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Mr. Statistic - BLEM BLEM BLEM!

Terça-feira, 25.12.12

 

 

Agora que se foi a tradicional época da harmonia (verdadeira ou tirada a ferros, para o caso pouco importa), agora que expiraram os dias de sorrisos genuinamente cândidos ou artificialmente brilhantes, voltam à estrada os comportamentos simiescos de homens que só em fantasias natalícias sabem viver em paz. Volta a guerra nas estradas, a voracidade em devorar quilómetros, regressa o olho por olho dente por dente que parece ser a lei dos asfaltos lusitanos, a regra de ouro do alcatrão manchado de sangue de sul a norte do país.

 

A fotografia que ilustra este post data de 1952 e mostra-nos dois polícias de Los Angeles com um esqueleto denominado “Mr. Statistic”. O que foi isto? Foi uma tentativa – de bom ou mau gosto pouco interessa – de avisar os condutores acerca das fatalidades estradais. Por mais patética que esta imagem pareça pelo menos alguém tentou, pelo menos alguém não temeu o ridículo para alertar os cidadãos para a atrasadice mental que é andarem a matar-se nas estradas. Não há umas campainhas que toquem aí pelas doutas cabecinhas de alguns Ministérios, Direções-Gerais, Institutos, Fundações e Associações relacionadas com esta história de evitar mortes estúpidas nas estradas do nosso país? BLEM BLEM BLEM!!!, oiçam a merda das campainhas!!!

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publicado por bolaseletras às 22:08


9 comentários

De Teresa Faria a 26.12.2012 às 03:08

Quer-me parecer que as campai nhas que estão avariadas, mais do que as dos ministérios e afins (não deixando de concordar que as campanhas existentes são ineficazes e improdutivas) são mesmo as individuais, que parecem continuar a ter duas formas de soar dentro dos portugueses, contraditórias e insistentemente no tom errado. Se no que concerne à crise, (in)justiça social e toda a governaçao actual, somos todos uns desgraçados, pobres vítimas a quem tudo acontece, no que toca ao nosso próprio comportamento cívico e à nossa responsabilidade individual, de repente ficamos arrogantemente convencidos de que o mal só acontece aos outros. Nós podemos ser irresponsáveis à vontade, protegidos que estamos por uma capa inviolável. As estatísticas assustadoras revelam apenas o nosso comportamento de risco, seja em números demonstrativos da sinistralidade automóvel, de doenças sexualmente transmissíveis, ou do sobre-endividamento das famílias portuguesas (não falando obviamente na que tem sido mais recentemente gerada pela avassaladora taxa de desemprego). Tudo o que implique prevenção, contenção e responsabilidade individual, parece condenado a ser ilustrado por números negros nos quadros estatísticos. Concordando contigo, não posso deixar de dizer: blem, blem, blem, portugueses, está na hora de afinar as campainhas.

De bolaseletras a 26.12.2012 às 21:52

Teresa F.,

Não o tendo dito, acredita que também eu defendo que a principal responsabilidade deveria ser dos cidadãos condutores. Por conhecimento de causa, dei de barato que essa raça que julga ter encarnado na pele do Ayrton Senna dificilmente poderia ser alvo de qualquer tentativa de sensibilizãção. Para mim, já só as autoridades poderão fazer algo. E creio que a sensibilização terá de ser acompanhada de punições muito fortes e duas. É o chamado dura lex sed lex, que parece ser a única lei que é respeitada neste país, infelizmente...

De Teresa Faria a 26.12.2012 às 23:50

Olha, eu honestamente já não sei qual é o remédio. As medidas duras resultam no primeiro mês, se tanto. É como quando vamos ao médico e ele nos avisa do valor elevadíssimo de colesterol... Até passas uns tempos a saladas, mas rapidamente te esqueces do susto e voltas aos velhos hábitos.

Ao que parece vamos passar a ter o limite de 30 km/h dentro das localidades... Eu acho ridículo. Como acho ridículo o limite de 120 km/h nas auto-estradas. Temos carros e estradas para andar a mais que isso, em segurança. Eu sou arraçada de Senna, confesso - adoro velocidade, e dá-me um gozo bestial quando posso usufruir das potencialidades do meu carro. O problema não está aí, se eu souber avaliar quando posso andar depressa ou quando tenho de ser moderada!

Mais uma vez, é uma questão de mentalidades, de se respeitar a vida e os outros, de ser civilizado, de perder o complexo de invencibilidade e a necessidade de provar que sou "o maior da minha rua",... enfim.

Não é aos 18 anos que se dá essa formação... Convém que as bases venham de trás. Quando assim é, não há necessidade mais tarde de ameaças e punições... Esperemos que as próximas gerações já cresçam dentro dessa consciência de Respeito.

Conto contigo e os presentes papás e mamãs! :-)

De bolaseletras a 26.12.2012 às 23:58

A chave está no que disseste, de que não é aos 18 anos que se começa esse trabalho. Mas olha que pelo que vejo em muitos papás e mamãs ainda não vai ser nesta geração, infelizmente. Basta parar em frente à escola dos meus filhos e ver as passadeiras pejadas de carros dos paiszinhos que não estão para andar 10 metros...


Eu não falava em punir quem vai a mais de 120h numa auto-estrada vazia num dia de sol, falo em punir seriamente quem põe em risco a vida dos outros.

I will give my best!

De Teresa Faria a 27.12.2012 às 00:08

Estamos de acordo então! Eureka!
E lamentavelmente concordo que muitas das "bestas" que se vêm na estrada são da nossa geração...
Ainda há dias coloquei no face um post especialmente dedicado aos papás e mamãs, onde se lia "The life you live is the lesson you teach". Tem de começar por algum lado... Que comece por ti!

De Teresa Faria a 27.12.2012 às 00:23

Errata: Onde se lê "vêm" leia-se "Vêem"
Ai este Português, ainda por cima tão traiçoeiro...
Bjs

De bolaseletras a 27.12.2012 às 00:44

Vou tentar, vou mesmo!

De Teresa a 26.12.2012 às 11:22

Sabes que eu pouco ando - diariamente - de carro mas as poucas vezes que tivemos a iluminada ideia de "levar o carro" para Lisboa espantei-me como não existe mais, e de maior consequências, sinistralidade.

Mais do que blem blem para os outros, é de aplaudir e agradecer a todos os de boa vontade e excepcional formação que "deixa-os passar".

Pior é que não se trata só de maldade e mania dos rallys - são as distracções, a pura ignorância, uma impreparação que acaba se estendendo a todos os recantos da sua existência e mostram que não sabem estar nem andar nos transportes públicos, nem ir a um serviço e saber explicar com clareza o que pretendem, não conseguem decidir o que vão comer...

Abraço e um Feliz e Santo Natal!

De bolaseletras a 26.12.2012 às 21:55

Teresa,

É verdade, há muita impreparação, distracção, incompetencia ao volante. Mas há também muita gente que só se sente alguém dentro do carro, é ali que consegue ter algum poderzinho que inveja aos outros, a estrada é toda deles, afastem-se que aqui mando eu!
Bom, mas muito Boas Festas, que é o que interessa!!;).

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