Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
A possibilidade de uma ilha - a ilha da felicidade
“Durante a primeira parte da vida, só nos apercebemos da felicidade depois de a perdermos. Segue-se uma idade, uma fase transitória, na qual já sabemos quando começamos a viver uma felicidade, que acabaremos por a perder”.
Esta é daquelas reflexões que dispensam aprofundamentos ou embelezamentos. É clara como a água. A felicidade paira constantemente à nossa volta, mas envolta na neblina da ironia de que só a vida é capaz teima em desencontrar-se do nosso tempo e espaço. Se na tenra idade a velocidade que imprimimos à vida acelera esse desencontro, a experiência torna-nos descrentes, azedos, avessos ao reencontro com o que nunca se alcançou. A possibilidade da felicidade perde-se na ilha em que nos tornámos.

