Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Sporting 0 - Rio Ave 1
Olhando para o post abaixo, parecia que estava a adivinhar. Ser do Sporting é muito mais do que o que se viu hoje. Não é que tenha faltado vontade (também não abundou, como foi evidente), o que escasseou foi saber como fazer, estratégia, maior ligação entre sectores, menor distanciamento entre os jogadores, sabedoria e bom senso na escolha dos 11 jogadores e a necessária confiança para que os jogadores ultrapassassem todas estas deficiências. Principal responsável? Inequivocamente Sá Pinto. Além destas causas transversais, olhemos agora para os erros concretos relacionados com os jogadores e que – a repetir-se - nos afastam irremediavelmente de lutar pelo título:
- Não vou insistir muito mais nesta tecla. Um candidato com um único ponta de lança às suas ordens (Viola ainda é uma incógnita) não pode ser levado a sério. Sobretudo quando o nosso Wolfs apresenta a confiança de um muçulmano defronte de um qualquer Breivik equipado com uma basuca.
- Adrien, Gelson e Elias, um trio de meio campo sem rasgo, certinho mas sem ponta de fantasia ou sentido de baliza. O que terão feito Schaars e Rinaudo, dois dos esteios da época passada para terem sido relegados para o banco? Uma das mais decisivas questões que convirá esclarecer no Sporting 2012.
- Falta de bom senso nas substituições e nas soluções de banco. Dar a volta a um resultado negativo com 3 jogadores na casa dos 20 anos é, por mais talento que eles tenham, pouco avisado e temerário.
At last but not the least um treinador com um discurso patético. Como disse um amigo meu, depois dos 3 últimos e lamentáveis jogos oficiais Sá Pinto afirmar que a equipa não está forte, mas sim muito forte, roça a demência. Vê lá isso Ricardo coração de leão, não dês o corpo pela alma.
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4 comentários
De Teresa a 28.08.2012 às 09:43
Ontem não quis agoirar mas durante o fim-de-semana olhei para a TV e estava o Sá Pinto a falar. Não sei do quê porque a TV estava sem som...
Mas o semblante dele era de um vazio emocional e de ideias doloroso. Body Language succked all around
De repente, dei por mim a pensar nos homens que gostam de mulheres divorciadas ou viúvas, de preferência com filhos e (bastante) drama à mistura. Há algo de "libertador" para as pessoas que não querem fazer história (não de maneira a que dê demasiado trabalho) em agarrar os problemas que não foram provocados por eles mas que o mínimo esforço poderá resolver ou pelo menos melhorar as circunstâncias- fazendo deles tão melhores do que são, ou do que pretendem trabalhar para ser.
Será que Sá Pinto é um desses? Se não vejamos: chegou ao Clube em que o drama era grave e com muito pronto, pronto e palmadinhas nas costas, conseguiu alguma coisa (conseguiu que não fosse a pior, acho eu). Já se apercebeu - daí a linguagem corporal de DAMM - que para continuar deverá fazer mais, muito mais do que ser um bom motivador. Chegou a altura de remar. E não parece ter nem remos, nem barco... só um oceano vazio de ideias e milagres.
Está bonito está
Sá Pinto: «É um resultado injusto pelo que tentámos fazer»
Patrício: «Não conseguimos ganhar por culpa própria»
De bolaseletras a 28.08.2012 às 14:46
De Anónimo a 30.08.2012 às 01:31
pc

