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Vira o disco e, para mal dos nossos pecados, toca ainda um bocadinho pior

Sábado, 08.10.11

 

 

Temos plano!

 

Um dos piores vícios da política portuguesa é a prosápia inconsequente. Mas quando esta se confunde com generalidades filhas da desorientação e órfãs de qualquer sentido estratégico racional, arrriscamo-nos todos a ver o buraco crescer, a dívida eternizar-se e os sacrifícios para quem trabalha serem esticados até ao limite. Quem assistiu à miserável apresentação do Plano Estratégico para os Transportes só pode recordar um triste espectáculo de amadorismo, irresponsabilidade e impreparação. Entregámo-nos a gente com muito larari e pouco larara porque estrebuchávamos no desespero de fugir de gente que julgávamos nos levaria à ruína. Pior que escolher mal é não ter opções válidas. E é nesse buraco sem fundo e sem retorno que temo tenhamos caído. Espero sinceramente estar errado, nunca desejei tanto estar enganado.

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publicado por bolaseletras às 19:46


7 comentários

De Marcelo Silva a 08.10.2011 às 23:34

Caro António,
Foi um episódio e de facto o ministro não estava bem preparado.
Mas dizem que ele é capaz e irá fazer um bom trabalho.
Ainda é cedo, embora não seja porque temos pouco tempo.
Muitas vezes as pessoas especilamente capazes e geniais nas suas áreas de acção, não sabem expressar-se nem se dão bem com jornalistas e microfones, quanto mais com deputados.
Acredito que seja necessário tudo isto, para seguirmos por uma estrada mais direita rumo a um destino melhor.
E será melhor sermos muitos a acreditar.

Abraço
Marcelo Silva
Porta 10A

De bolaseletras a 09.10.2011 às 00:05

Marcelo,

Espero sinceramente estar enganado e que tenha sido só um episódio de má relação com os microfones. Quero acreditar em quem serve o país, mas preocupa-me que haja impreparação em momentos como este. Se assim é em público, como será na sombra dos gabinetes? Mas acredito, quero acreditar.

Abraço

De Teresa a 09.10.2011 às 15:03

O acreditar não se pode dar só em função do nosso partido, do nosso clube ou do nosso lider de estimação... algo que de bem alto se parecer não perceber nesta pobre terra esquecida por tudo e todos - a começar pelo Senhor Presidente da República que sempre usou as graçolas e indirectas (outras bem directas quando o tempo já urgia) para falar mal de quem queria abater quando lhe dava na gana.

Engraçado como nuns "nem se dão bem com jornalistas e microfones, quanto mais com deputados" é sinal de arrogância e prepotência e nos outros sinais de brilhantismo e grande poder de trabalho. Assim é, também no futebol, não faz mal roubar penalties porque o outro é sempre inferior, não faz mal os árbitros serem conotados com este ou aquele clube, aplaude-se o Quaresma que se levantou do banco para coçar os ditos e não se aplaude o Nani porque marcou um golo...

Não se pode dizer para comer português depois de durante anos se ter destruído toda a produção nacional nem se pode pedir respeito a quem não respeitou as escolhas dos outros.

Estamos reféns de um povo poucoxinho que suspira pelos bons tempos da velha senhora. Não se preocupem que, entre a crise e as vistas curtas de quem nos governa, voltaremos lá.

De Marcelo Silva a 09.10.2011 às 15:30

Querida Teresa,
Umas vezes acreditamos mais outras menos. Eu, por exemplo, nunca em dia algum acreditei em Paulo Sérgio. Via-se logo que o homem era um cepo. Acreditei em JEB e depois deixei de acreditar. Portanto, mesmo nas nossas cores, acreditamos e desacreditamos por muitas razões e factores. Quanto mais na política e com os políticos.
E eu assumo as minhas escolhas. Não navego entre uns e outros. Assumo-me de direita, cada vez mais à direita com tudo o que isso implica e significa. Logo, sou mais por estes e não era mesmo nada pelos outros pelo que, naturalmente, tenho tendência a dar mais crédito como tempo. E como sinal da minha coerência, não gostava dos anteriores, como não gostava de Jorge Sampaio, Guterres ou Soares.
Quanto à arrogância e prepotência é melhor não comentar, pois é sobejamente conhecida .
Tempo esse que é necessário conceder a quem tem o poder há tão pouco tempo.
E mesmo tendo aceite o convite para ser Ministro, seguramente ele e muito poucas pessoas competentes e com ‘ boas cabeças ‘, quererão sê-lo. Perde-se mais do que se ganha. E dinheiro então nem se fala...
Costumo olhar para as etiquetas e informação dos produtos para, na maior parte das vezes, comprar e consumir o que é feito no nosso país. Não porque seja proteccionismo ou nacionalismo de ocasião, mas sim porque em quase tudo, temos e fazemos melhor.
Quanto ao povo ‘ poucoxinho ‘, já lá vão uns séculos. Se quisermos, numa análise histórica, a nossa mentalidade ficou nos quinhentos. A partir daí foi sempre a piorar. É pena porque temos ( quase ) tudo para sermos felizes. Mas a mentalidade tuga reinante é tramada, para não o dizer de outra forma.
E sim, para terminar, há cada vez mais pessoas a pensar nos tempos ‘ da outra senhora ‘. Há quem diga ‘ do outro Senhor ‘. E também é por causa de quem nos ( des)governa. Mas não só. Basta olhar à volta.
E os governantes são ( também ) o reflexo do povo que os coloca no poder.
E já agora, terminando com um batido quanto merecido cliché, cada povo tem o que merece. Infelizmente a grande maioria dos portugueses não faz por merecer mais. Essa é que é a verdade.
Abraços desportivos e democráticos.
Marcelo Silva
Porta 10A

De bolaseletras a 09.10.2011 às 21:05

Meus caros,

Nunca tive cor política, fui votando em quem em cada momento me dava maiores garantias, ou, como quase sempre, no mal que me parecia menor. Acho que o maior problema está de facto em nós, portugueses, que somos tão pouco exigentes com quem nos governa, connosco, com o resultado do trabalho dos políticos e do nosso próprio. Acho que vamos ter que bater no fundo para abrirmos os olhos e sairmos da nossa zona de conforto. Para voltar áquela vitalidade dos séculos XV e XVI que nos fez vencer a nossa pequenez em Km2. Quando queremos, o que fazemos é muitas vezes muito bom, o problema parece ser querermos definir um rumo, levar os projectos até ao fim...só sei que nada sei mas cheira-me a corpos amolecidos pelo calor, pelas praias, pela modorra de um país demasiado belo para estarmos fechados em gabinetes ou fábricas a vergar mola. Assim de repente, lembrei-me disto. Uma boa semana para vocês, meus amigos.

De Teresa a 10.10.2011 às 09:17

É que nem para virar monárquico há espaço e alternativa eheheh.

Boa Semana!

De bolaseletras a 10.10.2011 às 16:57

;).
Boa semana!

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