Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Não basta disparar
“The Hunter”, 1960, por Nikolas Koslovskiy
Há quem diga que a fotografia é a arte mais fácil, mais democrática, ao alcance de demasiada gente, inclusive daqueles a quem a divina providência negou o talento. É exactamente por esses motivos que considero a fotografia, como arte popular, a mais selectiva das artes. Porque se hoje qualquer maduro pode capturar centenas de imagens em poucos segundos, já acertar com os disparos na inimitável beleza, no cerne da condição humana, naquele milésimo de segundo que revela a verdade de um momento único, esse tiro só está ao alcance dos eleitos.

