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Salvem-nos do ataque das baratas tontas!

Quinta-feira, 15.11.12

 

 

O mais desesperante no atual estado da nação é a inexistência de um rumo. Não existe uma estratégia construída com base na análise dos problemas e das soluções adequadas para a resolução dos mesmos. O pior do desespero é desatarmos a fazer muitas coisas, como baratas tontas, coisas que depois de serem feitas têm zero de valor acrescentado e nos impediram de fazer o que era de facto necessário. Este é um mal da maioria dos habitantes deste país à deriva: fazem muito bem o que não interessa nada em vez de se dedicarem a fazer o que realmente interessa. O pior desta baratatontice é assistir à desorientação dos líderes, gestores e governantes que esperneiam e executam perigosos movimentos de malabarismo para nos convencer que o que foi feito foi muito bem feito, procurando ocultar no ruído da gritaria que aquilo que fizeram não nos vai tirar do lodo. Aliás, todo o tempo e recursos perdidos a desenvolver uma miríade de projectos e actividades ao abrigo dos mesmos, a alterar uma tonelada de leis e umas centenas de orgânicas de serviços, tudo isto desenquadrado de um plano estratégico, de um conjunto de objectivos que contribuem para alcançar metas e resultados que efcetivamente têm impacto na melhoria do tecido económico e social do país, servem para isso mesmo: para atirar areia para os olhos das baratas tontas.

 

Precisamos de um rumo, precisamos de saber o que tem de ser feito. Depois disso, somos uma maravilha a fazer coisas. Basta colocar todo esse labor e essa capacidade fantástica de fazer coisas ao serviço de algo que faça sentido.

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publicado por bolaseletras às 18:37


2 comentários

De Teresa a 16.11.2012 às 11:07

Em País de Cegos quem... (parece) sabe(r) o caminho lidera.


Não há de facto uma linha mas não o há para uma miríade de coisas. Até as mais básicas. Não quero dar uma de Mixórdia de Temáticas em que o RAP dizia ontem que havia muitos problemas na sociedade e que a ele lhe preocupava o filho de costas parecer uma velha mas um povo que não consegue executar tarefas básicas, repetitivas sem TODOS OS DIAS incorrer nos MESMOS erros não pode esperar votar em gente muito diferente.


Começo a manhã nos transportes públicos e TODOS os dias, os MESMOS erros, as MESMAS indecisões em coisas tão básicas como "não se dorme na escada rolante. se quer dormir pelo menos ocupe a linha dos que dormem não as duas" "vais precisar do passe para entrar no Metro" "não esfregues o passe se há dificuldade na leitura do chip" "o que interessa para que lado da carruagem vais" "sim, há duas saídas - há 5 anos pelo menos - porque é que insistes em fazer 4 filas ao subir as escadas" "desde que saíste de casa que sabes que vais tomar o pequeno almoço, estiveste na fila à espera, mas agora que chegaste ao "pronto" pagamento não sabes o que te apetece"??????(*)


Até me espanta como é que há mais tempo ninguém se lembrou de voltar a deitar este povo para os anos negros. A matéria estava cá para ser abusada... faltava a xica espertiçe e maldade para pôr em prática, acho. E que o medo se instalasse. Está quase no ponto, meu Caro! E era tão fácil não os deixarmos. Começarmos pelo respeito pelo outro, depois nós próprios e rápido nos tornávamos em osgas devoradoras de baratas em vez de pensarmos que os nossos filhos saíram tão especiais que o melhor é emigrarem. Poderíamos usá-los (usar-mo-nos) para salvar esta maravilha. É que lá não é melhor.

(* aqui há uns tempos o Pedro publicou um vídeo em que jovens tinham de correr x segundos para chegar a determinado ponto de estação de comboios para ganhar entrada (?) no último filme do 007. Sabes o que gostei mais? O civismo. Talvez porque sem essa base tudo o resto falha)

Bom fim-de-semana!

De bolaseletras a 16.11.2012 às 22:38

Teresa,

Os teus exemplos são hilariantes, fantásticos, só é pena é serem bem reais. Junta a isso aquele espectáculo deprimente que são as pessoas a demorarem séculos no multibanco, nas caixas de pagamento rápido no hipermercado, e temos umas migalhas que explicam o porquê de andarmos sempre atrá do prejuízo, sempre um passo atrás dos outros. Também vi o filme de que falas, é fantástico!

Bom fim de semana!

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