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Nunca sabemos

Quarta-feira, 02.01.13

 

 

Nunca sabemos o que nos espera. Como será o dia seguinte, o que há para lá do oceano que durante meia vida tememos e agora sobrevoamos, se as ameaçadoras nuvens são sinal de chuva ou apenas um lamento dos céus. Se aquele raio de sol é um lampejo de esperança ou um ardil do destino, se partir é a melhor resposta ou apenas uma despedida cobarde. Nunca sabemos o que nos espera.

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publicado por bolaseletras às 18:32


7 comentários

De Teresa Faria a 02.01.2013 às 23:37

E esse é o mais arrebatador, excelso, prodigioso, miraculoso e celestial presente que só podemos agradecer!
Temos tudo em aberto, sem destinos traçados, sem rotas pré-definidas. Somos livres para escolher, arriscar, mergulhar, arrepiar caminho, ir por atalhos, mudar o rumo, seguir um só trilho, correr, parar, cair, levantar...
Mas não, nunca sabemos o que virá. Só podemos tomar cada decisão em consciência e em paz connosco. E aprendermos a saborear cada dia.

De bolaseletras a 03.01.2013 às 21:16

E se calhar é esse o sal da vida, nunca sabermos o que nos espera, a expectativa, a sede de descobrir.

De Teresa Faria a 03.01.2013 às 21:56

Claro! Que graça teria se fosses um mero rato de laboratório com destino traçado à nascença?!
Descobrir e criar... Não te esqueças que co-criamos a nossa realidade. ;-)

De Teresa a 03.01.2013 às 10:50

E ainda bem que não sabemos...

De uma série, que morreu cedo, saiu uma quote que de vez em quando lembro: "Knowing the future is to die twice" ou uma coisa do género... fez-me alguma impressão já que muitas vezes pensamos que prescindiríamos de 5 anos da nossa vida (de preferência os últimos 5 depois dos 120 ) para poder ver "mais além" e, assim, pensamos, preparar-nos melhor.
Acho que a razão porque a série não "vingou" tem a ver com o facto de ao "sabermos o que nos espera" altera tudo, inclusivé a sorte, fado, eventualidade de se alterar de alguma forma o futuro... é que quando vês já te se está a tirar o poder para mudar o rumo, alterar a rota e escolher outro destino.

Partir não tem porque ser uma despedida cobarde. Não para nós um povo com provas provadas de partidas e regressos. Acho, aliás, uma das coisas mais corajosas - deixar o que conheces e sabes viver pelo desconhecido mas determinado a aprender e vencer.

Abraço.

De bolaseletras a 03.01.2013 às 21:20

Continuo a duvidar o que implica mais coragem...querer descobrir ou permanecer na ignorância. De formas diametralmente opostas ambas exigem muito de nós.

De Teresa Faria a 03.01.2013 às 22:19

Bravo Teresa. Plenamente de acordo.
Também acredito que muitas vezes partir é a maior demonstração de coragem. Quando deparamos connosco numa situação que não nos faz felizes (um emprego, uma casa, uma relação, seja o que for), a tendência é arranjarmos mil desculpas para nós mesmos, que justifiquem porque devemos suportá-la. Porque é estável, porque não encontro outra coisa assim, porque os outros precisam de mim aqui... Quando na verdade isto são apenas subterfúgios. A realidade é que temos um medo terrível do desconhecido, e preferimos continuar a calçar os mesmos sapatos, que nos magoam um pouco de tão desgastados que estão, mas... ainda assim estes sempre foram confortáveis. Sei lá se arranjo outros que se moldem tão bem aos meus pés... Na dúvida, perante o desconhecido... Prefiro aguentar estes enquanto conseguir!!

De Teresa a 04.01.2013 às 10:10



"Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo." Mark Twain

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