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Just a perfect day

Quinta-feira, 17.01.13

 

 

Um dia perfeito pode ser longe de quem amamos. Um dia perfeito pode ser só nosso e da lua, só nosso e das nossas coisinhas, dos nossos vícios, da nossa preguiça, daquela vontade indomável de nos encontrarmos com quem há tanto não estávamos: connosco.

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publicado por bolaseletras às 21:15


4 comentários

De Teresa a 18.01.2013 às 10:44

Sim, pode. Tal como podes voltar (ainda) insatisfeito. Porque às vezes um dia não chega. Ou essa lu(t)a não era a certa. Há que voltar, frequentemente, a esse sítio e encontrar o quem e o quem com que gostaria de se voltar.


Ultimamente - ou não tão ultimamente assim (dá-me a sensação que as pessoas perderam a noção do tempo. No fds a SIC fazia uma reportagem sobre há 20 anos como se estivessem a falar com as pessoas dos Anos 50 e 60. Há 20 anos já tinha acontecido o boom económico, já não se dividia o carapau, já grade parte dos lares tinham dois carros que andavam todos os dias. Há 20 anos foram os Anos 90!!!) - tem havido uma necessidade de combater tudo aquilo que é natural no ser humano - a necessidade de isolamento, a necessidade de "down time" ou tempos de tristeza e melancolia. Resultado? Gente Feliz com lágrimas. Não podes dizer que não estás bem porque estás a pôr um peso na pessoa que te perguntou "como estás?" (sem, de facto, querer saber), um peso que ela não quer nem precisa... não podes estar silencioso porque estás triste e "tristeza não paga dividas", e de mentira em mentira, adiamento em adiamento o preço emocional e cultural torna-se um bicho papão para o qual ninguém terá mãos muito em breve.


Sim, uma ilha isolada é - pode ser - um Paraíso.

Há que assumir essa necessidade e vivê-la.

É a vantagem (e prerrogativa) dos Malucos - dizer e viver o que se quer sem que se lhes "vá à mão".
Alguns fazem-no escrevendo esses cenários (até Paul Auster que não é um Holle... esse ... sente essa necessidade de escrever, periodicamente, um livro com esse isolamento de alguém que não é outro, se não ele mesmo que se isolou nesse personagem e nessa vivência), outras crochetam colchas intermináveis e com desenhos complicadíssimos que lhes permite estar só "com atenção ao gráfico", outros vão acampar para o meio de nenhures (onde as necessidades mais básicas serão respondidas no timing básico: acordar quando acabou o sono, comer quando apetece e qualquer coisa, ir à mata )



Abraço,
Teresa

De bolaseletras a 18.01.2013 às 22:34

"Há que assumir essa necessidade e vivê-la."

Essa é a chave, Teresa, não podemos ter medo ou desconforto em estar com o nosso eu. E por aí esse receio é tanto que as pessoas têm medo de ser vistas sozinhas a almoçar, a passear, simplesmente a olhar o rio. E por isso dificilmente se conhecem, por isso se perdem na multidão.

Abraço

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