Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Destaque do Sapo, 200.000 visitas, roubos de igreja e o fim das capelinhas
No dia em que escrevo um texto a elogiar o Benfica o Sapo decide destacar-me no seu portal. Só posso agradecer mais uma vez à equipa do Sapo pelo destaque, apesar de não ser pelo mais agradável dos motivos. Não porque desejasse a derrota do Benfica contra os russo-italianos, mas sim porque preferia muito mais ser destacado por uma retumbante vitória leonina. Ora bem, com o destaque vieram mais uns milhares de visitas (mais de 8.000, até este momento), veio o ultrapassar da fasquia dos 200.000 visitantes, veio uma mão cheia de comentários cuja análise permitiria uma interessante tese sobre o pensamento profundo da nação tugo-luso-benfiquista. O facto de um sportinguista assumido ter elogiado a exibição e vitória benfiquista terá servido em 90% dos casos para um raciocínio do género “estão a ver, com um árbitro isento esmagámos os russos” lembrando a derrota contra os portistas e o tão proclamado roubo de igreja engendrado pelo senhor Proença. Pouco interessa que toda essa vergonha eclesiástica tenha sido provocada por um singelo fora de jogo não assinalado por um fiscal de linha. A tese vigente é que foi um roubo de igreja e isso ficará para a história, não a entrada amedrontada de uma equipa que naquele jogo desconfiou da sua capacidade para se impor ao Porto.
Disse-me um caro companheiro leonino visitante do blog que estava-se a ver que para ter um destaque no Sapo era preciso dizer bem do Benfica. Disse-o com humor, é certo, mas há que ser justo com a equipa do Sapo (podem-lhe chamar graxa, tanto se me dá) e dizer que já fui destacado por dizer bem do Sporting e mal do Benfica. Confesso que gostaria um dia de ser destacado por escrever sobre um qualquer livro, só para variar e já agora para contribuir para a literacia lusitana. Para finalizar, queria agradecer a todos os comentários ao post anterior, com particular incidência, claro está, naqueles que reconheceram a importância de gostar de futebol independentemente da cor clubística. Portugal precisa de mais união e de menos capelinhas, pelo que faz todo o sentido apoiar os nossos clubes nas competições internacionais deixando para trás os ódios e as mesquinhices clubísticas. Um bem-haja a todos!
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23 comentários
De Marcelo Silva a 09.03.2012 às 00:18
Moro a 800 metros do Estádio António Coimbra da Mota. Onde joga o Estoril-Praia. Houve um tempo, em que o Estoril-Praia foi dirigido por António Damásio e Jorge Figueiredo. Jogavam-se as últimas jornadas da 1ª liga e o clube da linha recebia o todo-o-poderoso clube a que os dirigentes do Estoril sempre pertenceram. Supostamente este jogo era para ser jogado na Amoreira, aliás como todos os outros jogos da equipa da casa até a esse dia. Mas foi jogado a mais de 300 km da Amoreira com a justificação ridícula de fazer mais dinheiro para os cofres do clube da casa. Nessa semana, não houve miséria na Amoreira e tudo foi patrocinado, por assim dizer. Poucas camionetas acompanharam a equipa de Litos. Ou melhor a equipa de Damásio e Figueiredo. A coisa estava decidida e contou com a bênção de Cunha Leal que estava na liga. Estádio do Algarve. Revolta no balneário do Estoril-Praia pois há coisas que não se compram. E gente de espinha direita que não se vende. Malta, vamos lá tentar ganhar isto, mesmo considerando o esquema delineado! E assim tentaram, mas infelizmente o circo estava montado, onde nem faltou um palhaço mascarado de árbitro. E contra tudo isso…Houve muita gente que deixou de ser do Estoril. Malta com muitos anos de sócio. Malta que também não se deixa comprar…
É isto que são. É isto que representam!
E são a Leonor Pinhão, o Barbas, o Zeca Diabo, a Marta Rebelo, o Rui Gomes da Silva, o António Pedro Vasconcelos. Especialmente a Leonor Pinhão e a tvbenfica. E representam a soberba, a arrogância, a falta de fair Play, a batota, o sistema instalado, os benefícios constantes, os favores de todos os que lhes prestam vassalagem. E acham que tudo lhes é devido, como se fossem os reis do mundo, imunes a todas as leis, acima de todas. Acima de todos, sem olhar aos meios para atingirem os seus fins.
Eis o que são, eis o que representam para muitos!
Das minhas pretensões não lhe falo, porque não me apetece. Sobre o meu clube, escrevo, falo, critico, aplaudo, sofro e tudo o mais que esta paixão encerra. Aqui e no meu blog. Não explico, alimento. E mais, Graças a Deus que sou Sportinguista. Não do clube do poeta…
Fique o pássaro viajeiro em companhia do seu filósofo bêbado. Ou será o poeta a Leonor Pinhão? Pelo mal que escreve, parece! E com as suas rimas, empoleirado que está nesse galho. Aqui, fazia-lhe uma rima fácil, mas apenas lhe digo que me estou a defecar para si… ( aquela parte do gato )
E os milhões que contabilizaram em África, especialmente no Gabão, no Congo, na Guiné Equatorial e, imagine-se, nos Camarões. Ui tantos! Até nos confins do Burkhina-Faso. lá descobriram uns milhões de benfiquistas, escondidos atrás de umas cubatas. E nas Ilhas Virgens? Opá, ai descobriram muitas…feminino, plural…
Bric, tric, trac, flic blic...Benfica! E o senhor africano deu um traque!
Ou teria sidi um ‘ trique ‘? Assim, rimava com blic.
Quanto a benfica? Rima com aquilo que o gato faz quando vai à caixa.
Paste bem.
De pássaro viajeiro a 09.03.2012 às 01:06
O senhor para lá de malcriado, é sobremaneira agressivo e ofensivo.
Todos os argumentos para si são válidos, mesmo aqueles demonstrativos de uma pequenez tacanha.
Até a minha escrita critica, quando na verdade não viu correspondência de minha parte para consigo, e acredite que teria, se de índole pequenina fosse, sobejos motivos para lhe mostrar a incoerência do seu descritivo.
Para terminar, porque creio já me ter alongado até por de mais, fique o senhor na felicidade das suas convicções, que eu parto na paz das minhas certezas.
Mais triste que perder a vida, é viver-se sem o sublime dom do humor.
Mas isto sou eu, que seguramente não tenho os mesmo motivos causadores de infelicidade que certamente terá, para viver amrgurado.


