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Da série pérolas da blogosfera - Sudoeste

Sábado, 08.08.09

 

 

Jovem que é jovem, rico, pobre, milionário ou remediado, não encerra o capítulo da juventude sem papar uma boa meia dúzia de festivais de Verão. O meu primeiro foi no Sudoeste e, tal como o do Bruno Vieira Amaral, soberbamente relatado em circodalama.blogs.sapo.pt/, foi único. Antes de passarmos à psicadélica experiência do Bruno, apenas pequenos flashes do que recordo dessa minha iniciação ao mundo do pó infestado por megawats:

 

- 3 amigos que em 3 noites apenas numa foram ao recinto onde se passava música. Razões? Junto à nossa tenda, que preferimos manter cautelosamente afastada da matilha esfaimada por rockn´roll estava uma tenda gigante, tipo tenda de circo, habitada por um simpático grupo de italian(a)os que passavam música enebriante 24 horas por dia, danças tribais com malta boa onda, comida que punha as nossas latas gourmet a um canto. Portanto, de dia era a praia, de noite não resistíamos aos estranhos sons e prazeres de la dolce vita.

 

 

- Na tenda ao lado, duas quarentonas inglesas assoberbavam-nos com o seu british humor, oferecendo-nos constantemente chás redentores dos abusos da juventude no auge da sua pujança.

 

- No último dia, um almoço e uma tarde inteira a jogar o alucinante jogo do búfalo, que me relembro vagamente estar relacionado com a ingestão de imperiais sem preocupação com a necessidade de respirar entre o levantar e o poisar do copo, sendo que o búfalo garantia que o aterrar do copo era sinónimo de o mesmo estar vazio.

 

Conclusão: o primeiro Sudoeste não o foi propriamente, o que se calhar justifica não ter regressado ao Sudoeste. Preferi manter a memória de algo completamente diferente. O Bruno também optou por uma onda alternativa, como seja acampar sem tenda. Disfrutem:

 

 

"Se não penso em voltar a viver com outra pessoa é por ter horror a multidões. O que é assustador na ideia de Inferno não são os eternos tormentos mas a sobrelotação do espaço. Há doze anos, venci os meus receios e, com três amigos, parti para a Zambujeira do Mar. Foi o primeiro Sudoeste. Levávamos muita esperança e muito atum mas, ao contrário dos outros festivaleiros, nenhuma tenda. Foram três dias de intenso convívio com a Natureza, um conceito que nestas alturas se alarga para incluir vodka do Lidl mas que pode ser sintetizado no acto libertador de aliviar os intestinos ao ar livre. 

 

Houve muita música. Blur, Xutos, Marilyn Manson, Suede. Alguns concertos deram azo a que se falasse em “comunhão total” entre as bandas e o público. Ora, o mais perto que eu estive da “comunhão total” com alguma coisa durante aqueles três dias foi quando um cetáceo, a comungar totalmente, aterrou na minha espinha ao som do Song 2, dos Blur. Se era para comungar, distribuíssem hóstias. Após os concertos, esperava-nos sempre a aventura de procurar o lugar onde teria ficado a nossa tenda, se a tivéssemos levado. Pelo caminho, destruíamos as tendas dos incautos, o que nunca nos trouxe problemas porque àquela hora estava tudo a comungar com Jah, com Diónisos ou com Príapo. No Domingo, após o último concerto, fomos a pé para a Zambujeira e dormimos no adro da Igreja. Um final santo para três dias infernais."

 

  

 

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publicado por bolaseletras às 12:30


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