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Uma questão de números

Terça-feira, 27.11.12

 

 

“Apesar de dizermos que não somos números, quando falamos de nós, é de números que falamos: do que ganhamos, do que compramos, do que pagamos, do que temos. É com números que hoje definimos a nossa identidade, o nosso estatuto, o nosso bem-estar e as nossas expectativas. É por causa dos números que protestamos. Ao dizer que não somos números, queremos então dizer o quê? Talvez isto: que nós próprios somos os únicos juízes de quanto devemos ganhar, comprar, pagar, ter – e que ninguém pode fazer contas ao que queremos ou precisamos.”

 

Faz falta quem nos diga que andamos todos a gritar ao vento sem perceber o vento que passa. As palavras acima são da última crónica de Rui Ramos no “Expresso”, uma das vozes mais avisadas deste nosso país órfão de vozes que valha a pena escutar. Não somos números mas vivemos obcecados por cifrões. Pelos que temos e não temos, pelos que reclamamos merecer mas pouco fazemos por isso, pelos que não nos pertencem mas que pedimos emprestados, mutuados, empurrados para os nossos bolsos sem fundo. Para podermos ser considerados algo mais do que números temos que reeducar todo um estilo de vida e de sociedade que se sustentam sobre os pilares que estes alimentam. Temos que nos habituar a fazer os actos convergir com as palavras, convém que o que pregamos esteja de acordo com a religião que professamos. Também é por isto que chegámos a este buraco escuro e sem fundo.

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publicado por bolaseletras às 18:00


1 comentário

De Teresa a 28.11.2012 às 11:08

Talvez a solução - se a há - passe por cada se preocupar e se responsabilizar pelas suas próprias contas.
Eu não gosto de ser um nº, nem que me ponham um nº baseado em médias que não sei muito bem como se conseguem.

Um filho que anda numa Universidade paga a preço de Ouro fino custa ao Estado o mesmo que um que anda há 20 anos em Coimbra?! Poderá lá ser?

Quando dizem que cada criança custa ao longo da vida xxxxxxx milhares de Euros aos pais (e olha que deve ser um óptimo método anticoncepcional (contracepcional, de facto, mas o corrector não aceita )) quando eu conheço famílias que pouco ou nada gastam, tudo lhes é dado e ainda sobra para o sobrinho que AINDA não tem acesso, com petizes que se propagam como coelhos, referem-se a quem? Aos meus, aos deles ou a outros?

É o mal das médias. Eu sou uma pessoas que, insiste em, sorrir ou rir. Mesmo que não sorrias ou rias durante uma semana vai dar entre nós uma média de 50 graças por dia ahahahah

Não somos números. Não me ponham números porque os que trago em mim - e em cima - me bastam. Eu reeduquei-me. Vejo que eduquei os meus filhos na mesma linha quando digo "acho que esta sexta-feira não vou trabalhar" e em vez dos pulos de alegria que vejo nos outros eles perguntam "disparate, porquê?" e eu respondo "olha, para descansar" e eles dizem "mas tens o fim-de-semana". é justo que eles e eu sejamos taxados pelo peso e número do Sr. Felipe e Dona Margarida e sua enorme barulhenta prole - sempre de baixa, ou despedidos assim que têm acesso ao SD?!

O Cat publicou ontem algo muito interessante nesta linha... go see!

Abraço xox

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