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As tendas dos cordeirinhos

Terça-feira, 31.01.12

 

 

Mega centro comercial, subúrbios de Lisboa, manhã solarenga e fria de mais um interminável dia da semana. Pequenos-almoços faustosos de remediados gulosos, a modorra de comer montras com os olhos desesperadamente em busca do miraculoso saldo do século. Foram também estas opulentas tendas do consumismo que nos trouxeram até onde estamos. Surge a desculpabilizante tentação de culpar governos e autarquias que promoveram este enxame de shoppings. Mais uma vez a culpa longe de nós. Mais uma vez somos os inocentes e impolutos cordeiros.

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publicado por bolaseletras às 21:32


4 comentários

De Teresa a 31.01.2012 às 22:03

Não sei António.

Eu sei que há a tentação de julgar que assim foi (é) (diria mais, há uma manipulação da opinião pública nesse sentido) e que foram esses que levaram o País onde está, mas (http://www.jumento.blogspot.com/2012/01/ai-se-eu-ti-pego.html) não posso deixar de pensar que muitos dos que agora pagam a crise - EU - nunca passearam, nunca esbanjaram e mesmo assim levam com a ripada maior.

Quando vem o Ministro da Seg. Social dizer que há pessoas com 120 000 € no banco e a receber Subsídio isso é populismo. A sugestão está lançada, e logo numa área que o Zé povinho é tão sensível - o dinheiro dos outros. Porque não sabemos, nem nunca saberemos, se assim é.

Verdade que intuímos que assim será mas pergunto eu se o mesmo mecanismo que foi usado para descobrir esse mesmo prevaricador não poderá ser usado para todos os outros que fogem às suas obrigações, que declaram o mínimo ou nada e fazem uma vida principesca? Uma pessoa chega ao banco e deposita malas de dinheiro e ninguém lhes pergunta nada? Quanto pagou o Ministro da Seg. Social de impostos pela herança que pagou o tal carro de luxo que veio substituir a lambreta? Directores que recebem Subs. de Alimentação e pagam os almoços com o cartão da Empresa? Quanto não vale ter o carrinho para levar a senhora e as crianças de Anas para Caifás 330 dias por ano?

Ao pé deles nós - os anónimos que por esse corredores que mostras enchem o olho mas não o saco - somos uma gotinha muito muito pequenina. Mas muito mais fácil de atingir e punir e, até, insultar.

De bolaseletras a 31.01.2012 às 22:40

Teresa, podendo parecer que não, estamos no mesmo barco. Grandes figuras e directores-gerais que mandam as criancinhas para o colégio pelo carro que supostamente serviria o Estado já eu conheci muitos. E o ministro de que falas também conheço bem, desde os bancos da faculdade. Acabar com os vícios e podres dos grandes era sobretudo importante pelo exemplo para baixo além de ajudar a poupar uns trocos valentes. Mas muitos de nós, talvez não eu, tu, muita da gente que conhecemos, viveram acima das possibilidades, gastaram até ao último cêntimo do ordenado todos os meses. Isso não é viver, é sobreviver com a corda na garganta.

De Teresa a 01.02.2012 às 09:37

Sim, mas esses vão ter de pagar o que gastaram e se endividaram ou não?! Se não então mais uma vez a injustiça para com os que pagam e se restringem.


O exemplo sim, tem de vir de TODOS os lados.


Não se pode admitir que profissionais liberais possam ter as (várias) casitas registadas como endereço de escritório para poder fugir ao fisco... não se pode admitir que o trolha e a mulher a dias com uma catrefada de filhos de fazer inveja a qualquer um da (ex) classe média tenham direito a casa, subsídios, descontos, passes sociais, SASE nas escolas, ajuda da Igreja e mais uns poucos e depois tu que trabalhas, vives da mão para boca tens o passe do miúdo que até estuda cortado porque declaras tudo o que ganhas. Sei que parece muito em relação aos anteriores mas só porque partem do pressuposto que são os mesmos encargos. Não são. Nunca foram. E nunca serão.

É injusto que o velhinho que nunca trabalhou tenha direito ao passe social e o velhinho que ainda trabalha não tenha.

Isto não é justiça social. É descriminação Social e Humana!

Continuamos a não estar todos no mesmo barco quando antes de se cortarem a alguns os subsídios que te cortaram a ti e a mim se nomeiam e promovem outros para compensar...


Não é o mesmo barco. Ou pelo menos é a diferença entre caíres direitinho no bote ou esperares na cabine até te chamarem.

De bolaseletras a 01.02.2012 às 22:04

Teresa, só posso subscrever o que escreves. São tantas as injustiças que vemos em todos os cantos, vindos de tanta a gente que tenho cada vez mais dúvidas que o barco vá a bom porto. Só espero que os que restam não se verguem perante a maioria...tenhamos esperança.

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