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O longo percurso da adultescência

Quinta-feira, 03.01.13

 

 

Não sei em que se tornarão os meus filhos, como será a sua viagem por esta estrada sinuosa que é a vida. Desconheço que raça de adolescentes encarnarão, em que casta de jovens se incluirão e em que colheita de adultos desembocarão. Mas muito do que hoje vou vendo por aí preocupa-me e muito. Suspeito de uma boa carrada de erros que me parece que tantos paiszinhos de ontem e de hoje têm cometido, mas preocupa-me muito mais descobrir o caminho certo para não os repetir. Não estou imune à asneira e sei bem que o amor cego muitas vezes impede-nos de vez os melhores caminhos, muitas vezes porque o melhor nem sempre é o menos doloroso. Este artigo da New Yorker, que compara a visão de duas antropólogas sobre a responsabilidade social e a capacidade de emancipação das crianças da tribo Matsigenka da Amazónia Peruana, com os hábitos eternamente infanto-adolescentes das crianças e jovens de Los Angeles pode ajudar-nos a abrir os olhos para muitas das asneiras que mais tarde lamentaremos . Para quem se interessa pelo tema recomendo vivamente que percam uns bons minutos com a sua leitura, que serão não gastos, mas muito bem ganhos. Deixo estes trechos para aguçar o apetite.

 

 

 

“Why do Matsigenka children help their families at home more than L.A. children? And Why do L.A. adult family members help their children at home more than do Matsigenka?” Though not phrased in exactly such terms, questions like these are being asked—silently, imploringly, despairingly—every single day by parents from Anchorage to Miami. Why, why, why?”

 

“(....) contemporary American kids may represent the most indulged young people in the history of the world. It’s not just that they’ve been given unprecedented amounts of stuff (…), They’ve also been granted unprecedented authority.

 

“Parents want their kids’ approval, a reversal of the past ideal of children striving for their parents’ approval”.

 

“By working so hard to help our kids we end up holding them back.”

“In contrast to American parents, French parents, when they say it, actually mean it. They view learning to cope with ‘no’ as a crucial step in a child’s evolution, Druckerman writes. It forces them to understand that there are other people in the world, with needs as powerful as their own.”

 

“A lack of discipline is apparent these days in just about every aspect of American society.”

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publicado por bolaseletras às 20:46


1 comentário

De Teresa a 04.01.2013 às 12:13

Já li e nada de novo... nem das apreciações "grass is always greener" nem do que se passa nos lares Americanos e de todo o Mundo.

Olha, tínhamos aqui tema para dias seguidos, sem ir à cama, para debate e discussão.

Eu pertenço ao Camp que os miúdos não são tão maus como os pintam; pelo menos não em nº que justifique amostragens do género "os adolescentes são... ou fazem..." porque há miúdos cujo valor, valentia e realidade de vida batem qualquer punkzito de 5ª avenida ou Av. de Roma . Aliás uma das coisas que menos gosto na vida são generalizações. E comparações (mais isso já faria duas, certo?!)

Casa de Pais, Escola de Filhos. Faças o que fizeres, mais a genética que já transmitiste, eles serão S-E-M-P-R-E um resultado final das escolhas que eles próprios fizerem. Dá-lhes essa responsabilidade. E esse crédito. Dá-se tão pouco crédito e confiança aos miúdos. Grande parte por causa dos medos.

Fear not, Dear Friend. Choose LOVE!!!!


(eu sempre fui vista e tida como demasiado rígida. sim levantam-se a 1 de Janeiro para ir à Missa, quer tenham ficado em casa e deitado cedo, quer tenham ido ao Casino e chegado "hoje"... não se anda de pijama em casa... come-se sempre na mesa "posta" (aqui há uns anos o meu filho sentiu que um amigo [que, praticamente, vivia lá em casa: almoçava, jantava, brincava e chegou a tomar banho] a afastar-se e ao confrontá-lo sobre o que se passaria o outro chamou o meu de "betinho", o meu, naquela fase de que antes doença grave que beto, disse "eu betinho? não. porque dizes isso?" e o outro respondeu "não que não és. a tua mãe até põe guardanapos na mesa em todas as refeições" )... brinca-se... ri-se... joga-se... castiga-se... abraça-se. Eles precisam do meu carinho e aprovação, tal como eu preciso do deles (por isso não vou ao portão receber os amigos deles de roupão e chapéu de cowboy ahahahahah nem eles fazem fitas à frente dos meus ahahahah. E nem somos Franceses ahahahah isso são complexos além Atlântico

Abraço,
T

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