Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



Enquanto isso, pela terra dos bárbaros...

Segunda-feira, 12.11.12

O jornalista fotográfico Anders Birger mergulhou no médio Oriente, na Síria, na barbárie que por lá se vive. O que nos chega dessa terra maldita e sem futuro chega filtrado, deturpado, atenuado. O medo fulmina Damasco, a guerra impera e por cá andamos a tratar das dívidas e dos cifrões, não nos incomodem com isso. O mundo é global só para o que interessa, para as mortes dos outros empreendam-se umas nobres iniciativas diplomáticas, engrosse-se a voz mas não se engrosse a dívida a socorrer esses selvagens. Ficam duas fotografias ilustrativas do medo e da morte, um trecho do texto do autor. Para o filme completo cliquem aqui, se nada fazemos ou podemos fazer pelo menos não ignoremos.

 

 

 

 

 

"There are reports of violent clashes and untimely deaths pouring in from all over Syria. These are getting mixed up with whispered rumours and half-truths that are all being fed into a virtual world build of binary ones and zeroes. In this second reality all information is chopped up, mixed together and handed back to the people in bite sized, 140 character packages easy to consume but hard to digest. The people of Damascus live in a world shaped by another world that in reality doesn’t really exist. The only thing real is the fear. The fear of what will come."

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 17:45


11 comentários

De Teresa a 13.11.2012 às 10:24

Também concordo. Apesar de compreender e aceitar quem se fechou à dor alheia (ao contrário do que o António pensa o primeiro instinto básico do Homem é a auto-protecção) temos de nos ir abrindo, um bocadinho de cada vez, quinta a quintal até expandir a distância.

Quando apareceu aquela moça nos EUA (Jaycee Lee Dugard) que tinha morado num quintal com as duas filhas a enormidade do seu cativeiro - 18 anos! - e os vizinhos da Besta sabiam, suspeitavam e nada fizeram eu escrevi isso mesmo - temos de começar a importar-nos e a incomodar-nos.

Se dói? Se incomoda? Sem dúvida, mas se nós - os bons, :dizelacheiademodéstia: - desistirmos os Maus ganham e um dia seremos nós as vítimas, como diz o poema/oração/desabafo de Martin Niemöller:
"Quando eles me vieram buscar,
já não havia ninguém que pudesse protestar."

Para além de que, saber e interessar-se, faz bem ao cérebro. Os pesquisadores afirmam que a nossa inteligência está diminuindo à medida que não precisamos mais dela para sobreviver... temos de manter a massa cinza activa. (de preferência até ao ponto anterior de nos tornarmos em Breiviks )

Abraço e um Bom Dia!

De Teresa Faria a 13.11.2012 às 14:50

Temos de começar a sentir e a agir mais Teresa, sem dúvida.
Eu acredito que todos somos feitos da mesma matéria, e que tudo se compõe de equilíbrio. Todos temos em nós capacidades de praticar o bem e o mal. Quantas vezes já ouvimos "Mas ele era tão simpático, tão boa pessoa... Não sei como matou / como violou.."
Sim, não sejamos levianos, o Mal existe e está em todos nós; pode despertar com um gatilho qualquer... Por isso acredito que devemos cultivar o nosso lado bom sim. E que ao fazê-lo, estamos no fundo a trabalhar por um Bem maior, um Bem comum.
São teorias minhas, o António já as vai conhecendo... ;-)
Beijinhos e um dia cheio de sorrisos

De Teresa a 13.11.2012 às 20:49

Sim, em TODOS NÓS existe o Bem e o Mal. Eu já partilhei aqui este conto que me é tão caro:

"Um velho índio descreveu certa vez os seus conflitos internos.

“Dentro de mim existem dois cães, um é cruel e mau, o outro é bom e dócil. Os dois estão sempre a lutar um contra o outro.”

Quando lhe perguntaram qual iria vencer essa luta, o velho índio parou…meditou e respondeu:

“Aquele que eu alimentar”."

Boa Noite!

De Teresa Faria a 13.11.2012 às 23:15

Genial Teresa.
Obrigada pela partilha.
Beijinhos

Comentar post





mais sobre mim

foto do autor




Flag counter (desde 15-06-2010)

free counters



links

Best of the best - Imperdíveis

Bola, livres directos & foras de jogo

Favoritos - Segunda vaga

Cool, chique & trendy

Livros, letras & afins

Cinema, fitas & curtas

Radio & Grafonolas

Top disco do Miguelinho

Política, asfixias & liberdades

Justiça & Direito

Media, jornais & pasquins

Fora de portas, estrangeirices & resto do mundo

Mulheres, amor & sexo

Humor, sorrisos & gargalhadas

Tintos, brancos & verdes

Restaurantes, tascas & petiscos

Cartoons, BD e artes várias

Fotografia & olhares

Pais & Filhos


arquivos

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D

pesquisar

Pesquisar no Blog