Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Rooney, jornalistas a sério e o apito encarnado
"On Rooney playing deep, isn't it a sign that he is becoming the player he always should have been," says Edward Evans. "Just because he is balding doesn't mean he should try to be Alan Shearer. He was supposed to be the great English no. 10, and there is still time for that, especially if, as he admits, he has lost a yard of pace."
Num punhado de palavras o jornalista do The Guardian consegue o seguinte milagre: faz uma análise do que foi, deveria ter sido e ainda poderá ser a carreira de Wayne Rooney, brinda-nos com o inefável humor britânico e com uma análise sobre a natureza humana e a influência que ela pode ter no sucesso ou desgraça de um homem ou de um jogador de futebol. Isto tudo enquanto decorria um duelo extraordinário, com voltas e reviravoltas no marcador, as raposas do velho Ferguson contra os campeões europeus da milionária raposa russa. Depois, fomos confrontados com o problema do costume: isto do futebol ser jogado por homens mas decidido pelos homens do apito é um aborrecimento. Isto das coisas da bola reflectirem as desgraças da condição humana acaba por ser uma ainda maior chatice.

