Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Confraria Etnográfica dos Olivais - 16.º Encontro
Até Domingo o Bolas e Letras fecha para balanço. Que é como quem diz, estarei ausente por terras da Bairrada, dessa difícil e inebriante casta que é a Baga. Vem a propósito a Baga porque o motivo da ausência é efectivamente vinícola. Mais uma vez reúne-se a Confraria Etnográfica dos Olivais (CEO), no seu 16º encontro, reunindo-se duas mãos cheias de confrades com o objetivo de confraternizar, discutir a nação, matar saudades, dizer baboseiras, esmiuçar as desgraças e alegrias da bola, etc. e tal (não, não falamos de raparigas e muito menos nos aproximamos delas – é esse o expresso e tácito acordo estabelecido com as namoradas, companheiras e esposas que se livram dos machos durante dois dias). Ah, e diz que nos entretantos aproveitamos e petiscamos um leitãozito, uma chanfanazita e, quiçá, se o corpo o permitir e a carteira estiver para aí virada se trinque uma lampreiazita ou outra. Tudo isto, evidentemente, acompanhado do belo néctar dos deuses que, muito provavelmente, nesta edição especial terá a simpática companhia do bairradino espumante.
A CEO mantém-se, apesar de inúmeras pressões da sociedade civil, uma confraria informal, por ora afastada da legalização e do crivo da certeza jurídica que lhe confere uma qualquer figura plasmada nos compêndios do universo jurídico. Por esse motivo, não é despiciendo que venha a ser discutida em tão esperado evento a legalização da CEO, a constituição de uma associação, quiçá mesmo de uma fundação, que defenda os princípios, propósitos, objetivos, as meras intenções de tão afamada confraria! Aliás, será este o momento para reclamar tudo a que uma associação legitimamente constituída tem direito: um rol de bem-apessoados e melhor delineados estatutos, uma sede à maneira, um orçamento rigoroso mas generoso, um saquito azul, uns desvios de fundos comunitários para benefício pessoal, umas pitadas de corrupção e de desvio de poder, enfim, tudo o que vem no cardápio! Cuidai-vos boas gentes bairradinas, cá vamos nós!
p.s. – Os estatutos (por ora informais) da CEO determinam inequivocamente, não admitindo qualquer tipo de excepção ou imunidade confrareiro/parlamentar, que os níveis de alcoolémia dos seus confrades não deverão nunca elevar-se acima dos apresentados pela deputada Glória Araújo. Aquando da deslocação em veículos motorizados esses níveis serão sempre inferiores a 0,5g/l de álcool no sangue. É também isto que caracteriza a CEO – marcar a diferença face ao facilitismo. Como é bastas vezes repetido no seio da confraria: duas marcas segurança, uma marca perigo!
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2 comentários
De Zé da Fisga a 26.01.2013 às 15:09
Aí está o caro amigo a preparar a pena, hem?!
Se ganhar não se fala nisso. Ou sorte ou colaboração do árbitro, nada que não seja normal.
Mas se perde ou empata. Mundo vermelhusco preparai o lombo.

