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Destaque do Sapo, 200.000 visitas, roubos de igreja e o fim das capelinhas

Quarta-feira, 07.03.12

 

 

No dia em que escrevo um texto a elogiar o Benfica o Sapo decide destacar-me no seu portal. Só posso agradecer mais uma vez à equipa do Sapo pelo destaque, apesar de não ser pelo mais agradável dos motivos. Não porque desejasse a derrota do Benfica contra os russo-italianos, mas sim porque preferia muito mais ser destacado por uma retumbante vitória leonina. Ora bem, com o destaque vieram mais uns milhares de visitas (mais de 8.000, até este momento), veio o ultrapassar da fasquia dos 200.000 visitantes, veio uma mão cheia de comentários cuja análise permitiria uma interessante tese sobre o pensamento profundo da nação tugo-luso-benfiquista. O facto de um sportinguista assumido ter elogiado a exibição e vitória benfiquista terá servido em 90% dos casos para um raciocínio do género “estão a ver, com um árbitro isento esmagámos os russos” lembrando a derrota contra os portistas e o tão proclamado roubo de igreja engendrado pelo senhor Proença. Pouco interessa que toda essa vergonha eclesiástica tenha sido provocada por um singelo fora de jogo não assinalado por um fiscal de linha. A tese vigente é que foi um roubo de igreja e isso ficará para a história, não a entrada amedrontada de uma equipa que naquele jogo desconfiou da sua capacidade para se impor ao Porto.

 

 

 

Disse-me um caro companheiro leonino visitante do blog que estava-se a ver que para ter um destaque no Sapo era preciso dizer bem do Benfica. Disse-o com humor, é certo, mas há que ser justo com a equipa do Sapo (podem-lhe chamar graxa, tanto se me dá) e dizer que já fui destacado por dizer bem do Sporting e mal do Benfica. Confesso que gostaria um dia de ser destacado por escrever sobre um qualquer livro, só para variar e já agora para contribuir para a literacia lusitana. Para finalizar, queria agradecer a todos os comentários ao post anterior, com particular incidência, claro está, naqueles que reconheceram a importância de gostar de futebol independentemente da cor clubística. Portugal precisa de mais união e de menos capelinhas, pelo que faz todo o sentido apoiar os nossos clubes nas competições internacionais deixando para trás os ódios e as mesquinhices clubísticas. Um bem-haja a todos!

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publicado por bolaseletras às 18:44


23 comentários

De pássaro viajeiro a 08.03.2012 às 11:19

E faz muito bem, Filipa!
À condição de não vir denegrir o Glorioso, mostra ser uma senhora de fino recorte artístico e de belíssima sensibilidade.


Por outro lado. Não é nada surpreendente atingir-se a notoriedade quando se discorre sobre o Glorioso. Muito ao invés, correm-se sérios riscos de mais que reconhecida popularidade.
Isto porque, os sportinguistas no geral e o senhor Marcelo em particular, estão muito enganados quanto ao reconhecimento do mundo pelo indelével clube Benfica.
Seis milhões são em Portugal, mas o Glorioso é muito mais que isso! É nome e conhecimento intemporal nos locais mais improváveis dos mais recônditos ângulos do planeta
Como de resto, aqui deixo prova.

Em 1987, em plena floresta equatorial, deparei com os pigmeus.
É um povo nómada sem poiso definido, tanto habitam o Gabão como o Congo, Guiné Equatorial ou Camarões sem se fixarem em nenhum, por isso não são considerados por nenhum país. Não votam, não participam em nada, habitam hoje aqui amanhã ali, não constroem, não semeiam e menos colhem; andam nus, vivem do arco e do mel, não falam nenhum dialecto conhecido e comunicam por estalidos. Enfim; homem primitivo.
– Sou português! – Disse eu sem nenhuma veleidade em ser compreendido.
Ficaram a olhar para mim feitos parvos. Insisti no sou português, quando, para meu espanto, um de entre eles se destacou e com um largo sorriso de satisfação de orelha a orelha, disse apontando-me aos outros:
– Bric, tric, trac, flic blic...Benfica!

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