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Uma agulha no palheiro

Quinta-feira, 24.05.12

 

 

Não sei na pele, por não ter experiência própria, como terão sido os trabalhos dos nossos avós, bisavós, tetra-antepassados na árdua tarefa de manter os filhos vivos e de saúde, os fazer crescer felizes e com níveis de educação que lhes permitissem aspirar a “ter uma vida boa”, “ser alguém na vida” ou “proverem ao seu sustento e dos seus”, escolha-se aquela expressão que melhor se adeque ao grau de ambição das nossas sementes genéticas. Os tempos hoje, apesar de mais amigáveis em termos de cuidados de saúde e abundância alimentar, serão mais complexos no que à educação e adaptação ao meio social respeita? Não sei. Mas sei que a grande cidade, a labiríntica e inexpugnável rede de interesses que alberga, a miríade de conhecimentos e de ramais do saber que se nos oferecem, são meio caminho andado para nos perdermos, são a forma mais fácil de uma opção estar sempre mais próxima de ser a errada.

 

Devemos dar a mão e conduzir o neófito por entre a multidão de pessoas que se acotovelam para conquistar um lugar na carruagem do metropolitano ou, ao invés, devemos deixar que porfie até encontrar uma frincha por entre a multidão implacável? Provavelmente andamos em busca de soluções para problemas e dificuldades que são os verdadeiros problemas e dificuldades. Isto é, não devíamos procurar formas de contornar os obstáculos que a malfadada vida moderna nos oferece, mas sim começar estes trabalhos por demolir e deitar por terra a vida moderna que cegamente erguemos. Por vezes é preciso destruir a obra para criar algo que realmente valha a pena.

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publicado por bolaseletras às 18:07


3 comentários

De O Corvo a 26.05.2012 às 15:28

Caro B&L, Disse uma profunda verdade.
Na verdade quer ontem quer hoje, não penso que o amor pelos filhos tenha aumentado ou diminuido, é igual e apenas diferente.
Penso que você sabe isso na medida em que referiu a vida moderna. Toda a questão de educação assenta aí, e também as contingências da própria vida contemporânea que permitem, ou melhor; obrigam os pais a permitirem-lhes desde terna idade acessos tecnológicos em detrimento de uma maior atenção que sabem, lhes é devida.
Os pais, ambos, saem de casa para trabalhar, de manhã e entram à noite. E quando chegam há que fazer a lide que um lar exige. De facto, a atenção dispensada aos filhos é muito pouca.
Contudo, estou firmemente persuadido de que os filhos, independentemente dos seus próprios caracteres e personalidades, espelham sempre nos seus comportamentos futuros o reflexo do comportamento dos pais.

Um BFS.

De bolaseletras a 26.05.2012 às 22:30

Caro Corvo,

A sua última frase diz tudo, ou quase tudo. Mesmo que no fim não seja assim, devemos acreditar que seremos para os nossos filhos um exemplo de vida, um exemplo decisivo para o que eles se tornarão, essa será a maior motivação para sermos melhores pais

Bom FDS

De O Corvo a 27.05.2012 às 01:24

O fim é sempre positivo qquando os exemplos vêm dos progenitores. Pode não ser tanto quanto o desejado, mas algo de positivo emerge.
Porque, tanto pela experiência de vida que tenho, tanto pelo conheço, se o ambiente familiar for de compreensão e o dialógo substituir o autoritarismo, os filhos vão escutar porque os exemplos recebidos nem sequer lhes permitem imaginar diferente.
E na verdade os caracteres francos e honestos, mesmo por vezes dando aparência do contrário, escutam sempre e chegada a ocasião são lembrados e seguidos.

Bom fim-de-semana

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