Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
NYC - She lives
Nova Iorque sobreviveu como só podia ter sobrevivido. Há ideias que nunca morrem, há sítios que são mais que lugares, cidades que são a marca da própria ideia de humanidade. Estas três fotografias de Jay Maisel resumem toda a força e magia da cidade que nunca dorme.
A liberdade como chama que arde todos os dias na esperança dos que a procuram, mas uma chama que arde sem se ver como a cantou o poeta, uma chama que só arde para alguns, uma liberdade que será sempre um ideal, um horizonte longínquo que por isso nunca deixará de iluminar o caminho dos sonhadores.
A neve em Nova Iorque. A neve que estende o manto branco, o manto da ilusão que sob si esconde uma cidade de pecado, de sangue, de dor e de inimagináveis desigualdades. Mas o manto branco é o que os olhos vêm e para muitos chega o que vêm os olhos.
A Nova Iorque dos que a habitam. A cidade de homens normais, com cheiros, com sonhos quase quase esmagados sob os seus olhos de desespero, mas homens que se sentem um pouco mais homens porque a sua cidade nunca dorme. Até que o sono para sempre lhes encerre o sonho que teima em não fechar os olhos.
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4 comentários
De Teresa Faria a 03.11.2012 às 11:27
Fantástico como tu, daqui deste rectangulozinho minúsculo, consegues enxergar tão mais longe do que um qualquer jornalista da "The New Yorker"...
O meu "Like" para ti!



