Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Muita garra e pouca parra
Depois de mais um inolvidável encontro de quatro garbosos cavaleiros da tríade de Macau pela noite conimbricense, regresso hoje à capital, direitinho para uma festa de anos de crianças, que envolvia jogo de futebol dos olivalenses pais. Cansado, abatido, pouco dormido, entro em campo com pouca garra, mas com o saber de experiência feito, com a classe que teima em não me abandonar e com um pé de direito certeiro que raramente me deixa mal. Com peso a mais, pouca mobilidade e mal calçado para a relva irregular do parque do Calhau em Monsanto, sagrei-me ainda assim o melhor marcador da tarde com três golos que aquelas crianças dificilmente esquecerão. Por Alvalade insiste-se na garra que sobra, mas esquece-se a inteligência e a ratice que só a classe e experiência oferecem a uma equipa e aos seus jogadores. Sá pede garra, Sá diz que o Sporting é garra, mas a garra solitária torna-nos em guerreiros furiosos, não em bons jogadores de futebol. E é também isto que faz de Sá Pinto, bom homem e excelente sportinguista, um medíocre treinador de futebol.

