Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Benfica 2 - Braga 2
No reino dos Algarves, sem SportTv, volto ao bom e velho relato radiofónico para acompanhar mais uma inesquecível entrada vermelhusca no campeonato. Esta insistência e teimosia de Luís filipe Vieira em Jorge Jesus faz-me lembrar a cegueira dos benfiquistas com Vale e Azevedo. E não, não falo do melhor jogador da pré-época benfiquista no banco (Carlos Martins), nem da destruição de um bom extremo esquerdo que vai destruindo uma equipa a lateral esquerdo. Falo sim de uma pessoa sem estatuto, educação, classe e dignidade para ser treinador do Benfica. Um tipo que grita para o campo para os seus jogadores simularem lesões, que diz que o fairplay é uma treta, que se ri quando o seu capitão de equipa atira o árbitro ao chão, um tipo destes nem no Marco de Canavezes do Avelino ferreira Torres treinava. O Benfica, os benfiquistas e o futebol português merecem mais. Os benfiquistas têm que perceber que amar o seu clube não é defender tudo e todos sem sentido crítico, mas sim exactamente o contrário. Amar demasiado e acriticamente um filho geralmente leva à sua perdição. Vejam lá isso, vermelhuscos.

