Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Gosto muito de vocês, leõeszinhos (aviso à navegação leonina)
Tenho andado a brincar com assuntos sérios. Educar dois filhos passa por transmitir-lhes valores que honrem a pessoa humana, padrões de comportamento socialmente aceitáveis (não confundir com politicamente correctos) e, lá pelo meio, alguns vícios e gostos que julgamos como os mais adequados à formação de uma pessoa que…epá, uma pessoa que seja feliz, que saiba sorrir da adversidade e logo a seguir encontrar a solução para a mesma, enfim, um homem desenrascado e bem consigo e com a vida. E aqui vem esta história de fazer das crianças sportinguistas. Decidi assim porque o Sporting que aprendi a amar é um clube de valores, de adeptos fervorosos e fiéis, de gente de bem e competente. Os valores do clube mantêm-se, os adeptos apesar de tanta desgraça recente não deixam de apoiar o clube, mas a gente de bem e capaz que devia ocupar as cadeiras mais importantes do clube desapareceu. As elites do país desapareceram, as elites leoninas reformaram-se ou fartaram-se. Vou estar atento, vou dar mais uns anos, mas se não aparecer gente que devolva o meu Sporting ao seu passado de glória e honra vou deixar os meus filhos caminhar para onde os ventos os levarem. Porque mais importante que o Sporting são Eles.

