes.

 

Não resisto em terminar com as dolorosas e certeiras palavras do Pedro Lomba, no Público de hoje: “Será que aquele português que com tranquilidade encheu o Algarve nos últimos meses se esqueceu que Portugal foi sujeito a um plano de assistência externa sem o qual cairia na mais absoluta ingovernabilidade e insurreição?”. Eu sei que este texto não é particularmente optimista, mas ouvir as monocórdicas homilias do Dr. Vitor Gaspar não tem ajudado nada a dissipar o nevoeiro que encobre a esperança.

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publicado por bolaseletras às 18:27


4 comentários

De Hugo Domingos a 05.10.2011 às 17:46

O que sugeria? Que as pessoas não tirassem férias?

De bolaseletras a 05.10.2011 às 22:13

Quem sou eu para sugerir o que quer que seja. Mas se as férias fossem a crédito, era capaz de arriscar sugerir.

De Pedro Nogueira a 06.10.2011 às 15:03

Nem mais.
Quantos é que não andam um ano a passar fomeca, se preciso for, para irem uma mísera semanita até ao Brasil ou às Caraíbas e no fim chegarem à triste conclusão de que não a vão conseguir pagar.
Mais grave é muitas vezes perceber que até nem gostaram. Foram, porque o vizinho do lado foi.
O país está como está, graças ao novo-riquismo, à inveja, à cobiça e às pessoas quererem dar sempre um passo maior que a perna.

De bolaseletras a 06.10.2011 às 21:42

O mais grave, Pedro, é quando oiço pessoas dizer que não podem proporcionar isto ou aquilo aos filhos, mas viajam, têm bons carros, o telemóvel de última gama, etc. e tal. O mal deste país é tudo isso que dizes mais a falta de vergonha.

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